Web Toolbar by Wibiya O Evangelho de Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Livros - Chico Xavier

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O Evangelho de Chico Xavier / Carlos A. Baccelli

- - - - - Mensagens Espíritas Espiritismo

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36 respostas neste tópico
Macili
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O Evangelho de Chico Xavier


Carlos A. Baccelli




Entrevista à Guisa de Prefácio


Luiz Antônio Ferraz - O que o motivou a escrever o livro "O Evangelho de Chico Xavier"?

Carlos A. Baccelli - A própria vivência cristã de Chico Xavier, sem dúvida, um dos maiores apóstolos do Senhor em todos os tempos da Humanidade. A vida de Chico é o Evangelho aplicado, o ponto de referência para quantos, na Doutrina Espírita, realmente desejam servir aos propósitos de Jesus sobre a Terra.


L. A. F. - Por que você escolheu "O Evangelho de Chico Xavier", como título para este livro?

C. A. B. - Recordando-nos, especialmente, dos nossos encontros das tardes de sábado' à sombra do abacateiro ""... Inesquecíveis tertúlias espirituais quando, então, através de Chico Xavier, tínhamos oportunidade de ouvir Emmanuel nos comentários de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".


L. A. F. - Na sua convivência com Chico Xavier você pode presenciar muitas vezes o relacionamento dele com o Evangelho. Como é a relação de Chico e o Evangelho?

C. A. B. - De profunda reverência. Nunca ouvimos ninguém falar de Jesus como Chico Xavier fala! Nas lições escolhidas, o tema quase sempre girava em torno do Cap. V - "Bem-aventurados os aflitos"... Com o Chico, aprendíamos o Evangelho  na teoria e na prática, pois, logo em seguida aos estudos da tarde, que eram igualmente enriquecidos com as observações de vários companheiros convidados à palavra, confraternizávamo-nos com os nossos irmãos da periferia. De cada parágrafo de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (alguns exemplos constam de dois livros anteriores, de nossa lavra: "Chico Xavier, à Sombra do Abacateiro" e "As Bênçãos de Chico Xavier"), ele extraía conceitos maravilhosos sobre os problemas que nos haviam motivado a procurá-lo...


L. A. F. - Você se recorda de algum fato ou acontecimento interessante envolvendo Chico Xavier e o Evangelho?

C. A. B. - Algumas vezes, chegando à sua casa, íamos encontrá-lo sózinho, no silêncio da sala onde habitualmente nos recebia em nossas visitas semanais das quartas-feiras, a mim e à minha esposa, Márcia - durante longos anos, sempre nas noites de quarta, Chico nos recebeu em sua casa: trabalhávamos, conversávamos, trocávamos idéias sobre diversos assuntos da Doutrina e, lá pelas tantas, tomávamos um chá...  Pois bem, em diversas ocasiões surpreendemos Chico, que nos esperava, a ler "O Evangelho Segundo o Espiritismo"; então, ele nos dizia: - "Estou estudando um pouco..."


L. A. F. - O que diz Chico Xavier sobre o culto do Evangelho no lar?

C. A. B. - Sempre o ouvimos recomendar a prática do culto do Evangelho no lar. Em certa ocasião, um amigo queixou-se a ele que, na noite consagrada ao culto do Evangelho em sua casa, era um verdadeiro transtorno: o telefone não parava de tocar, os meninos se atritavam, problemas elétricos provocavam princípio de incêndio nos aparelhos domésticos... Ele pedia uma orientação. Deveria mudar o dia do culto? Após escutá-lo, Chico respondeu: - "Meu filho, mantenha o dia do culto e, nos demais dias da semana, reúna informalmente a família para orar. Faça um culto informal nos outros seis dias da semana, pois não há espírito obsessor que seja tão persistente..."


L. A. F. - Em abril, Chico Xavier estará completando 90 anos de vida. Nestes longos anos de labor, qual o maior ensino que Chico Xavier tem nos deixado?

C. A. B. - O da fidelidade ao Evangelho. Ele nunca se arrefeceu diante das críticas dos que o considera um "médium religioso"; ele sempre nos ensinou que o Espiritismo sem Jesus não cumprirá com as suas finalidades no progresso moral das criaturas: para ele, é o Evangelho que nos melhora por dentro. Aos 90 anos de idade, a se completarem no próximo 2 de abril, vemo-lo no supremo testemunho da fé, com total esquecimento de si mesmo. Chico, sem dúvida, destacou-se pela sua condição de médium, todavia o que o fez respeitado por todos, espíritas e não espíritas, é a sua bondade, mostrando ao mundo que, tanto quanto o Cristianismo no passado, o Espiritismo também é capaz de fornecer hoje apóstolos do Evangelho à Humanidade!  Uberaba, 2 de abril de 2.000.



90º aniversário de Chico Xavier.



(continuação)



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O Evangelho de Chico Xavier



1 - "A prece, para o homem, deve ser uma fonte de inspiração para o trabalho; ele deve procurar na oração as forças para agir, porque, sem dúvida, a fé sem obras, no dizer de Emmanuel, não passa de uma flor artificial".


2 - "Eu não saberia dizer a relação existente entre mediunidade e sofrimento... Os meus instantes mais produtivos na mediunidade foram também os de maior luta. Reclamar das dificuldades que tenho enfrentado seria negar as bênçãos que a mediunidade me tem proporcionado no trabalho com os Bons Espíritos".


3 - "Certa vez, um repórter me perguntou se eu estaria disposto a começar tudo outra vez"... É claro que recomeçaria. Para mim, a mediunidade na Doutrina Espírita tem sido uma alegria. O que eu não sei é se os Espíritos Amigos estariam dispostos a recomeçar comigo... As minhas imperfeições são tantas... Creio que tenho dado a eles, os Espíritos Benfeitores, mais trabalho, ou seja, eles têm tido mais trabalho comigo do que eu propriamente tenho trabalhado com eles..."


4 - "Nunca atravessei um dia sem luta... Quando as coisas corriam muito bem para mim, eu podia esperar - no final da tarde, ou da noite, aparecia o problema... Mas, eu nunca pude me dar o luxo de ficar choramingando. Emmanuel dizia:  - Chico, o médium tem que deixar o problema de lado; médium que não aprende a esquecer e seguir adiante, que não remove de dentro de si mesmo os obstáculos, compromete o trabalho...Então, eu tinha que sofrer calado, não dando mais que dois ou três minutos de atenção ao aborrecimento..."


5 - "Quem mais sofre no mundo é quem tem mais tempo para si mesmo. Quando o sofrimento alheio nos incomoda, o nosso não nos incomoda tanto... Eu tinha que ir para o "Luiz Gonzaga" escutar o povo, escutando aquela fila, acabava me convencendo de que o que eu sofria não era nada... A gente tem a mania de dramatizar em excesso a própria dor!"


6 - "Um dia, perguntei a Emmanuel o que aconteceria, caso a mediunidade me subisse à cabeça... Ele me disse: - Se você tem, eu não tenho vocação para vedete, você ficará com outros espíritos habituados ao palco; procurarei outro médium ou tratarei de reencarnar... Sinceramente, não consigo entender os companheiros de mediunidade que anseiam por qualquer tipo de promoção pessoal, todos eles me merecem o maior respeito, mas eu não vejo na condição de médium qualquer predicado que nos diferencie... Na história do Espiritismo, os médiuns sempre foram chamados a maior cota de sacrifício; Allan Kardec foi testado de todas as maneiras - dinheiro, vaidade, ingratidão dos amigos, calúnias... Se com ele foi assim, conosco não poderia ser diferente, não é?! O médium que não se vê constantemente testado, deve começar a desconfiar... Médium bom é o que apanha - apanha calado e não para de trabalhar!..."


7 - "Passei fome, passei frio - Pedro Leopoldo sempre fez muito frio, ventava muito... A nossa casa não era forrada... Às vezes, a gente não tinha o que comer - era uma panela ou duas no fogão... Mas ninguém em casa morreu por causa das privações que passávamos. A gente comia só arroz, chuchu... De vez em quando, uma mandioca, ovos; carne era muito difícil... Sempre tive muito bom apetite. Caso tivéssemos tido excesso de comida em casa, eu haveria de me empanturrar... E a mediunidade?! Como eu seria capaz de produzir de barriga cheia, se, muitas vezes, os Espíritos Amigos aproveitavam os minutos que me sobravam da folga do almoço para escrever?! Penso que tudo que passei na Vida tinha uma razão de ser; o meio aparentemente adverso em que eu nasci era o que eu necessitava para servir na condição de médium..."


8 - "Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência. A paciência desarticula os mecanismos do mal... Aquele que não se altera diante da prova, não reagindo às provocações, ignora o mal... A impaciência é a reação que quem nos provoca está esperando. A melhor maneira de frustrar o mal é colocar em prática as sugestões do bem. Não me considero um homem de paciência, mas, se acaso não tivesse aprendido com os Bons Espíritos algo do valor dessa virtude, eu teria criado mais sérios embaraços para a minha própria vida... Os obstáculos no exercício da mediunidade sempre me foram um desafio constante. Não me lembro de um só dia que tivesse atravessado sem problemas..."


9 - "A obsessão acompanha de muito perto o médium; o médium que não vigia é uma presa mais fácil para os obsessores... Mediunidade significa porta aberta, e por uma porta escancarada acaba passando quem quiser... A vigilância é uma espécie de sentinela, exigindo a senha dos candidatos a entrar..."


10 - "Muitos companheiros espíritas nunca puderam entender o meu contato com o povo; prefeririam que eu ficasse apenas na mediunidade, na produção de livros... Ora, se me fosse dado escolher entre a tarefa da mediunidade com os livros e o serviço da mediunidade com os sofredores, eu ficaria com os sofredores, pois também me considero um espírito sofredor; ficaria com aqueles que me consolariam com as suas dores - dores semelhantes àquelas que eu também sinto... De modo que, embora respeite profundamente a opinião dos confrades, fico com a minha necessidade espiritual. Deus me livre da solidão de um gabinete, onde apenas os espíritos me fizessem companhia!..."



(continuação)



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11 - "Não consigo entender mediunidade sem espírito de sacrifício. Quem abraça a mediunidade esperando isentar-se de dificuldades, está cometendo um equívoco muito grande. Não há uma só página da Codificação em que Allan Kardec tenha dito que as coisas para os médiuns seriam amenas. Mediunidade é um compromisso que sempre me pesou muito. Sou feliz na minha condição de médium; a mediunidade, sem dúvida, é uma alegria, mas uma alegria que não nos permite extrapolar..."


12 - "Aceito perfeitamente a comunicação mediúnica entre encarnados; aqueles que têm uma grande afinidade, podem se comunicar, um interpretando o pensamento do outro, independente de distância... Quando um amigo quer dizer uma coisa a outro, se não lhes for possível o contato direto, os seus espíritos podem perfeitamente entrar em sintonia... Para alguns esse tipo de intercâmbio acontece mais naturalmente do que o contato com os desencarnados."


