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Repercussão da atuação de Chico Xavier em Pedro Leopoldo

- - - - - Chico Xavier rastro de luz Reformador

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Macili
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Chico Xavier é um rastro de luz



Célia Diniz, vice-presidente do Centro Espírita Luiz Gonzaga e membro do conselho
curador da Fundação Cultural Chico Xavier, de Pedro Leopoldo (MG), comenta as
repercussões da atuação do médium Francisco Cândido Xavier





Reformador: Qual a repercussão da atuação de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo?

Célia: Dois importantes acontecimentos abriram os olhos do Brasil para a pacata Pedro Leopoldo: o lançamento do Parnaso de Além-Túmulo e as comunicações do Espírito Humberto de Campos. A princípio, incredulidade, negação, assombro diante da desconcertante realidade: os mortos voltam! Impressionante o número de pessoas e de cartas que chegavam. Os padres, defendendo ardorosamente seus dogmas, se assustavam e nos assustavam. A notoriedade inquietava o jovem médium e enchia de curiosidade a todos. O trabalho prosseguia, tendo como bandeira e escudo a caridade e a vivência evangélica. A intolerância religiosa atacava o Espiritismo, mas não o Chico. Um dia os amigos viram partir o querido amigo e benfeitor, em busca de um clima mais favorável em todos os aspectos. Mas ele não deixou para trás só tristeza e saudade. Delineadas estavam as tarefas de cada um e seu exemplo seria um roteiro seguro: trabalho, disciplina, fidelidade a Jesus e a Kardec. Valorosamente, os companheiros seguiram em frente. Zeca Machado no Grupo Espírita "Scheilla", Arnaldo Rocha e Chiquinho Carvalho no "Meimei", José de Paula no "Bezerra de Menezes" e, no "Luiz Gonzaga", Lico e Lia Diniz, meus pais. Mais tarde, outros agrupamentos surgiram, as gerações se sucederam. Irmãos abnegados espalharam-se pela periferia. O rastro de luz que o Chico deixou aqui é a inspiração que nos impulsiona, como só acontece a todos que o conheceram.


Reformador: Como se encontra o Centro Espírita Luiz Gonzaga na atualidade?

Célia: Em 1934, ao reorganizar a Diretoria do Centro, Chico Xavier, seu fundador, deixou registrado em cartório, que, se algum dia o socorro aos necessitados do corpo e da alma deixasse de ser prioridade, esta instituição deveria fechar as portas e entregar as chaves para a FEB. Ao ouvirmos, recentemente, do Presidente da Federação Espírita Brasileira, Nestor João Masotti, que está tudo indo muito bem em nossa casa, nós, os tarefeiros, nos enchemos de alegria, e mais cresce nossa responsabilidade diante deste maravilhoso legado. Cerca de 150 famílias têm, além da assistência material costumeira, atividades que visam o resgate da cidadania. Palestras sobre melhoria da qualidade de vida, como enfrentrar os problemas: drogas, gravidez na adolescência, violência doméstica, abandono; como cultivar uma pequena horta, um pouco de Arte... As crianças recebem aulas de evangelização, de reforço escolar, computação e xadrez. Escrevendo assim, parece que nos vangloriamos do que temos feito. Não. Sabemos do quanto precisamos melhorar o nosso trabalho. Divulgamos apenas como um convite a novos tarefeiros.


Reformador: E a expectativa das inaugurações de ambientes que visam preservar a memória de Chico Xavier?

Célia: Aguardamos ansiosamente a finalização de algumas obras. Numa parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais, a Federação Espírita Brasileira e a União Espírita Mineira estão sendo restaurados dois belos casarões na Fazenda Modelo, onde o Chico trabalhou. A última residência da família Joviano, aqui, se transformou em um pequeno centro de convenções, rodeado de árvores seculares e belas trilhas para caminhadas. O outro casarão, onde antes morava esta família e no qual Chico psicografou Paulo e Estevão, também será recuperado. A inauguração está prevista até março/2010. O Movimento Espírita local está pleiteando e firmando parcerias para a construção de um monumento na entrada da cidade, em homenagem ao querido médium. E será inaugurado em 2 de abril um memorial do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em que também a FEB se faz presente. O objetivo é preservar a história desta instituição, o que, em última análise, é o resgate do início das abençoadas tarefas mediúnicas do Chico. Haverá também um salão em homenagem a uma pessoa de vital importância neste contexto. Eis o que disse o Chico sobre ela: "Tivemos em Manuel Quintão, o nosso inesquecível amigo da Federação Espírita Brasileira, o apoio decisivo para o lançamento do Parnaso... Desde o início de nossas atividades, encontrei nele um orientador cuja dedicação não posso esquecer. De uma bondade infatigável e de uma paciência sem limites para comigo, ele foi para mim, desde o nosso primeiro contato, um mentor amigo e um guia paternal, que vive constantemente em meu culto pessoal de carinho e gratidão."


Reformador: Há contemporâneos de Chico Xavier com atuação em Pedro Leopoldo?

