Web Toolbar by Wibiya Mensagem de Liane H.A.P. - Cartas - Chico Xavier

Ir para conteúdo

Bem-vindo ao site Chico Xavier
Crie sua conta agora para poder ter acesso a todas as funcionalidades e recursos. Para criar nova conta demora apenas alguns asegundos e vai poder criar tópicos responder a mensagens, interagir com outros usuários, baixar arquivos (downloads, apresentações, documentos,...) e muito mais!
Entrar em sua conta Criar nova conta agora

Mensagem de Liane H.A.P.

- - - - - Comunicação com desencarnados

  • Por favor, faça o login para responder
Não há respostas para este tópico
Macili
  • Administrators
  • 2.713 posts
  • Advanced Member
  • Last active: Ago 12 2018 07:04
  • Joined: 10 Nov 2012
Imagem Postada


Liane H.A.P.



Liane H.A.P. nasceu em 24 de janeiro de 1963 e desencarnou em 3 de maio de 1982. Filha de José W.P. e Neusa A.P., Irmã de José. Cursava o segundo grau, quando foi vitimada por um acidente automobilístico, que também foi fatal para seu noivo Marcos, sua prima Márcia e seu amigo Alvimar.

Chico Xavier recebe a mensagem de Liane em 1985. Transcrita a seguir:


"Querida mãezinha Neusa e querido papai, associo os dois ao nosso querido Jú, a fim de transmitir-lhes as minhas notícias. Minha impressão de assombro é aquela emoção que não nos sai da alma, porque o inexprimível está fora do dicionário.

Estou com a vó Cida e com o apoio dela vou seguindo, nas letras que efetivamente não são minhas, no entanto, representam a vestimenta verbal que me oferecem aqui de modo a falar-lhes, na tentativa de consolidar-lhes a paz.

Mãezinha Neusa, tudo corria bem, no que se refere à nossa curta viagem. Estávamos plenamente tranquilos. Marcos e eu conversávamos com a Márcia e com o Alvimar sobre o dia das mães que se aproximava no princípio de maio. Inventávamos situações felizes e mentalizávamos a preparação de presentes. Tudo era alegria, quando estourou sobre nós aquilo que me pareceu uma bomba. O resto é muito difícil contar.

Os acidentados não dispõem de recursos para oferecer aos outros a versão da ocorrência infeliz em que se reconhecem surpreendidos e anulados.

De minha parte, quis fazer algo, estender mãos amigas aos companheiros e falar, mas o corpo me pareceu máquina obstruída, em todos os agentes da função que lhe é própria. Senti-me vencida e transportada, mas não sabia para onde.

Guardava a noção de que estava em mim mesma e que poderia comunicar-me com os que me assistiam, entretanto, faltava-me tudo para expressar-me no lado externo da vida.

No íntimo, o raciocínio estava claro, vigiando... Ouvia palavras e lamentações discretas e sofria não só com as dores que haviam quebrado, mas também com as picadas de agulhas e outros constrangimentos a que me vi sujeita.

Rezei. Rezei muitas vezes, pedindo a Deus me restituísse a existência, contudo, as horas passavam lentas e gradativamente cheguei à conclusão de que o próprio Deus desistia do impossível, porque o meu reerguimento seria impraticável. Tentava reconstituir os pormenores do acidente, mas me encontrava no emaranhado das emoções contraditórias que passaram a me cansar a cabeça. Não se me fazia possível formular indagações.

Senti você, papai e Jú perto de mim, hoje não sei se pelos pensamentos com que me cercavam ou se estava na realidade das ideias concretas, de vez que os chamados coquetéis tranquilizantes que me despejavam na garganta me tisnavam o cérebro. Foi um período muito amargo aquelas horas de expectativa... Não sabia nada e me propunha a adivinhar tudo.

Não sei quanto tempo perdurou aquele estado nebuloso, entretanto chegou um instante em que senti duas mãos acariciando-me o rosto. Não eram mãos comuns. Davam a impressão de luvas finas que me acalmavam. Aquelas mãos deviam calçar essas luvas que não conhecia. Pensei em medicação especial que me fosse ministrada.

O fenômeno acontecia independentemente de minha vontade. Em certo momento, eu que nada via senão as figuras de minha própria imaginação enxerguei um rosto com um sorriso semelhante ao seu. A sensação de paz que me tomou o íntimo precedeu um sono pesado e suave que me separou dos nervos doloridos.

Ignorava que isso fosse a morte do corpo, no entanto, não era outra coisa aquele doce entorpecimento que me propiciava descanso. Nada mais registrei senão que acordava em lugar diferente do nosso. O ambiente era balsamizante, sugerindo-me tranquilidade e alegria.

A dona do sorriso a que me reportei, surgiu aos meus olhos refeitos. Era a vovó Aparecida a me sossegar o espírito repentinamente excitado, perante a realidade. Não me sentia feliz, embora estivesse aliviada e agradecida, no entanto, quando a conversação esclarecedora da vovó ia em meio, chegou alguém que ela me apresentou com visível satisfação.