13 - "A caridade sempre foi a força que me sustentou; tudo sempre valeu a pena por causa dela... Quando ficava muito aborrecido comigo mesmo, com as minhas imperfeições e erros, procurava a periferia da cidade, visitando as favelas... Sempre encontrei na prática do bem a mensagem de consolação e o conforto espiritual de que me achava carente! Eu pensava comigo: Meu Deus, a minha vida não é tão inútil assim!... "As pessoas se alegravam com a minha presença; eu me sentava com elas e ficávamos longos minutos conversando... Éramos iguais. Ali, eu pensava em muita coisa... Aqueles irmãos e irmãs ignoravam o meu mundo de lutas, as críticas que recebia, as calúnias, os ataques da imprensa, a incompreensão dos companheiros... Eu voltava refeito para casa. Trocava um pedaço de pão por energia para o dia seguinte. O sorriso daquela gente me acompanhava... Aquelas senhoras pobres me abençoavam... O médium que vive distante da vivência na caridade não possui retaguarda... Emmanuel me ensinou isto. Ele me dizia: - "Chico, deixemos os nossos escritos"; a página mediúnica pode esperar um pouco; é hora de você se reabastecer... Vamos para a periferia!" E eu ia com ele ou ele comigo, não sei... Quando na minha cabeça eu já tinha esquecido tudo, voltava para a psicografia... Sem a caridade, o médium não consegue sustentar o vínculo com a sua própria espiritualidade!..."


14 - "Não existe sofrimento maior do que a dor de perder um filho... não entendo os nossos irmãos que combatem este tipo de intercâmbio com o mundo espiritual, eles se esquecem de que os que partiram também desejam o contato... O médium. Sem dúvida, pode em certas circunstâncias, rastrear o espírito, mas, na maioria das vezes, é o espírito que vem ao médium... o trabalho da espiritualidade é intenso. Para que um filho desencarnado envie algumas palavras de conforto aos seus pais na terra, muitos espíritos se mobilizam... não é uma evocação. Não raro, são os próprios filhos desencarnados que atraem os seus pais aos centros espíritas; desejam dizer que não morreram, que continuam vivos na outra dimensão, que os amam e haverão de amá-los sempre... digo-lhes que, como um médium, essa tarefa das cartas de consolação, aos familiares em desespero na terra, foi o que sempre mais me gratificou..."


15 - "Eu nem sempre posso falar o que penso, mas o que não posso falar é exatamente aquilo que eu não devo dizer."


16 - "Em matéria de dinheiro, Emmanuel sempre me disse: _ Chico, é preferível que lhe falte um milhão a que lhe sobre 1 centavo..."


17 - "A questão mais aflitiva para o Espírito no além é a consciência do tempo perdido..."


18 - "Os espíritos por enquanto, não tem condições de uma mais ampla abordagem da vida num mundo espiritual; o cérebro dos médiuns está programado para não receber mais..."


19 - "A verdade que fere é pior do que a mentira que consola... entenda quem puder."


20 - "Trabalhei muitos anos com os espíritos sofredores... eles me ensinaram muita coisa... o que sei, não aprendi apenas com os nossos benfeitores. A mediunidade também não pode ser elitista... médium elitizado é como um anel de brilhante que, de tão caro, não pode sair do cofre."






(continuação)



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O Evangelho de Chico Xavier




21 - "Uai, a gente não pode querer que todo o mundo nos aceite; às vezes, nem nós mesmos nos aceitamos... nem Jesus é unanimidade entre os homens..."


22 - "O espírito de competição _ é isso o que precisar terminar entre os companheiros de doutrina espírita."


23 - "... creio que tanto na palavra do apóstolo Paulo, como na expressão de Allan Kardec, o aforismo "fora da caridade não há salvação" ficará mais claramente colocado, em linguagem de todos os tempos, nos termos: "fora do amor não há salvação". Nosso caro Emmanuel muitas vezes nos diz que esse conceito de "salvação", na sentença mencionada, vale por "reparação", "restauração", "refazimento", ... a propósito habituamo-nos a dizer, com referências a um navio que superou a diversos riscos: "o barco foi salvo...", ou de um homem que se livrou de um incêndio: "o companheiro foi salvo no fogo..." salvos para que?  logicamente para continuarem trabalhando ou sendo úteis. Nessa interpretação justa e salutar, reconhecemos que fora da prática do amor uns pelos outros não seremos salvos das complicações e problemas criados por nós mesmos, a fim de prosseguirmos em paz, servindo-nos reciprocamente na construção da felicidade que almejamos".


24 - "Creio que todos os cristãos sinceros, estejam vinculados à interpretação espírita do Evangelho de Jesus ou não, permanecem construindo o reinado da Justiça no mundo, sem a precipitação dos que se inclinam para; formações violentas e sem a inércia dos apáticos."


25 - "Relativamente a chamada "esmola", não vejo uma migalha de recursos materiais que se dá ou que se recebe um gesto tedioso de quem usufrui mesa farta e, sim, um elo de simpatia e de amor entre as criaturas que se propõe encontrar um processo de ligação espiritual entre si, preparando-se para a mais alta compreensão da fraternidade. Sem qualquer ideia de esnobar este ou aquele lance autobiográfico, peço permissão para dizer que, quando fiquei órfão de mãe, aos 5 janeiros de idade, a distância de meu pai enquanto permaneceu viúvo, aprendi a agradecer as pessoas de coração generoso que me davam um pão ou um prato de comida, no transcurso do dia, porque quantos me prestaram esse benefício se fizeram para mim benfeitores que me livraram da tentação do furto, e, assim como me sentia feliz em receber essas dádivas para a minha própria sobrevivência, creio que as pessoas que me amparavam também se sentiram satisfeitas com a minha alegria. Reconheço que virá um tempo em que a assistência social velará por nós todos; mas, até que isso aconteça, em plano maior (e admito que semelhante realização deverá vir para nós e por nós, sem conflitos sangrentos), até que isso aconteça, repitamos, aprovaríamos alguém que vê os seus irmãos em penúria, sem se mover, de algum modo, para auxiliá-los, pelo menos em pequenina parcela de apoio? Será justo que eu deixe o meu vizinho desfalecendo em necessidade, sem dividir com ele os centavos que posso administrar, mas a pretexto de aguardar o tempo em que me será permitido administrar aquilo que não me pertence, esquecendo de que posso e devo repartir agora a parcela de recursos que a divina providência me emprestou para o meu usufruto?


26 - "Quem combate a caridade, rotulando-a de alienante, ignora que está cooperando para que o mal amplie o seu espaço; a prática do bem aos necessitados nunca deve ser interpretada como um fator de alienação social... Este é um dos piores sofismas que tenho visto ser empregados por aqueles que se opõem ao trabalho de assistência do Espiritismo. Em defesa de seus interesses religiosos e políticos, lançam-se contra os alicerces que sustentaram o Cristianismo nos primeiros tempos - o socorro incondicional aos filhos do Calvário!..."


27 - "O trabalho é remédio para muitos males do corpo e da alma - mais para os males da alma. Quem procura uma ocupação útil, seja ela de que natureza for, foge às ciladas que os espíritos obsessores armam para os homens na Terra."


28 - "Compreendendo que todos os atos de filantropia são sementes de solidariedade humana que não nos é lícito menosprezar. Sem qualquer ideia de bajulação, acredito que a Igreja Católica sempre fez por nós o melhor que ela consegue; e se não faz ainda melhor, é que todo o Cristianismo, seja neste ou naquele setor que o reflete, será sempre a imagem de nós mesmos. Se nos melhorarmos individualmente, estaremos elevando todo o grupo a que nos ajustamos. Cremos que a caridade, em nossas obras sociais, será sempre necessária, em suas demonstrações e vivências, porquanto, de um modo ou de outro, seremos sempre requisitados ao amparo mútuo, ainda mesmo quando tivermos resolvido o problema urgente da educação e da distribuição do trabalho, em nossa vida coletiva."


29 - "De mim, digo que o aspecto religioso da Doutrina foi o de que sempre mais necessitei... Eu não sei se teria ficado médium apenas para servir o Espiritismo nas áreas da Ciência e da Filosofia."


30 - "... O nosso respeitado Mentor Espiritual não me delegou qualquer recurso para defende-lo, mas, por mim mesmo, não vejo o Padre Manoel de Nóbrega, do ponto de vista da História, na condição de um sacerdote inoperante. Certamente, seria ele um homem de Deus, inteiramente voltado para a causa religiosa que abraçara; mas isto não impediu que tivesse vasta ação humanitária na formação original da família brasileira, conforme atestam as petições de recursos para isso, dirigidas por ele ao rei de Portugal, e a atuação decisiva de que participou na criação de núcleos populacionais do País, como, por exemplo, na fundação da cidade que é hoje a capital de São Paulo. Quanto à opinião dele, Emmanuel, sobre a religião na atualidade, diz-nos sempre o nosso Amigo Espiritual que o serviço da fé pode e deve continuar instruindo e consolando, edificando e servindo em nome do Senhor, junto às criaturas. Quanto ao trabalho em favor dos nossos companheiros necessitados ou mais necessitados do que nós mesmos, esse não é um trabalho específico de religiosos e políticos, cuja missão é sempre venerável para nós, mas, sim, obrigação para nós todos, de uns para com os outros, competindo-nos dividir com os nossos irmãos em Humanidade pelo menos algo daquilo que a Divina Providência já nos permite usufruir. Isso não é utopia: é a verdade, para a qual caminhamos nós todos.



(continuação)



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O Evangelho de Chico Xavier




31 - "Certa vez, alguém me contou que havia sido perseguido e injuriado, por muitos anos, por um ferrenho adversário de suas ideias. Ele vivia sonhando em que o dia em que o seu opositor, reconhecendo os equívocos cometidos, o procurasse para pedir perdão... Imaginava, finalmente, ter o referido adversário aos seus pés, dando a mão à palmatória. Acalentara essa ideia de triunfo em que justiça lhe seria feita. Pois bem, quando já estava com os cabelos quase todos brancos, o adversário de muito tempo, também de cabelos brancos, insesperadamente o procura para o tão aguardado entendimento. Confessou-lhe os seus excessos, pediu a ele que o desculpasse na inveja e no ciúme que sempre o haviam motivado no combate acirrado, falou de suas lutas pessoais  e conflitos de ordem íntima semelhantes aos que exatamente criticara no companheiro... Conversaram longamente, sem ninguém por perto para testemunhar o diálogo. O amigo injuriado que tinha tantas respostas na ponta da língua, que havia decorado o que dizer justamente para quando chegasse a hora inevitável daquele confronto, percebeu, segundo ele próprio me confidenciou, que ele também inutilmente perdera tempo... De repente, sentiu que não havia qualquer razão para o revide... Ambos haviam envelhecido naquela disputa que ninguém saberia identificar como teria começado. - "Chico, disse-me ele -, eu não tive vontade nenhuma de reagir; é verdade que ele se prevalecera de todas as artimanhas para me prejudicar, mas eu também mentalizara aquele momento, o dia em que, face a face comigo, ele se sentisse humilhado... Ele estava tendo a grandeza de me pedir perdão; se eu não o perdoasse, ele estaria triunfando sobre mim... Eu nunca tinha ido a ele; ele é que estava tomando a iniciativa de vir a mim... Eu, que anelava fazer uma publicação no jornal, tornando pública aquela hora da retratação, não tive ânimo de contar isso a quem quer que fosse; você é a primeira pessoa que está sabendo - ele desencarnou há mais de um mês!... Hoje, sinto por ele uma afeição que não sei explicar. Reconheci que em muita coisa ele tinha razão a meu respeito... "Feliz daquele que, na hora de dar o troco, perde a vontade! Esses encontros com os nossos desafetos mais cedo ou mais tarde acontecerão; se não for nesta vida, será na Vida Espiritual. Os que nos perseguem, com razão ou sem razão, nos auxiliam a identificar o nosso próprio lugar... Às vezes, nos é muito mais útil um adversário sincero que um amigo bajulador."


