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Chico, sempre presente

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Macili
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Chico, sempre presente



Certa vez, o poeta alemão Eugen Berthold Friedrich Brecht (1898-1956) escreveu:


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém, há os que lutam toda a vida;
Estes são os imprescindíveis.¹


Já foram feitas várias considerações sobre o texto inspirador de Brecht, mas, hoje, não é tarefa fácil perceber alguém que tenha se encaixado de forma tão precisa no conceito de imprescindibilidade como o médium Francisco Cândido Xavier.


É óbvio que Chico Xavier não trabalhou individualmente, e bem sabemos que a obra gestada por meio de suas mãos não era de sua autoria, e sim dos Espíritos que dele se cercaram. Tal condição chega a convencer alguns desavisados companheiros de que Chico teria sido um mero coadjuvante, agindo nos bastidores do texto mediúnico. Porém, nós, sabedores das complexidades que envolvem o trato mediúnico, temos a convicção de que, em toda a história da mediunidade, bem poucos foram os médiuns que reuniram características suficientes para realizar a tarefa que foi confiada a Chico Xavier.


Médiuns do quilate de Chico não são encontrados com facilidade. Para cumprir seu mandato, para "lutar" suas batalhas, não bastaria ter a capacidade mediúnica. Na verdade, historicamente, vários possuíram recursos mediúnicos muito mais assombrosos que os apresentados pelo médium pedro-leopoldense.


Entretanto, quais poderiam reunir em torno da capacidade mediúnica tantas virtudes como as que o medium possuía? Quais foram dotados de tanta disciplina, humildade, resignação, paciência, esquecimento de seus próprios interesses e amor pelos que, desesperados, buscavam consolo e amparo?


Sem esses atributos, decerto, Espíritos como Emmanuel não lograriam tanto êxito em transmitir mensagens de tão elevado cunho moral-religioso. André Luiz não encontraria terreno favorável para descrever com tanta exatidão o que se passa no mundo espiritual. Poetas do Além não se deparariam com recursos tão inspiradores para poetizar seus sentimentos. Filhos desencarnados em tenra idade não encontrariam o carinho necessário para conseguir acalmar os corações aflitos de tantas amarguradas mães.


Depois de cumprida sua respeitável missão, Chico partiu em 30 de junho de 2002. Muitos lamentam sua ausência, saudosos de sua presença física. Mesmo tomados ela legitimidade da saudade, não podemos esquecer que, na condição de Espírito, Chico permanece vivo. Agora com suas virtudes engrandecidas em razão da liberdade espiritual que conquistou.


Além disso, lembremo-nos de que ele estará sempre resente nas linhas contidas em centenas de obras que auxiliou a escrever, por meio de sua virtuosa mediunidde, e que hoje servem de referência a todos aqueles que buscam uma rota para prosseguir com mais segurança na jornada terrena...



_________________
¹ BRECHT, Berthold. Poemas 1913-1956. 6. ed. Editora 34, 2003.


por Licurgo Soares de Lacerda Filho
Fonte: Reformador nº 2.173, abril/2010





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