Tratava-se do vovô Bento que eu não podia reconhecer. O reconforto em que fui envolvida foi uma benção e inexplicavelmente passei a aceitar o que chamavam por Desígnios da Vida. Evidenciei a minha preocupação natural pelo Marcos e pelos amigos. Passavam bem, informaram-me.

Uma explosão de pranto me cobriu a face de lágrimas. Se pudesse, desejaria voltar, mas não conseguiria ilaquear as leis que nos governam. Os afiguramentos foram, de tal modo explícitos, que a lógica me obrigava a silenciar. Quis vê-los em casa e fui até lá. Encontrei-a chorando e vi a nuvem de tristeza em que se mergulhavam o nosso querido Ju e meu pai. Com todo o seu poder de persuasão, a vovó Cida não conseguiu que as lágrimas me lavassem a alma. Desde então, venho procurando melhorar-me no íntimo, de maneira a me fazer útil.

Lutei contra as minhas próprias fraquezas e pude prestar algum pequeno auxilio ao Marcos, à Márcia e ao Alvimar. Descobrindo que me seria possível agir em apoio de alguém, a luta se transformou aos meus olhos. Estou adquirindoo recursos novos e peço-lhe, tanto quanto ao papai e ao querido irmão nos lembrarem sem mágoa. Mãe querida, rogo-lhe dizer isso mesmo aos nossos amigos senhor Sebastião, à mãezinha Marlene e ao Maurício, a fim de que estejam tranquilos quanto ao Marcos.

Sei hoje que o organismo espiritual é que nos registra as impressões de vida. E continuo em meu tratamento de recuperação. Se vocês puderem nos auxiliar com ideias de otimismo e fé positiva em Deus, isso representará um passo muito importante em nossas reações por aqui. Rogo-lhes a todos façam isso por nós. Todos estamos submetidos às leis de Deus que estão em toda parte e peço-lhes para nos lembrarem na condição de pessoas vivas comuns. Assim conseguiremos a nossa recuperação, de mais perto.

Ajudem-nos para que possamos ajudá-los. As emoções daí a nosso respeito, para mim são cartas com endereço próprio. Prometo retribuir, logo melhorem as minhas condições. E não me esquecerei.

Por agora, saibamos que Deus é nosso Pai de infinita Bondade e só nos dá aquilo que conseguimos suportar. Sobretudo, peço em nome de Marcos e do meu que não se pese qualquer incriminação contra ninguém. Um acidente é um acidente e qualquer pessoa por aqui não ignora que ainda estamos restaurando as próprias forças.

Mãezinha Neusa, creio que lhes trouxe o relatório afetivo que me era possível. De outras vezes (quem sabe?) talvez eu conseguirei outra oportunidade. Vejo que isso pode acontecer e rejubilo-me na espernça de abraçá-los assim tão próximos de mim, embora não me sintam a presença.

Querida mamãe Neusa, agradeço ao seu carinho, ao papai e ao querido Ju, a paciência com que aceitaram os fatos. Essa busca de compreensão e serenidade para nós aqui, é um grande auxílio. Minhas lembranças a todos os nossos amigos. Não consigo escrever mais do que isto. Perdoem-me.

Papai querido e querida mamãe, muito agradeço por todas as lembranças e boas palavras com que me reconfortaram e ainda me anima tanto. Peço ao querido Ju para que se refaça e volte a ser otimista e alegre como sempre. A vida não trmina. Somos transferidos de residência e por dentro de nós somos os mesmos. Queridos pais, estarei melhor em breve, a fim de comunicar-lhes paz e alegria. A vovó Cida e o meu avô Bento aqui comigo se fazem presentes no carinho que lhes endereçam e eu, a filha que lhes deve tnto amor, lhes deixo aqui, nas palavras que estou garatujando, um beijo molhado de lágrimas. Lágrimas de caridade, e ternura, de emoção e reconhecimento.

Recebam os dois todo o coração da filha sempre agradecida. Muitos abraços e lembranças da..."

Liane


Chico Xavier recebeu o seguinte comentário da família:


"Você, meu caro e bondoso Francisco Cândido Xavier, que fez o sol tornar a brilhar para nós, a paz e a esperança, aliarem-se no reconforto que a bênção de Deus nos enviou, através das mensagens de nossa filha e psicografadas por suas mãos benditas, receba em Jesus, os nossos agradecimentos eternos, por estas mãos, que haverão sempre de endereçar aos aflitos, o lenitivo da verdade da vida futura. Deus lhe pague."


Família de P.

São Bernardo do Campo, 28 de março de 1985.







Tópicos que também usam as tags Comunicação com desencarnados:

0 usuário(s) está(ão) lendo este tópico

0 membros, 0 visitantes, 0 membros anônimos