32 - "... no futuro, os homens cogitarão de se prepararem, em bases de educação raciocinada, sobre o que lhes acontecerá depois da morte no Plano Físico, porque, efetivamente, ninguém vai morrer, no sentido de desaparecer, de vez que nos achamos todos, queiramos ou não, diante de nossa própria imortalidade, além do corpo que usamos atualmente."


33 - "A obsessão nem sempre é o mal que imaginamos. Foi através do problema obsessivo de uma de minhas irmãs, que ficou completamente restabelecida, que cheguei ao conhecimento do Espiritismo. De tudo, precisamos saber extrair o melhor. Sempre que enfrentarmos em família este ou aquele problema, necessitamos de saber decifrar a mensagem que a Vida está nos enviando em código..."


34 - "Creio que nós, os espíritas-cristãos, estamos 'com os pés na Terra'... Conquanto as deficiências pessoais de que possamos ser portadores, todos nos reconhecemos interessados em nossa própria melhoria interior, tentando, concomitantemente, doar a nossa colaboração nas iniciativas que visem ao progresso e à assistência, em nossa vida comunitária. Se posso, no entanto, sintetizar o meu pensamento pessoal, no assunto, direi que, na condição de espírita-cristão, eu não me sentiria capaz de solicitar a um político e meu amigo, para assumir a direção do centro espírita a que me visse vinculado, tanto quanto, reconhecendo, conscientemente, a pequenez de meu lugar na mediunidade e na Doutrina Espírita, nunca esperaria que um político meu amigo me convidasse para legislar, em companhia dele, sobre os altos problemas da comunidade, simplesmente porque eu seja o médium imperfeito que ainda sou e o espírita necessitado da caridade e do entendimento dos meus irmãos de fé.


35 - "No centro espírita onde existe muita briga, muita discussão, está faltando trabalho; quem verdadeiramente trabalha na Doutrina não tem tempo para dedicar-se ao conflito com quem quer que seja..."


36 - "Os espíritas que discutem excessivamente entre si não estão defendendo os interesses da Doutrina e, sim, os seus próprios pontos de vista."


37 - "Quem compreende o espírito da Doutrina não se sente animado à discussão... O Espiritismo nos auxilia a identificar tão claramente as nossas necessidades, que, quando delas tomamos consciência, não encontramos no sentido de melhorarmos um pouco, outra alternativa que não seja a do trabalho aliado ao silêncio."


38 - "Quem não tem razão no que me critica, não merece resposta; qem tem, está falando a verdade, e contra a verdade ninguém nada pode. É o que Emmanuel tem me ensinado. Por este motivo, a vida inteira procurei ouvir em silêncio as verdades e as mentiras que têm sido ditas a meu respeito."


39 - "A Igreja Católica dedico o meu respeito, sem compartilhar-me da militância, na atualidade. Será, talvez, por isso que, entregue às tarefas da mediunidade, na Doutrina Espírita, qual me vejo há muito tempo, não conheço o movimento que se nomeia por 'Teologia da Libertação'. Posso apenas dizer que considero a Doutrina Espírita, na face religiosa, na condição de Cristianismo Redivivo, acessível a todos, sem distinção de faixas sociais. Com este esclarecimento, permitam-me que me recorde do ensinamento de Jesus: 'Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos fará livres', acentuando que na teologia simples do Evangelho temos nós todos, os cristãos, o enunciado inesquecível dos princípios divinos: A cada um, segundo as suas obras."


40 - "... Não vejo puro 'Astralino' no Espiritismo, de vez que nós todos, os espíritas-cristãos, nos reconhecemos com trabalho incessante, neste mundo mesmo, atentos como devemos estar ao serviço de sustentação de nossos grupos domésticos, qual acontece a quaisquer pessoas que prezem conscientemente as suas obrigações próprias, e as tarefas muitas vezes, pesadas e sacrificiais, de apoio e manutenção das instituições assistenciais diversas que nos vinculam à melhoria de nossa vida comunitária (...) em face de minha pequenez, reconheço que, para mim, em nossos tempos, 'devo estar suficientemente maduro para construir a mim mesmo', conforme as instruções de Jesus, ante as perspectivas do Terceiro Milênio, considerando-se que, mesmo na condição de espírito desencarnado, precisarei enfrentar semelhantes perspectivas. No entanto confesso que ainda estou lutando - e muito - a fim de colocar as construções de minha vida íntima ao nível dos conhecimentos que os Benfeitores Espirituais, por imensa bondade, me ofertaram, através dos livros e das mensagens que escrevem por minhas mãos. Sinto-me em luta comigo mesmo, luta esta que defino com estas palavras: Sei o que devo ser e ainda não sou, mas rendo graças a Deus por estar trabalhando, embora lentamente, por dentro de mim próprio, para chegar, um dia, a ser o que devo."



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41 - "Creio que, quando cada um de nós estiver cumprindo os deveres que nos competem, perante Deus e diante da vida à frente dos outros e ante a nossa própria consciência, alcançaremos a paz duradoura."


42 - "Certa vez, um repórter me perguntou que sugestão eu teria para as Nações Unidas, no sentido de se evitar futuros confrontos armados. Com todo o respeito à indagação que me fora formulada, respondi que, caso me atrevesse à responde-la, reconhecer-me-ia na posição de uma formiguinha que se decidisse, indebitamente, a opinar em assuntos que competem a uma assembléia de sábios, com os quais a pobre formiga não tem nada a ver."


43 - "... se eu dispusesse de autoridade, rogaria aos homens que estão arquitetando a construção do Terceiro Milênio que colocassem no portal da Nova Era as inolvidáveis palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: - "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei'."


44 - "Até que os espíritos aparecessem em minha vida, eu me sentia muito solitário... Passava muitos dias sem conversar com ninguém. Foram os espíritos que destramelaram a minha língua..."


45 - "O sentimento de ódio é um processo de auto-obsessão."


46 - "Quem é perseguido, muitas vezes ainda consegue ir adiante, principalmente se estiver sendo perseguido de maneira injusta, mas quem persegue não sai do lugar."


47 - "Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse..."


48 - "Planejar a infelicidade dos outros é cavar com as próprias mãos um abismo para si mesmo."


49 - "Tenho sofrido muitas perseguições da parte de espíritos inimigos da Doutrina, mas, dizendo-lhes com sinceridade, as maiores dificuldades que enfrento para perseverar no serviço da mediunidade são oriundas de minhas próprias imperfeições."


50 - "Sinceramente, eu não saberia dizer se certos companheiros encarnados desejam o progresso dos médiuns iniciantes; alguns têm sido implacavelmente perseguidos pelos que se rotulam adeptos da Doutrina... Fico pensando no que haveria de ser comigo, caso eu estivesse iniciando hoje na tarefa da mediunidade... Considero os médiuns da atualidade muito corajosos, quando se predispõem a enfrentar a crítica dos espíritas, daqueles que quase nunca têm uma palavra de simpatia e de ânimo para com os médiuns que vão para o sacrifício..."






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51 - "Não entendo unificação sem união... A unificação espírita no Brasil tem esbarrado no personalismo daqueles que se dispõem a promove-la. Não estou fazendo crítica a ninguém, mas quem ocupar um cargo de liderança deve ser o primeiro a preocupar-se, ele mesmo, com a exemplificação do Evangelho."


52 - "Muitos espíritos têem reencarnado em nosso meio apenas com o propósito de fazer confusão... Eu não sei como é que conseguem galgar altos postos na Doutrina... Embora sejam dirigentes de centros, entravam o avanço do Movimento... Em minha vida de médium, tenho me deparado com muitos 'companheiros' assim... A gente nunca sabe com que intenção eles se aproximam. Emmanuel me ensinou a identificá-los pelo brilho do olhar... Muitos deles a vida inteira estiveram à minha volta, espreitando os meus menores movimentos..."


53 - "As pessoas dizem, por bondade delas, que eu sou isto ou aquilo, mas eu sempre soube o que sou - um cisco! É esta consciência de minha própria pequenez.


54 - "Já disseram tudo a meu respeito, me acusaram do que sempre quiseram, inclusive levantando dúvidas sobre o meu comportamento... Emmanuel nunca me questionou a respeito de nada. Quando ele aparecia, eu devia estar pronto para o trabalho. Certa vez, estando muito triste, expus a ele o de que estava sendo vítima, relacionando as acusações que vinha sofrendo. Ele me respondeu: - Você está aborrecido com pouca coisa... Os critãos eram presos e mortos, submetidos às mais terríveis torturas nos calabouços!... Se você não ficar um pouco mais surdo ao que estão dizendo de você, não nos será possível continuar... Temos muito chão pela frente e a caminhada está apenas começando..."


55 - "O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que as nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal."


56 - "Existe uma espécie de materialismo que, com tristeza, vemos grassar  entre os espíritas... Companheiros ficam na expectativa de que o Mundo Espiritual os aquinhoe com a produção de fenômenos que os induzam  à crença na imortalidade. São aqueles que não se satisfazem  com os prodígios da fé raciocinada. Como tais fenômenos, por vezes, não acontecem, esses companheiros aos quais nos referimos, não deixam o Espiritismo, mas se permitem fragilizar na disposição íntima de continuarem combatendo as próprias deficiências; acomodam-se dentro daquilo que são e, não raro, chegam a dar a impressão, a quem os conhece, de que regrediram, ao invés de avançar..."


57 - "Nunca pude pensar em casamento. Desde cedo, tive que me conformar com a ideia de renúncia à formação de minha própria família... No entanto filhos nunca me faltaram, pois adotei como sendo meus os filhos do segundo casamento de meu pai e ajudei a criar muitos sobrinhos. De forma que tenho experiência de lidar com crianças e posso dizer que, sem amor aliado à energia, não conseguiremos êxito no campo da educação. A criança precisa de carinho, atenção, mas necessita também de ser encaminhada ao trabalho desde cedo, aprendendo a ser responsável... Muitos jovens drogados são filhos de pais excessivamente liberais. Sem disciplina, eu não teria conseguido chegar até aonde cheguei...  Apelos para que eu me desviasse não faltaram. O assunto da omissão dos pais na educação dos filhos é um problema sério. Há pais que mandam os filhos para a escola e pedem aos professores que os adotem, como se os professores fossem babás de luxo..."


58 - "O casamento, para ser sólido, há de ser uma união de almas afins, mas, sem espírito de tolerância, casamento algum vai adiante... União de almas simpáticas é uma raridade sobre a Terra. Quase todos estamos vinculados aos nossos compromissos de existências anteriores... Com o passar do tempo, o casal que descobre entre si certas diferenças não deve se assustar; é natural que seja assim... Se não houver amor, que pelo menos haja respeito. Tenho visto muitos casamentos se desfazerem por causa do extremo egoísmo dos cônjuges, que não se dispõem a um mínimo de sacrifício e renúncia. Ora, estamos ainda muito longe do amor com que devemos nos consagrar uns aos outros, mas nada nos impede de começar a exercitar a paciência, o perdão, o silêncio... Se um não revidasse quando fosse ofendido pelo outro, teríamos um número infinitamente menor de separações conjugais!..."


59 - "Os empecilhos para que eu não levasse adiante a tarefa mediúnica do livro foram e continuam sendo inúmeros... Se eu me dispusesse a detalhar as perseguições que me foram movidas ao longo deste tempo todo, muita gente iria dizer que Chico Xavier ficou louco. Às vezes, para ter um pouco de paz, eu tinha, inclusive, que procurar o banheiro, para escrever... Vejo tanto médium reclamando disto ou daquilo, escrevendo confortavelmente em seus gabinetes... Não estou reclamando e nem fazendo crítica. O médium que se dispõe a produzir com seus Amigos Espirituais tem que estar consciente da luta; vivemos num planeta em que os raios do Sol, para chegarem até nós, têm que ser filtrados... Nunca me faltou a proteção de Emmanuel, mas os espíritos infelizes sempre estiveram à espreita... A vida inteira me senti, em minha imensa desvalia, um soldado raso recebendo as ordens do general a quem me competia obedecer na trincheira de combate..."