Célia: Ainda se encontram em atuação nas lides espíritas, o Sr. Jaques Albano, com 86 anos. Exemplo de abnegação e fé, emociona-se sempre ao recordar o amigo e mestre que o acolheu no "Luiz Gonzaga" e no coração, nos idos anos 50. Irradiando paz e serenidade, ele é, sem dúvida um homem de bem. Cidália Xavier, esbanjando alegria, lucidez e simpatia, nos recebe em sua casa, quando solicitamos uma entrevista, um esclarecimento, um abraço. E muito bem realizou esta tarefa, recentemente, ao proporcionar uma espécie de "laboratório" aos atores do filme de Daniel Filho. Seguindo o preceito do irmão, o "morra trabalhando", frequenta de vez em quando as inolvidáveis reuniões do Grupo Meimei, com suas Instruções Psicofônicas e suas Vozes do Grande Além. Vozes que até hoje não se calaram e nunca deixaram de instruir o valoroso agrupamento atual. Lia Diniz, em raras oportunidades, vai ao Centro, pois aos 91 anos, já não anda mais. É maravilhoso e gratificante ver o brilho de felicidade nos olhos dela, ao constatar que as tarefas que eles iniciaram com tanto amor e desvelo continuam. Marta Xavier, nora de José Xavier, é o baluarte de dedicação que nos ampara na direção do Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita. Ela nos fala com extremado carinho das suas lembranças de quando sua sogra Geni arrumava a mesa, as flores, a água, na antiga sede do Centro. Fala da toalha branquinha, da mesa rústica, do banco e caixotes, do chão de tijolos. Onde hoje é a casa dela, nascera a mediunidade mais atuante e bela de que se tem notícia. Onde, entre lutas acerbas, sobejamente conhecidas um jovem de 17 anos iniciava sua trajetória de luz, com os versos parnasianos. E dona Josefa Ribeiro, zeladora do Centro Meimei desde 1952, hoje aos 94 anos, ainda zela por todos com sua presença simples nos falando com meiguice e saudade daqueles tempos.


Reformador: Conte-nos um fato relevante de seus contatos com o médium.

Célia: Tive a bênção de conviver com o Chico grande parte de minha vida. Na Fazenda Modelo, na qual meu pai trabalhava e morávamos, no "Luiz Gonzaga", quando ele nos visitava, e por último nas sucessivas idas a Uberaba. Quase impossível citar um fato relevante, pois, hoje, quando sinto tanta saudade, tudo tomou proporções de grande importância em meu coração agradecido. Os moldes em parafina, que o Chico deixava no Centro, das mãos, pés e gargantas dos Espíritos, tirados nas reuniões de materializações, eram fantásticos e misteriosos demais para a minha infantil visão. A revelação, aos meus 17 anos, de que ele me vira exatamente um ano antes de eu nascer, ao lado de meus pais, e de que eu tinha o mesmo cabelo, os mesmos olhos, me intrigava sobremaneira. Mas o que quero ressaltar é que sendo o Espiritismo o Consolador prometido por Jesus, Chico é a expressão máxima desse consolo ao psicografar as cartas de nossos filhos que partiram mais cedo. Em 1984, ter meu filhinho de volta, pela abençoada psicografia, foi ter ali, personificada, a infinita misericórdia de Deus, o imenso amor de Jesus pelos que sofrem a duríssima provação do berço vazio, do sorriso que se apaga, mesmo que para brilhar em outro lugar. As cartas familiares tiravam nossos joelhos dos túmulos e nos conduziam para os campos de dores da infância desvalida e da velhice desamparada. Centenas de instituições beneficentes surgiram por conta disso, enquanto nós aprendíamos a superar a nós mesmos, nas exortações que Chico nos fazia ao trabalho construtivo, ampliando nosso conceito de família. E também quando nos dizia: "Minha filha, você perdoou a babá que deixou seu filhinho cair da bicicleta, não é?  Você acha que fez muito? Deveria ter-lhe agradecido,
porque foi dos braços dela e não dos seus que o Rangel caiu, pois nem você, nem o Aguinaldo suportariam a culpa". Em 2006, a mesma dor de ver partir um filho nos visitou de novo. Uma dengue hemorrágica, em três dias, nos levou a Mariana, de 27 anos. Em nossa inenarrável dor, meu marido disse: "O que faremos, agora que Chico não está mais aqui?". Realmente seria maravilhosa a presença física dele, mas nós não precisávamos mais dele. Era só recordar tudo o que havíamos aprendido antes. E ressoava alto em minh'alma a voz de Chico: "Dê graças a Deus, minha filha, que para você o Evangelho chegou antes da dor. Você não imagina o que sofrem as mãezinhas em quem a dor chega primeiro... Seu pai manda-lhe dizer para aguentar sua dor com dignidade, porque, um dia, você dirá: Graças a Deus, reencontrei meu filho". E nos momentos mais terríveis desse novo luto, em que a dor ameaça jogar-me num abismo, é lendo Emmanuel, em Roteiro, Calma e em outros mais que eu recupero o equilíbrio e a paz. E fica fácil imaginar-me aconchegada nos braços de Chico, como num colo de mãe, como se finalmente eu aprendera a depositar minha dor aos pés de Jesus. E Deus nos dá a bênção do trabalho, e temos podido falar deste aspecto das obras psicográficas de Chico Xavier, em vários Estados brasileiros, em Paris, e em algumas cidades lusitanas. É divulgando estas cartas-mensagens, este rico manancial de esperança e informação, com o qual André Luiz, magistralmente desdobra a vida no mundo espiritual, que as cicatrizes do meu peito param de sangrar e me sinto cheia de paz, serenidade e forças para prosseguir no caminho de minha ascensão espiritual, que se mostra ainda tão longo.


Reformador: Como sente as comemorações do Centenário de Chico Xavier?

Célia: É um momento histórico dedicado a quem se entregou por inteiro à Doutrina que tanto amamos. Sua obra é majestosa e sua vida o faz merecedor de nossas mais sinceras homenagens.






Fonte: O Reformador nº2.170, de janeiro/2010.







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