60 - "Interpreto cada livro dos nossos Benfeitores como sendo uma semente que é lançada à terra... Essas sementes continuarão produzindo, mesmo depois que o lavrador não mais tenha condições para o plantio. Eu não sou o dono da terra e nem das sementes: sou apenas um pobre lavrador que foi chamado à tarefa de semear... Tenho procurado me desincumbir do trabalho de modo tal, que a enxada não me seja retirada das mãos!..."




(continuação)



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61 - "Depois de minha desencarnação, é possível que apareça muita gente recebendo mensagens atribuídas a mim; digo-lhes que não é minha intenção parar de trabalhar, mas, se puder, como o pessoal costuma dizer, gostaria de 'dar um tempo' com a caneta e com o papel..."


62 - "O único meio de o médium não complicar ainda mais a sua situação é continuar trabalhando debaixo de chicote."


63 - "Ninguém deve perder a oportunidade de falar no nome de Deus para uma criança."


64 - "Sem Deus no coração, as futuras gerações colocarão em risco a Vida no Planeta. Por maior seja o avanço tecnológico da Humanidade, impossível que o homem viva em paz sem que a ideia de Deus o inspire em suas decisões."


65 - "Estamos convencidos de que a Doutrina Espírita, trazida ao mundo no século passado, é mais um apelo do Alto para o nosso retorno mais amplo ao Evangelho do Senhor em nossos dias. Naturalmente que não existe, dentro da Doutrina Espírita-Cristã, nenhum texto que possa justificar qualquer conflito fundamental entre a Doutrina Espírita e as Religiões Cristãs vigentes na Terra, porque todas elas representam o pensamento e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo para conosco, a Humanidade terrestre. Reconhecemos que, a cada novo dia, as nossas dificuldades, as nossas divergências como cristãos vão sendo banidas de nossos corações e sentimos mesmo que todos aqueles que sentem o Senhor no íntimo da alma não podem encontrar divergência alguma... E esses trabalham hoje, como nunca, para que as diferenças entre si sejam aplainadas, até que desapareçam, de maneira a constituirmos uma família só, diante do Senhor."


66 - "... nós, espíritas-cristãos, acreditamos na necessidade de retorno ao Cristianismo puro às bases de nossa fé cristã, estejamos em qualquer confissão religiosa evangélica, seja ela qual for. Somos todos atualmente chamados a sentir Nosso Senhor Jesus Cristo no fundo de nossos corações e no fundo de nossa vida. Com o progresso material, de nosso tempo, é imperioso a fé profunda e simples, que herdamos de 300 anos de martírio nos circos. Esses 300 anos de perseguição aos cristãos da era apostólica não podem estar perdidos. Não podemos acreditar que o materialismo, venha ele de onde vier, consiga ofuscar a fé cristã. Sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo não é um símbolo morto, não é alguém que se distancia de nós, um mestre que nos haja abandonado sobre a Terra aos poderes do mal. Aceitamos Nosso Senhor Jesus Cristo por hóspede invisível de nossas almas, Divino Mestre presente, sempre e sempre, cada vez mais presente, orientando-nos o pensamento e a conduta. Não podemos esperar vitória alguma, qualquer vitória do espírito sobre a Terra, sem Nosso Senhor Jesus Cristo em nossos corações."


67 - "Confesso que não encontrei, em parte alguma, a paz da família cristã que o Brasil desfruta. (Muitos destes países nos consideram uma nação subdesenvolvida. É o adjetivo que muita gente encontra hoje para falar daqueles povos que ainda não conseguiram resolver de todo os seus problemas cruciais).  E cremos poder asseverar aos irmãos católicos, protestantes e espíritas, aqui reunidos, que vivemos no Brasil na condição de herdeiros da verdadeira fé cristã que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou e admitimos que nós todos devemos trabalhar afanosamente, para nos unirmos, defendendo-nos moralmente contra as trevas do materialismo destruidor. "


68 - "Sem a cooperação do lar cristão, é quase impossível a escola-cristã operar com eficiência necessária. Impossível relegar aos professores todos os problemas da formação espiritual de uma criança. A tarefa dos pais e das mães é uma tarefa grande demais para ser esquecida. Precisa de um reavivamento profundo no que se reporta à fé cristã, entre as paredes domésticas, para que a nossa civilização possa sobreviver."


69 - "Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas... Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas... Somos espíritos altamente endividados - dentro de nós, o passado ainda fala mais alto... Por que, então, haveríamos de nos sentir ofendidos quando as pessoas não fazem com que as coisas sejam da maneira que queremos?!  Não podemos ser tão suscetíveis assim... Por qualquer aborrecimento gente há que passa a vida inteira sem falar com um irmão, com um amigo... Queremos viver na Terra sem que sejamos afetados pela sua condição, vamos dizer assim, de ainda lamentável atraso espiritual... Isto aqui não é uma estação de veraneio! Quando o espírito reencarna, ele já vem consciente das lutas que terá de enfrentar - a menos que seja um espírito completamente alheio ao seu próprio destino. Todos, quando retomamos o corpo, sabemos que, de certa forma, estaremos à mercê de uma série de circunstâncias próprias de um planeta em evolução..."


70 - Estamos conscientes de que cada um de nós é uma parcela viva, é uma inteligência, é uma consciência cristã em atividade. Conhecemos as nossas dificuldades psicológicas, lutadores que somos ante o problema das tentações, mas somos chamados ao serviço do Evangelho. Não nos será lícito esperar a santidade de um dia para outro. Nem Nosso Senhor Jesus Cristo exigiu tanto, embora amasse e ame, profundamente, os que já nascem como líderes da Humanidade e que dão a Ele o melhor das suas vidas. Apesar das nossas fraquezas, e entre os fracos me sinto como sendo o espírito mais necessitado de oração, nós podemos e devemos colaborar com o Divino Mestre. Não será justo exigir que a professora ou o professor edifiquem prodígios no caráter de um filho que abandonamos e, às vezes, até frustramos com a nossa - permitam-me a palavra - irresponsabilidade diante de Jesus."




(continuação)



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71 - "Infelizmente, muitos de nós, considerados hoje cidadãos super cultos, revelamos grande preocupação em dotar os filhos com a instrução cultural e técnica, com as indicações acerca das vitórias práticas na vida, como sendo o ter muito dinheiro, o dispor de muitas propriedades, o possuir muito conhecimento em torno do plano externo da Vida, mas raros de nós mostramos o devido zelo à formação dos filhos que Nosso Senhor Jesus Cristo nos entregou. Notamos que sobra hoje, em quase toda parte, a consagração do egoísmo, sem aquele espírito de confraternização e amor, uns pelos outros, que a família verdadeiramente cristã se empenha em cultivar. (Está desaparecendo desses povos que nos dirigem. E estes povos nos dirigem! E nós estamos atados a eles como os carros de uma locomotiva estão ligados a um comboio. Não há em nossos propósitos a maledicência. Nós sentimos em todos eles grandes líderes da inteligência. Em toda a parte há bondade. Em toda parte há vontade de auxiliar, mas, no fundo, há certo descaso pela formação da alma, um certo descaso pelo sentimento cristão que orienta a vida e sem o qual a felicidade é impossível.)"



72 - "Propomo-nos combater o problema das repreensões nas escolas; desejamos socorrer a chamada juventude transviada. Entretanto, para isto, nós os adultos, temos necessidade do regresso à simplicidade cristã, com o amor pelo sacrifício. A preservação do lar é serviço de todos."



73 - "É imperioso que os filhos se desenvolvam na paz do ambiente cristão. Para isto é necessário que o culto do Evangelho no lar seja um prolongamento das nossas atividades nos templos que nos representam a fé. Impõe-se não circunscrever a nossa experiência religiosa ao trabalho imenso com que sobrecarregamos os nossos pastores espirituais. Não é admissível venhamos sufocá-los com as nossas faltas, exigir que a prece e a penitência deles nos acobertem de todas as falhas, porque, de qualquer maneira, se semelhante auxílio é demasiado importante para nós, não é justo olvidar as nossas próprias responsabilidades individuais. Necessitamos, assim, sustentar o lar cristão, para que a escola realmente produza os seus frutos.



74 - "Se recebemos num educandário, uma criança complexada pelas rixas domésticas constantes ou comprometida pelo comportamento menos feliz que adotemos entre as paredes de nossa casa; se a criança revela indiferença religiosa porque sejamos indiferentes ante Jesus, dentro do lar; se nós não temos tempo, se não buscamos tempo para ensinar a oração aos nossos filhos, se não nos lembramos de nossas grandes mães, aquelas mães abnegadas que nos ensinaram a colocar as mãos postas e orar em nossa infância, se não achamos ensejo algum para o cultivo do ensinamento cristão, nós que temos uma profunda dedicação, hoje, ao progresso da técnica, na radiofonia, no cinema, na televisão, embora não esteja em nosso intuito condenar, de maneira alguma, estes frutos do progresso da inteligência - mas, se nós encontramos tempo para estas diversões, para estes instrumentos da nossa cultura que são, realmente, também dádivas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para nós da Terra, por intermédio da Ciência, que a Ele tudo devemos atribuir no terreno das melhorias e da melhoria deste mundo, como esperar que os nossos filhos tenham a alma evangelizada para servir em nossos cultos de fé ou dignificar as nossas escolas? Os primeiros mestres são os pais. O exemplo há de começar em casa, a demonstração há de iniciar-se pelo pensamento, pela palavra, pela atitude, pela vivência."



75 - "Escolhemos horário para o alimento material e buscamos a devida medicação, quando enfermos. Por que relegar a nossa alma, que é eterna, ao descaso diante do Evangelho do Senhor?
Por que havemos de acreditar que os outros estejam na obrigação de fazer preces e penitências sistematicamente por nós, embora saibamos que as penitências e as preces de um amigo em nosso benefício sempre são bençãos diante do Senhor? Indispensável não viciar o coração no serviço da fé viva; cada qual de nós deve realizar a parte de ação que lhe compete. Como esquecer o lar à matroca e exigir uma escola perfeita? Como crer seja isso cabível, se a escola é um desdobramento do santuário doméstico, se a professora continua o precioso trabalho materno e se o professor prossegue na obra benemérita do coração paternal?"



76 - "Incentivemos o culto do Evangelho de Jesus em casa, com o hábito da oração. Na edificação deste propósito, não olvidemos o concurso dos pais critãos ao das mães cristãs - os homens entregam à sua esposa sacrificada por afazeres domésticos todos os serviços de formação espiritual dos filhos; quantos de nós, homens, quando assumimos a responsabilidade de formação de uma casa, quantos de nós abandonamos à companheira aquele filho que o Senhor nos confiou e acreditamos que este serviço pertence a elas, e não a nós, e não achamos nem mesmo tempo para uma conversa semanal, pelo menos, com os filhos a respeito das necessidades espirituais em que se encontram! Não ignoramos que as mães fornecem habitualmente o tempo integral do dia à assistência familiar, mas é preciso que os pais encontrem ocasião para o diálogo... Acreditamos que só um sentimento religioso amplamente desenvolvido pode enriquecer o lar de bençãos permanentes; só esse lar, enriquecido pelas bençãos da religião cristã é que está vacinado contra as aventuras que nós estamos vendo aí, aos milhares, todos os dias, através da nossa imprensa, que veicula notícias do mundo inteiro."



77 - "Ainda mesmo quando o pai não tem vocação suficiente para conversar em torno dos temas do Nosso Senhor Jesus Cristo, aos quais ele um dia fatalmente se afeiçará, porque são os temas da verdade, esse pai deve reunir-se com a família, pelo menos semanalmente e conversar com amor, perguntar aos filhos o que sentem e o que pensam da escola; se estão defrontados por algum problema e que problema vem a ser esse; suprimir-lhes a irritação ou o desgosto quando aparecem; sindicar dos filhos a razão de uma nota menos alta no caderno de lições e indagar porque não se desincumbiram das tarefas escolares com a eficiência precisa. Geralmente atribuímos às mães a obrigação total de amparar moralmente os filhos, mas urge notar que a cooperação do pai é indispensável, principalmente em matéria de educação, porque a escola não prescinde da paz no lar."



78 - "A maternidade é um segredo entre a mulher e Deus. A participação do homem é ínfima, na maternidade; a participação da mulher é tocada de alegria e de dor, de tormento e de sofrimento, de prazer e de responsabilidade, desde que o filho nasce até o último dia da mulher sobre a Terra. E sabe lá Deus se, depois desta Vida, quantas lutas sofrem as mães em auxílio aos filhos que deixaram neste mundo!"



79 - "Vamos orar, vamos pedir a Deus que nos ajude, que nos inspire e que dê à mãe brasileira este espírito de heroísmo no lar, de sacrifício silencioso, de renunciação em favor da família evangélica, porque nós sabemos que os outros povos vão precisar do padrão de vivência no Brasil, num futuro próximo ou remoto."



80 - "Nós nos lembramos disto, porque, no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós vemos, por exemplo, depois do Velho Testamento, depois da preparação do mundo pelos grandes Profetas, começando de Moisés, nós vamos ver um fato muitíssimo interessante para nós todos: depois da formação das bases da fé cristã como que, num serviço de pioneiros, num serviço de arredar pedras e fazer caminhos na selva do pensamento humano, nesta hora, Deus, na sua Infinita Misericórdia, chamou os homens, mas, do Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo para cá, do Reinado da Graça que nós todos consideramos como sendo a vida na Terra, desde o nascimento de Jesus, nós vemos a consideração que o nosso Pai Eterno dispensou à mulher. Quando a Providência Divina, por suas Leis, decidiu enviar à Terra o maior tesouro da vida humana de todos os séculos, Nosso Senhor Jesus Cristo, não mandou chamar os césares romanos ou os filósofos gregos, nem as autoridades que comandavam os poderes econômicos do mundo ou as que se mostravam na liderança da inteligência; buscou uma jovem obscura e simples, conquanto admirável em sua pureza, aquela que nós todos, na Cristandade, reverenciamos como sendo Mãe Santíssima e que, em seu tempo, não era senão singela menina e moça que o mundo conheceu como Maria de Nazaré."





(continuação)



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81 - "A Divina Providência determinou, assim, que nossa Mãe Santíssima fosse a autoridade suprema para receber Nosso Senhor Jesus Cristo e no-lo entregar para a renovação e aperfeiçoamento dos povos. Por outro lado, mais tarde vemos Jesus chamando outra mulher, e agora Maria de Magdala, que fora chamada por Ele, da vida mundana menos feliz para a vida espiritual superior, a fim de se encarregar da mensagem da Ressurreição. Apareceu, na ressurreição primeiro a ela, a Madalena, decerto para induzir os discípulos a reconhecerem o valor que Ele atribui aos que se esforçam, desarvorados, por vencer as próprias fraquezas, para se consagrarem com Ele ao apostolado da redenção."



82 - "A isso nos referimos para destacar o imenso, o profundo papel da mulher na civilização cristão de todos os tempos. Dela, devemos aguardar a maior parcela da educação e reeducação de nossos sentimentos para uma vida melhor, a este propósito, observando a necessidade da sublimação do sentimento no mundo, sublimação que apenas atingiremos no sentido coletivo, com o apoio da mulher, seja na condição de mãe, esposa, educadora, irmã ou missionária do bem..."



83 - "Não podemos ignorar que existe a loucura orgânica propriamente considerada, à qual todos nós estamos sujeitos, entretanto existe outro tipo de alienação mental que a ciência examina como psicose, em razão de causas mal definidas e ignoradas (...) Para pesar nosso, a França que admiramos e veneramos tanto em nossa condição de latinos, surge em primeiro lugar nos obituários por loucura ou psicose de natureza indeterminada ou desconhecida. Guardando compreensivelmente consigo os prejuízos das guerras sucessivas que a flagelaram em nosso século - das guerras que são inegavelmente produto do materialismo - a França, repitamos, registrou somente no ano de 1962 o elevado número de 77.890 óbitos por loucura de causa mal definida ou desconhecida, com a média de 165,7 mortes em cada parcela de cem mil habitantes. Destaquemos para reflexão nossa que, se a França é um país profundamente cristão e, se detentora de reservas católicas de inapreciável grandeza, é também a nação culta e vigorosa que nos deu Allan Kardec, com os princípios da Doutrina Espírita, que nós os espíritas-cristãos aceitamos como sendo o Consolador prometido por Jesus à Humanidade. Devemos informar que as notas apresentadas e muitos outros esclarecimentos sobre o assunto podem ser consultadas por qualquer pessoa nas páginas do "Demographic Yearbook, 1963, publicado pelas Nações Unidas, em New York, no ano de 1964, porque as informações relacionadas em nossa palestra são de caráter público (...). Conforme vemos, a estatística fala por si. Das cinco nações em que os óbitos por alienação mental e por suicídio ocorreram com mais freqüência - em razão de causas desconhecidas -, quatro são cristãs, de vez que não podemos categorizar o Japão neste aspecto. Ainda assim, não podemos esquecer que o Japão é nação superculta. Basta lembrarmos que em Tóquio, se editam dois dos maiores diários do mundo. Observemos que as médias de óbitos em estudo não estão muito longe de outras maiores, como, por exemplo, as que assinalam a mortalidade pelo câncer e pela arteriosclerose, no obituário internacional."



84 - "Reconheçamos, deste modo, que a instrução da inteligência, só por si, não nos basta ao equilíbrio e à felicidade. Em tempo algum, ser-nos-á lícito menosprezar o apoio da orientação espiritual que tão-somente a fé religiosa pode proporcionar ao coração."



85 - "Então, não é o caso de valorizarmos todos os tesouros do Cristianismo no Brasil, fortalecer a nossa fé cristã, começando do lar, para que a escola tenha uma retaguarda digna...?! (...) Não será um impositivo para nos preservar a nossa educação evangélica e prosseguir com a nossa vida em progresso material?! Não acredito que seja morosa, mas os outros povos consideram a nossa evolução um tanto quanto morosa... Seja. Mas não é muito melhor seguirmos com algum vagar, em matéria de técnica industrial e de poderes outros, nos domínios da inteligência, mas guardamos o patrimônio de nossa fé e formarmos um lar capaz de ajudar esses povos...?! (...) Nós sentimos o espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo nos dando a Ciência, mas quantos de nossos irmãos dos países super cultos, quantos deles estão promovendo estas iniciativas de hegemonia política, com espírito de dominação?! Eles querem as alturas para dominar embaixo... Não são todos. Benditos aqueles que estejam pensando nisto com o objetivo da defesa da civilização cristã, que nós todos somos chamados a defender, em nome de Deus, o nosso tesouro espiritual, mas quantos deles estão pensando em fazer a ofensiva, abusando do progresso da inteligência?!..."



86 - "Precisamos alertar os nossos corações, nós precisamos compreender que precisamos de um reavivamento espiritual, mas esse reavivamento espiritual nós não podemos exigir só das escolas, nós não podemos exigir isto só dos templos cristãos, seja ele o templo católico apostólico romano, o protestante ou o espírita, que nós outros muitas vezes, convencionamos chamar de centro espírita, quando é um templo espírita-cristão, onde o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo é reverenciado..."



87 - "Nós podemos ter um dinheiro que está desvalorizado; nós podemos ter uma indústria que está na retaguarda; nós podemos ter processos, vamos dizer, de trabalho, de organização, de disciplina, que ainda deixem a desejar, mas nós temos uma fé cristã que nos aproxima uns dos outros; nós temos aquele espírito que nos torna incapazes de ficar insensíveis diante da dor do nosso próximo."



88 - "Eu me formei, aqui em Pedro Leopoldo. Eu vi, em cada um, em cada pessoa, o sentimento de Jesus; todo o mundo nasceu para auxiliar... Não há dor nesta cidade que não seja compartilhada! (...)
Eu estou hoje em Uberaba; eu rendo homenagem àquele povo, àquele povo de Uberaba... Eu nunca encontrei ali alguém que me pronunciasse uma condenação, alguém que não fosse a continuação da cidade em que nasci. Vamos dizer, eu vivo a maior parte de minha vida aqui, onde tive a felicidade de nascer. Nos últimos nove anos, em Uberaba, eu sinto, em Uberaba, a continuação de Pedro Leopoldo. Católicos, protestantes, espíritas vivem na mais absoluta união diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, conquanto, às vezes, as interpretações do Evangelho possam trazer algumas divergências, mas nunca insanáveis..."



89 - "Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou..."



90 - "Mediunidade é assim: aprimoramento constante, luta sem tréguas contra o personalismo, exercício de humildade, estudo e devotamento ao próximo... Infelizmente, muitos médiuns acham que mediunidade é só contato com os espíritos."





(continuação)



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91 - "Até hoje, tenho lutado para ser melhor médium...Sinto que a mensagem dos espíritos é muito superior ao que tenho conseguido, na minha condição de médium falho registrar. É uma pena!... Desde que comecei a ouvir Augusto dos Anjos, Castro Alves, Antero de Quental, eu me convenci que, infelizmente, não estaria à altura de lhes servir de intérprete ao pensamento... Afinal, quem era eu, senão um pobre rapaz, sem nenhuma cultura, regando uma plantação de alhos?!..."



92 - "Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!..."



93 - "Às vezes, penso em como os espíritos conseguiram escrever tanto por meu intermédio; eu não sei a técnica que eles utilizaram comigo para o aproveitamento do tempo"... Mesmo assim, sinto que desperdicei muito tempo... Sobre a Terra, os problemas inúteis que criamos são formidáveis teias de aranha para o nosso espírito; nos envolvemos em tanta coisa sem razão de ser, que, ao final de um mês ou de um ano, verificamos que, em termos espirituais, quase não saímos do lugar... Agora é que estou percebendo como a vida no corpo passa depressa!... A gente tem que lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito..."



94 - "Eu sempre quis ter livros... Quando menino, colecionava revistas, gravuras, histórias dos santos da Igreja... Sempre gostei muito de ler, mas nunca pude comprar um livro... Admirava, nas fotos, as grandes bibliotecas... Quando os espíritos começaram a escrever por meu intermédio, eu tinha uma vontade imensa de ver as páginas de autoria deles publicadas... Comecei, então, a fazer livros artesanais: criava capa para eles, autografava e presenteava os amigos... O meu propósito era o de despertar em alguém a vocação para o livro espírita; tinha esperança de que, um dia, alguém se interessasse pela edição das mensagens dos Espíritos Amigos por meu intermédio... Manuel Quintão foi um grande benfeitor do livro espírita!... Ele me abriu as portas da FEB... Certa vez, o meu pai, que não podia compreender a minha vocação literária, queimou todas as minhas coleções... Chorei muito, mas Emmanuel me disse que não ficasse triste. Até hoje, passados tantos anos, sinto n'alma aquela emoção indefinível quando tive em minhas mãos o primeiro exemplar do "Parnaso de além-túmulo"!... Muitos livros vieram depois e continuam vindo, mas a emoção do "Parnaso" editado foi uma das maiores alegrias da minha vida..."



95 - "O espírita deveria ser mais preocupado com a sua própria necessidade de iluminação..."



96 - "Muitos companheiros, excessivamente preocupados com os outros, andam distraídos de si mesmos. Tenho visto vários espíritas desencarnados lamentando a sua situação no Além..."



97 - "Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reinvindicar condições diferentes daquelas que possui."



98 - "Eu estava trabalhando, quando vi entrarem dois espíritos perturbados, que já vinham há vários dias me fazendo ameaças. Um deles estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos, disse que ia me matar. Dito e feito: Apertou o gatilho e a bala atingiu o meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o corpo. Meu companheiro não viu nem ouviu nada, mas tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro dolorido."



99 - "Uma vez eu tinha que rezar mil ave-marias! Ia rezando e contando. Quando chegava a mais de 950, vinha um espírito brincalhão e me fazia errar a conta. Eu tinha de começar tudo outra vez!..."



100 - "Os centros espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo. Conhecer o Espiritismo é de fundamental importância, mas, segundo Emmanuel me tem ensinado, esse conhecimento necessita ser traduzido na prática, a começar pelo entendimento entre os companheiros que constituem a equipe de cooperadores da casa. O fenômeno em um templo de orientação kardecista, deve ser acessório e, nunca, sem dúvida, atividade essencial."






(continuação)



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101 - "Já ouvi dizer que muitos querem acabar com as reuniões de desobsessão... Ora, onde é que os médiuns irão trabalhar?!  Como iremos fazer com os espíritos que têm vindo a nós, necessitados desse contato com o mundo?! Sim, porque se fala da proibição ou da suposta proibição de Moisés no Deuteronômio ao intercâmbio com os mortos...  Moisés pode proibir que os médiuns de seu tempo entrassem em contato com os espíritos, mas como é que ele proibiria os espíritos de eles entrarem em contato com esses mesmos médiuns?!..."



102 - "A gente não aprende sobre o Mundo Espiritual apenas ouvindo os Espíritos Superiores... Cada espírito tem a sua visão, a sua experiência da vida que prossegue além da morte. Privar os médiuns do contato com os espíritos sofredores, nos depoimentos que nos transmitem, seria privar-nos de mais amplo conhecimento da Verdade. Em "O Céu e o Inferno", Kardec dedica boa parte da obra ao depoimento dos espíritos infelizes, para que a situação deles nos sirva de exemplo a respeito do que nos espera, quando a chamada morte nos possibilitará o confronto com a própria consciência..."



103 - "Das pessoas mais simples que sempre nos visitaram, seja em Pedro Leopoldo ou em Uberaba, sempre recebemos espontâneas manifestações de apreço que nos incentivaram a prosseguir... Os companheiros mais cultos, não raro, nos procuram com muitos questionamentos, estão sempre querendo saber mais... Dos amigos mais aficionados do Evangelho é que tenho recebido forças para continuar, enfrentando as dificuldades naturais do caminho. Existem almas que apenas nos sugam, enquanto outras permutam conosco as energias que nos servem de complemento para que possamos nos manter de pé..."



104 - "Raramente, tenho encontrado alguém com disposição para me ouvir... Quase todo mundo acha que o meu contato com os espíritos me dispensa com o contato com os homens. Sou uma pessoa normal, tenho, como qualquer outra pessoa, as minhas necessidades. Mas, infelizmente, a vida do médium é um vida de solidão... Não estou reclamando; apenas aproveito a oportunidade para dizer a vocês o que muita gente ignora... Os espíritos me escutam, mas, quando começo a me queixar demais, Emmanuel aparece e me manda trabalhar. - Chico - ele me diz -, você é manhoso, você chora de barriga cheia... Médium que reclama demais precisa de mais serviço... Pegue o lápis, Chico, e vamos trabalhar!..."



105 - "Sou muito agradecido às pessoas que sempre viveram em minha companhia; elas me agüentaram e agüentam os meus achaques... Em verdade, creio que tenho mais do que mereço... O problema é que a carência do médium é muito grande - quanto mais temos, mais queremos ter. Precisamos aprender a viver sem reclamar. Tenho visto médiuns que, infelizmente, se perderam no excesso de suas próprias lágrimas... Consideram-se os mais sofredores; não sabem conviver com os problemas kármicos com os quais renasceram... Ora, seja qual for o meu drama, eu preciso viver e ser útil aos meus semelhantes! Qual, afinal, é o problema?!... Se os Espíritos Amigos me aceitam como eu sou, por que é que eu não deveria me aceitar?!... É lógico que não devo me acomodar na lama, mas também, estando na lama, não vou querer as estrelas!... O lírio nasce no charco... A roseira produz sob os dejetos dos animais... Devo estar consciente dos meus erros e trabalhar para saná-los, mas trabalhar mesmo, sem fazer de conta que estou trabalhando... Lágrima não substitui suor; pelo menos em mim nunca substituiu... Quando acabo de chorar, estou na mesma situação."



106 - "Sou adepto da Verdade, mas acho que a Verdade não deve ser lançada na cara de ninguém... Jesus silenciou diante de Pilatos. Naquelas circunstâncias adiantaria dizer alguma coisa?! Graças a Deus, nunca me prevaleci da Verdade para humilhar alguém. A Verdade que esmaga está destituída de Amor. Deus não age assim... A Verdade só deve ser dita quando possa servir de alavanca para reerguer quem se encontra no chão. Eu fugiria de quem só tivesse verdades para me dizer... A gente enlouquece. Deus não nos violenta... A razão nunca está de um lado só. As pessoas que se orgulham de ser francas demais, estão escondendo de si mesmas a sua própria realidade...Vocês me perdoem, mas é o que eu penso."



107 - "Se nós criarmos um sistema de compreensão humana e com o respeito recíproco por base, entendo que cada qual de nós tem um tipo de felicidade particular e um caminho especial, até viver com tarefas especiais a realizar; se nós praticarmos este entendimento fraterno, esses conflitos desaparecerão, porque todos na essência somos filhos de Deus e nascemos livres para criar o nosso destino, embora, depois de nossos atos, estejamos escravizados às conseqüências."



108 - "Sentimos, desde o início de nossas atividades mediúnicas, que a religião é indispensável para a sustentação da nossa felicidade, porque ela decorre da tranqüilidade de consciência. Não podemos, por exemplo, adquirir paciência, tolerância, alegria ou tranqüilidade no supermercado. Poderemos comprar muitas novidades em matéria de progresso tecnológico, para nosso conforto, mas, para o nosso íntimo, a religião é a base da paz a que aspiramos alcançar. Creio que, observando talvez intuitivamente o declínio das atividades religiosas de outros templos que amamos e respeitamos como fortalezas de nossas origens, é provável que a maioria dos espíritas se inclinem para o lado religioso, com mais ansiedade de permanência na fé, porque a Ciência, de certo modo, com todo o nosso respeito, tem desprezado a parte espiritual; sem esse patrimônio dos nossos valores íntimos, não conseguiremos vencer do ponto de vista de felicidade, de paz, que todos estamos sempre atentos em proclamar como sendo nossas necessidades primárias."



109 - "... há que se notar que a Doutrina Espírita, é essencialmente democrática e que as lutas - dentro da própria Doutrina, entre seus profitentes - são intensas, porque temos opiniões muito livres e estamos desalgemados de quaisquer dogmas, não temos caminhos traçados para  nossas personalidades ou grupos que nos caracterizem as atividades na fé que o Espiritismo insufla em nosso espírito. Portanto, essa democracia espiritual que impera na Doutrina dos Espíritos nos vacinará sempre contra os chamados quistos religiosos, porque as nossas próprias brigas internas nos previnem contra isso."



110 - "Quando estivermos naquela maturidade necessária a nos compreendermos uns aos outros e nos amarmos sem quaisquer ressentimentos ou quaisquer tisnas de ódio, estaremos habilitados para essa espécie de governança - o socialismo cristão. Mas, devemos ter muito cuidado nesse assunto, porque estamos em uma nação muito nova, pois 500 anos de vida política constituem tempo muito estreito para que estejamos prosperando, dentro das nossas fronteiras, regimes que são adequados a determinados povos da Europa, por exemplo."




(continuação)



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111 - "A evolução não se processa de um instante para outro... O Brasil é um país jovem. Muito temos ainda que aprender. O essencial é que evitemos as experiências negativas de outros povos... O nosso povo é extraordinário, mas ainda nos falta amadurecimento... Precisamos seguir com o Evangelho, pois as nações que deles se afastaram estão todas caindo pelo excesso de inteligência..."



112 - "Segundo os nossos Amigos Espirituais, se não tivermos um compromisso de ordem espiritual com base em religião, talvez estejamos facilmente enganados pelos nossos próprios sentimentos pessoais. É a religião que nos controla, de vez que, conquanto nosso respeito à ciência e à filosofia, elas não nos impedem à prática do mal; é a religião, com a fé em Deus na frente e com a ideia da imortalidade na lei de causa e efeito governando as nossas vidas; é a religião que nos impõe a responsabilidade do dever com o amor uns pelos outros, com o respeito mútuo governando nosso relacionamento com Deus."



113 - "Respondendo por mim mesmo, eu creio que, de minha parte, o que me falta é a prática real da Doutrina Espírita, para que eu me ajuste a kardequização de minha própria vida. Quanto aos outros, eu não posso julgar."



114 - "Os Espíritos Amigos nos ensinam que, quanto mais nos ajustarmos à prática do bem, com o estudo natural das nossas faculdades (...), naturalmente caminharemos sempre com mais compreensão, e o serviço ao próximo nos dará aquele crédito de que necessitamos  para termos uma cobertura, uma certa cobertura em nosso caminho individual."



115 - "Sem que façamos da mediunidade uma força para o bem de todos, com o esquecimento do bem próprio, é muito difícil captar a simpatia e a proteção daqueles Amigos Espirituais que se dedicam à Verdade e ao Bem. E, naturalmente, qual acontece às criaturas de muita responsabilidade na Terra, esses nossos Amigos Espirituais não podem se interessar por nossas enfermidades: eles têm muito que fazer e se interessarão por nós na medida em que nos interessarmos pelo bem dos outros."



116 - "Há tempos que vemos no noticiário, que eu acredito seja verdadeiro, uma enquete feita nos Estados do Brasil, sobre a melhor maneira de se proteger a criança. Numa enquete, que vinha das autoridades sanitárias centrais da República, o Estado de Santa Catarina deu a seguinte resposta:
A criança é compromisso da nossa comunidade."



117 - "Que todos confiemos em Jesus, trabalhando com ordem, com segurança, sem desprezar, o nosso senso de responsabilidade diante da vida, com a valorização de tudo aquilo que temos e sem acreditar que violência ou rebeldia sejam ingredientes para a solução de qualquer problema individual e coletivo; porque, dentro do espírito de pacifismo, de solidariedade, de dever cumprido, de respeito mútuo, todos os nossos problemas podem ser solucionados sem qualquer distúrbio, porque o distúrbio não ajuda ninguém."



118 - "Os Espíritos acham que a Medicina é uma ciência que nos foi concedida pela Providência Divina para que os males orgânicos sejam aliviados ou curados. Nós sabemos que a Medicina está evoluindo cada vez mais para a Medicina Psicossomática, compreendendo a importância da mente sobre a nossa vida orgânica. E os Espíritos Amigos admitem que esse progresso da ciência médica neste setor caminha para uma amplitude cada vez maior. Nos casos de problemas infecciosos, em tempo algum poderíamos dispensar os recursos da Medicina Curativa ou Preservativa através da vacinação com os elementos da Higiene tão completos quanto seja possível em benefício da comunidade. Os espíritos nos ensinam a valorizar cada vez mais a influência da oração em nossos processos de cura, mormente quando estejamos sob impacto emocionais muito fortes que podem determinar a eclosão de muita moléstia obscura. Mas, ao mesmo tempo, os Amigos Espirituais consideram que com a permissão da Providência Divina, a ciência de curar professada pelos homens adquiriu inimaginável adiantamento, com pesquisas de amplo sucesso que nós não podemos menosprezar.
Especialmente em Cirurgia, o avanço da Medicina nos últimos anos é francamente espantoso. Considerando assim, os Benfeitores Espirituais habitualmente nos induzem à oração como recurso de melhoria de nossos potenciais orgânicos, mas observam que as necessidades criadas por nós mesmos, de Jesus até os nossos tempos, muitas vezes exigem intervenções de agentes químicos exigidos por nossos próprios desequilíbrios na restauração de nossas forças. Diante da evolução de nossos tempos, não será justo de nossa parte esquecer a influência decisiva da Medicina compreensiva e humanitária em nosso favor, não só porque o progresso do mundo justifica isto, mas também para coibir certos abusos que, em nome da oração, muitas vezes são perpetrados por pessoas menos responsáveis, quando se trata da saúde humana."



119 - "Os Espíritos Amigos sempre me dispensaram atenciosa bondade, seja minorando os efeitos de qualquer enfermidade de que eu seja portador, especialmente através do passe magnético e da água fluidificada na base da oração. Mas, em todos os casos graves de doenças físicas pelos quais tenho passado, eles mesmos me ensinam a procurar o socorro e a cooperação de médicos competentes e amigos, naturalmente para que eu não me sinta uma pessoa pretensamente privilegiada pelo fato de ser médium espírita, o que considero muito natural porque esta situação me faz reconhecer que sou uma pessoa humana e frágil como tantas outras que necessitam do amparo da Medicina para viver e sobreviver."



120 - "Muitos espiritualistas talvez pensem que já possamos, de modo geral, sentir a presença de Deus em nós dispensando qualquer recurso humano para a supressão de nossas enfermidades e fraquezas. Os Espíritos Amigos, porém, nos ensinam que realmente todos temos a presença de Deus em nós, entretanto, conquanto o próprio Jesus haja dito que o Reino de Deus está dentro de nós, sem contrariar, de modo algum a afirmativa do Divino Mestre,  estamos ainda na condição do diamante bruto requisitando por muito tempo a passagem de nossa personalidade humana através das oficinas de lapidação, que, no caso, são os sofrimentos e as vicissitudes de nossa existência na Terra, até que o esmeril da experiência nos aperfeiçoe de tal maneira que venhamos a refletir a presença de Deus em nós mesmos, tal qual o brilhante finamente aprimorado consegue refletir a luz do Sol."




(continuação)



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121 - "Nós não podemos, compreensivelmente, até agora, comparar qualquer pessoa terrestre que se disponha a colaborar nos serviços curativos à pessoa de Jesus Cristo, cujo poder magnético, sem dúvida, poderia atuar decisivamente sobre qualquer processo enfermiço, desfazendo os ingredientes ou agentes em que esses processos enfermiços se estruturavam."



122 - "Eu acho, sim, que nós somos um país muito feliz, porque estamos rodeados de muitas fogueiras políticas, e devíamos agradecer aos homens que nos ajudam a manter esta ordem."



123 - "... eu vivo muito alegre, muito feliz, trabalho, tenho sempre muita gente em volta de mim. Muita, muita gente na minha vida - é disso que eu gosto."



124 - "Deus pode perdoar, mas é a nossa própria consciência que não nos perdoa. Somos nós mesmos que solicitamos as provas por que iremos passar na Terra, em decorrência dos nossos erros cometidos em uma encarnação anterior. Além do mais, eu pedi a um amigo meu o qual é grego, que verificasse para mim as origens da palavra perdoar em grego antigo e ele me disse que, nessa língua, tal palavra tinha o significado de tolerar. Quer dizer que Deus tolera, tolera apenas, veja bem,  os nossos pecados; tem benevolência para com o devedor."



125 - "Os Amigos Espirituais que se comunicam conosco dizem que nós corremos o perigo de guerras difíceis. Mas devemos crer na Providência Divina. Se existe outro mundo nas galáxias que ela, na sua bondade, pode nos dar..."



126 - "A vida continua, mas devemos aproveitar aqui o máximo. O nosso corpo custou muito a nossos pais, a nossa mãe..."



127 - "Desencarnar, para quê?! Para entrar outra vez na fila, pleiteando um novo corpo no mundo?! É muito difícil ser criança; o período infantil é uma espécie de doença par o espírito... Até que o Espírito se reencontre consigo mesmo, já se passaram dezoito, vinte anos... A criança está à mercê das circunstâncias. Vamos aproveitar ao máximo. Eu tomo muitos medicamentos, não porque tenha medo de desencarnar... Se já estamos aqui, vamos permanecer aqui pelo tempo que nos seja possível, uai!..."



128 - "Se muitas civilizações já desapareceram, a nossa também corre o risco de desaparecer... Nunca a vida na Terra esteve tão ameaçada. Jesus veio, há dois mil anos, prevenir-nos quanto aos avanços da inteligência; ele nos é a base, o alicerce... Sem amor, não saberemos o que fazer com tanta conquista. É o Evangelho que, até agora, tem segurado a civilização, não permitindo que o homem destrua o planeta... Mas não podemos nos esquecer que temos o livre arbítrio. Se a nossa civilização desaparecer, surgirão outras, e nós iremos para onde Deus nos destinar..."



129 - "Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos de somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... Se o pessimismo se acumula, termina por contaminar a atmosfera psíquica do planeta, pesando sobre as mentes que nos governam. É indispensável que o bem se propague... Ninguém tem o direito de se omitir. Cultivar uma flor, zelar por uma fonte de água cristalina, não poluir, estampar um sorriso na face, proferir palavras de esperança - tudo isto pode parecer insignificante, mas não é!... Uma atitude positiva desencadeia outras. O amor contagia... Pior do que o mal que a invigilância de muitos concretiza, é o comodismo daqueles que cruzam os braços por desacreditarem no bem..."



130 - "Não posso resolver o problema social da Humanidade, mas, se é o prato de sopa o que posso oferecer ao faminto, eu não vou me omitir; se é o agasalho humilde, alguma cousa que possa alimentar a esperança de alguém, dando a ele as forças de que ele necessita para esperar... A caridade não resolve o problema de ninguém, mas, enquanto a pessoa não cria meios de superar as suas dificuldades existenciais, a caridade "agüenta as pontas", ou seja, não a deixa marginalizada, impedindo que a necessidade lhe desencadeie a revolta - revolta que, não raro, traz para o seu espírito conseqüências imprevisíveis, porque, no clima da necessidade, a pessoa pode roubar, pode matar, pode cometer suicídio..."






(continuação)



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131 - "Qualquer mensagem que nos chegue da parte dos espíritos, através de qualquer médium bem intencionado, deve nos servir de material para reflexão; não concordo com os que falam que essas cartas ditas familiares sejam apenas de consolação... Cada abordagem que esta ou aquela entidade espiritual nos faça de sua vida no Além nos auxilia a um melhor entendimento daquilo que nos espera depois da morte... Aprendi muito com Emmanuel, com André Luiz, com o Dr. Bezerra, mas igualmente tenho aprendido com todos esses outros nossos irmãos desencarnados que, por nosso intermédio, escrevem aos seus familiares na Terra..."



132 - "Sair de Pedro Leopoldo, para mim foi muito difícil... Espiritualmente, sempre estive vinculado ao "Luiz Gonzaga". A vida de médium é complicada... Encontrei em Uberaba muitos amigos generosos - amo esta cidade, mas, falando sinceramente, em Pedro Leopoldo vivi os meus melhores dias... A coisa foi ficando difícil; o cerco dos inimigos da Doutrina foi se apertando. Mas está tudo certo. Jesus não podia se demorar por muito tempo numa cidade - logo, as Trevas davam um jeito de colocar as autoridades contra ele... Ele pregou o Evangelho em fuga! Jesus passou os três anos de sua peregrinação sob o constante assédio das Trevas... Houve uma época em que cheguei a pensar em sair de Uberaba; amigos me convidavam para morar em São Paulo, outros queriam que eu fosse para o Rio... Emmanuel, me disse: - Chico, para onde você for, a dificuldade irá atrás... Então, "agüentei a barra" e não me arrependo de estar em Uberaba até hoje. Esta cidade é maravilhosa! Com o passar do tempo, descobri que Pedro Leopoldo e Uberaba são duas cidades irmãs - Pedro Leopoldo é minha mãe; Uberaba é como se fosse minha tia, mas uma tia muito querida!..."



133 - "O meu pai era um homem muito severo; convivi pouco com ele, mas ele me marcou muito... Hoje, compreendo que tive o pai que precisava ter. Se eu tivesse tido moleza, não sei o que teria sido de mim... Não sou adepto da violência, mas aprendi que sem disciplina criança alguma vira gente... Tinhamos muito medo do meu pai. A gente andava miudinho... Médium que cresce sem dificuldade, sem luta, não se retempera para continuar na tarefa. Neste sentido, devo muito ao meu pai. Ele me combatia, mas, por outro lado, não me consentia a irresponsabilidade; ele não ia ao Centro, mas queria saber se eu tinha ido... Apenas nos seus últimos tempos é que houve uma aproximação entre nós. Ele não dizia, no entanto eu lia nos olhos dele o seu desejo de se desculpar comigo... Nunca tivemos a conversa que, com certeza, um dia ainda haveremos de ter!..."



134 - "Cidália sempre me dizia: - Chico, o seu pai é um homem honesto; não fique aborrecido com ele... Cidália, depois de minha mãe, sem dúvida é o espírito a quem mais devo; posso dizer que ela conseguiu me resgatar do abismo... Quando ela partiu, compreendi que a minha vida nunca mais seria a mesma; naquele exato momento, eu tive que crescer e criar a minha própria reserva de forças para assumir os filhos dela com o meu pai... Depois de minha mãe e de Cidália, nunca mais tive o aconchego de colo de mãe... Os espíritos me deram e me dão muito carinho, mas, com todo o meu respeito a eles, eu sinto muito a falta delas duas... Se eu puder, após a minha desencarnação, serão esses dois espíritos que eu gostaria de encontrar primeiro..."



135 - "Enquanto não encaminhei o último filho de Cidália, não me senti livre do compromisso; quando o último se casou, pude, com maior liberdade, seguir o meu próprio caminho... As meninas, minhas irmãs, haviam ficado muito pequenas. À noite, sentindo falta da mãe, elas se passavam para minha cama; dormiam agarradas em mim... Eu tinha que lhes contar estórias, para que parassem de chorar, fazendo força para não chorar junto com elas... E os espíritos vinham, escreviam, confortavam o meu coração... Eram o serviço, a casa, o centro, os meninos de Cidália, os amigos, o pessoal que começava a me procurar em Pedro Leopoldo... Não havia tempo para nada. A caridade sempre foi o meu lazer: visitar as famílias mais pobres na periferia, conversar com aquelas senhoras de pano muito alvo amarrado na cabeça, tomar café quente na caneca esmaltada... Ainda agora, sinto cheiro do café da casa de D. Chiquinha!...
Aquilo era uma vida de muita luta, mas era felicidade! Hoje, a coisa mudou muito - não sei se para melhor ou para pior!..."



136 - "Às vezes, nos será possível auxiliar alguém apenas com o silêncio; há pessoas que, em nos procurando, estão procurando apenas quem se mostre disposto a ouvi-las - falando aos nossos ouvidos, é como se estivessem falando aos ouvidos de Deus!..."



137 - "Tinha eu dezessete anos, em 1927, quando na noite de 8 de julho do referido ano, em uma reunião de preces, escutei, através de uma senhora presente, D. Carmem Penna Perácio, já falecida, a recomendação de um amigo espiritual, aconselhando-me a tomar papel e lápis, a fim de escrever mediunicamente. Eu não possuía conhecimento algum do assunto em que estava entrando, mesmo porque ali comparecia acompanhando uma irmã doente que recorria aos passes curativos daquele círculo íntimo, formado por pessoas dignas e humildes, todas elas de meu conhecimento pessoal. Do ponto de vista espiritual, apesar de muito jovem, era fervoroso católico que se confessava e recebia a Sagrada Comunhão, desde 1917, aos dez janeiros de idade. Ignorando se me achava transgredindo algum preceito da Igreja, que eu considerava minha mãe espiritual, tomei o lápis que um amigo me estendera com algumas folhas de papel em branco e meu braço, qual se estivesse desligado de meu  corpo, passou a escrever, sob os meus olhos cerrados, certa mensagem que nos exortava a trabalhar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. A mensagem era constituída de dezessete páginas e veio assinada por um mensageiro que se declarava "Um amigo espiritual", que somente conheceria depois. Nenhuma das pessoas presentes se interessou em conservar o comunicado, inclusive eu mesmo, pois nenhum de nós, os companheiros que formavam o círculo de orações, poderia prever que a tarefa de escrever mediunicamente se desdobraria para mim, através de vários decênios. No dia seguinte, após a missa da manhã, procurei o Padre Sebastião Scarzelli, que era meu confessor e protetor, e contei-lhe o sucedido, pedindo-lhe me aconselhasse quanto ao que me caberia fazer. Ele era um padre moço, creio que de origem italiana. O querido sacerdote, que muitas vezes fora o meu apoio nas dificuldades psicológicas e mediúnicas, que eu periodicamente atravessava, me falou com bondade que ele mesmo nunca lera livros espíritas, mas, se eu me sentia bem no círculo de preces a que comparecera, seria justo buscar a paz que me faltava, já que Jesus presidia aquele grupo de pessoas honestas e ainda me afirmou que eu poderia freqüentá-lo, mas lembrando a minha devoção a Nossa Senhora, pois ele acreditava que a Nossa Mãe Santíssima intercederia em meu benefício em qualquer circunstância. Depois desse entendimento, não mais vi o Padre Scarzelli, que fora removido para a cidade de Joinville, no Estado de Santa Catarina, onde faleceu, há poucos anos, na condição de monsenhor e onde se pode ver a obra imensa de benemerência que realizou em favor da comunidade. Sem a presença daquele apóstolo do Bem, dediquei-me ao grupo espírita, com a mesma fé com a qual comparecia às atividades católicas.
Tudo seguia em ordem, quando na noite de 10 de julho referido, dois dias depois de haver recebido a primeira mensagem, quando eu fazia as orações da noite, vi o meu quarto pobre se iluminar, de repente. As paredes refletiam a luz de um prateado lilás. Eu estava de joelhos, conforme os meus hábitos católicos, e descerrei os olhos, tentando ver o que se passava. Vi, então, perto de mim uma senhora de admirável presença, que irradiava a luz que se espraiava pelo quarto. Tentei levantar-me para demonstrar-lhe respeito e cortesia, mas não consegui permanecer de pé e dobrei, involuntariamente, os joelhos diante dela. A dama iluminada fitou uma imagem de Nossa Senhora do Pilar que eu mantinha em meu quarto e, em seguida, falou em castelhano que eu compreendi, embora sabendo que eu ignorava o idioma, em que ela facilmente se expressava: - "Francisco - disse-me pausadamente - em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos." A emoção me possuía a alma toda, mas pude perguntar-lhe, embora as lágrimas que me cobriam o rosto: - Senhora, quem sois vós? Ela me respondeu: - "Você não se lembra agora de mim, no entanto eu sou Isabel, Isabel de Aragão." Eu não conhecia senhora alguma que tivesse esse nome e estranhei o que ela dizia, entretanto uma força interior me continha e calei qualquer comentário, em torno de minha ignorância. Mas o diálogo estava iniciando e indaguei: - Senhora, sou pobre e nada tenho para dar. Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo? Ela disse: - "Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados."
Clamei com pesar: - Senhora, quase sempre não tenho pão para mim. Como poderei repartir pães com os outros?..." A dama sorriu e me esclareceu: - "Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que você produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na bondade do Senhor. " Em seguida a estas palavras que anotei em 1927, a dama se afastou deixando o meu quarto em pleno escuro. Chorei sob emoção para mim inexplicável até o amanhecer do dia imediato. Não tinha mais o Padre Scarzelli para consultar e notei que os meus novos companheiros não poderiam me auxiliar, porque eu não sabia o que vinha ser a expressão "gentes peninsulares" ouvidas por mim; quanto a estas duas palavras, nenhum deles conseguiu fornecer qualquer explicação. Sentindo-me a sós com a lembrança da inesquecível visão, passei a orar, todas as noite, pedindo a Nossa Senhora, para que alguém me socorresse com as informações que eu julgava precisas. Duas semanas após a ocorrência, estando eu nas preces da noite, apareceu-me um senhor vestido em roupa branca que, por intuição, notei tratar-se de um sacerdote. Saudei-o com muito respeito e ele me respondeu com bondade, explicando-se: - "Irmão Francisco, fui no século XIV um dos confessores da Rainha Santa, D. Isabel de Aragão, que se fez esposa do Rei de Portugal, D. Dinis. Ela desenvolveu elevadas iniciativas de beneficência e instrução nos dois reinos que formam a Península, conhecida na Europa, e voltou ao Mundo Espiritual em 4 de julho de 1336. Desde então, ela protege todas as obras de caridade e educação na Espanha e Portugal. Foi ela que o visitou, há alguns dias, nas preces da noite, e prometeu-lhe assistência. Ela me recomenda dizer-lhe que não lhe faltará recursos para a distribuição de pães com os necessitados. Meu nome em 1336 era Fernão Mendes. Confiemos em Jesus e trabalhemos na sementeira do bem."  Eu não tive garganta para falar. O padre se retirou e, sentindo a premência do que desejava a nobre senhora, que eu não sabia ter sido, na Terra, tão amada e tão ilustre Rainha. No primeiro sábado que se seguiu às ocorrências que descrevo, fui com minha irmã Luíza (atualmente desencarnada) até uma ponte muito pobre, até hoje existente e reformada, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas, onde nasci, conduzindo um pequeno cesto com oito pães. Ali estavam refugiados alguns indigentes; parti os pães, a fim de que cada um tivesse um pedaço, e assim foi iniciado o nosso serviço de assistência que perdura até hoje. Em Pedro Leopoldo, com alguns companheiros, fiz a distribuição de pães, de 1927 a 1958. Em janeiro de 1959, mudei-me para esta cidade de Uberaba, aqui chegando no dia 5 de janeiro de 1959. Um grupo de amigos já nos esperava e promovemos a distribuição de pães numa vila da periferia uberabense. Essa distribuição semanal, aos sábados, permanece ativa até hoje. Moramos numa casa vizinha de três núcleos de favelados e a nossa distribuição de pães, atualmente, se eleva ao número de um mil e quinhentos por semana, divididos entre os necessitados das três favelas a que me referi."



138 - "(Quanto ao fenômeno da vida e da morte)... posso dizer que me vejo, simbolicamente, na condição de um lagarto que conseguisse viver, durante longo tempo, e que, por isso, enxergou muitos lagartos - companheiros se cadaverizarem na forma de casulos aparentemente secos e imóveis, a se
transformarem, logo após, em borboletas que vencem alturas, surpreendendo-se, com o belo fenômeno, sem possibilidades de explicá-lo."



139 - "Não será a violência o resultado de nosso pretendido afastamento da fé religiosa, segundo o materialismo da inteligência deteriorada, que tenta convencer-nos de que não passamos de animais sadios ou doentes da civilização ?"



140 - "... a educação sexual é assunto a ser conduzido seriamente, no futuro, porque, no presente, em nosso âmbito pessoal, ignoramos onde estarão os professores para semelhante disciplina."






(continuação)



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141 - "Acreditamos que tanto é um delito grave assassinar uma criança na via pública, quanto exterminá-la, em falso regime de impunidade, no ventre materno."



142 - "O espírito preso ao remorso não consegue avançar... Enquanto não quitar, com a própria consciência, os seus débitos, não encontrará o caminho que lhe permita livre acesso a novas conquistas.



143 - "Líderes respeitáveis, quais sejam os papas e presidentes de nações, são responsáveis diretos pela segurança de milhões de pessoas. Admitimos que a Justiça possui recursos para reprimir os abusos cometidos na pessoa de semelhantes autoridades representativas. Quanto às normas de acatamento à personalidade humana, cremos, com os Benfeitores Espirituais que opinam no assunto, que um código de respeitabilidade instituído pela imprensa escrita e rádio-televisada, sob a regência de um conselho digno da própria imprensa, independentemente da própria Censura Oficial, patrocinadora das liberdades públicas, poderia efetuar a triagem dos temas e das imagens fornecidas ao público. Esse código de dignificação da cultura poderá prestar grande auxilio ao homem, na condução do respeito a si mesmo e à sua própria vida."



144 - "Não acreditamos que criatura humanas e comunidades humanas consigam ser felizes sem a ideia de Deus e sem respeito aos seus semelhantes."



145 - "A indicação para o Nobel da Paz nasceu da bondade de amigos generosos, sem que, por mim mesmo, me reconheça detendo méritos para qualquer honraria. Sem qualquer experiência de ordem política e respeitando na política uma das mais altas ciências do mundo, por envolver interesses comunitários, não posso imaginar o que seria possível fazer, se me fosse imposto determinado encargo representativo. Creio, no entanto, que a distribuição do trabalho, sem ostáculos de idade ou condição física, para o acesso às atividades profissionais e a obrigatoriedade da escola gratuita, pelo menos, em se tratando das bases de ensino primário às comunidades infanto-juvenis poderiam colaborar decididamente na erradicação da pobreza e do analfabetismo no campo de nossa vida coletiva."



146 - "Não vemos luta competitiva entre a Doutrina Espírita e as religiões tradicionais que zelaram e continuam zelando pela memória e pelos ensinos de Jesus. Ante o Evangelho do Divino Mestre, a Doutrina Espírita é portadora de princípios que aclaram com segurança as lições do Cristo, sem qualquer pretensão de superioridade sobre as organizações cristãs, sempre dignas do maior respeito."



147 - "Acreditamos que o Criador nos fez ricos a todos, sem exceção, porque a riqueza autêntica, a nosso ver, procede do trabalho, e todos nós, de uma forma ou de outra, podemos trabalhar e servir. Quanto à felicidade, cremos que ela nasce na paz de consciência tranqüila pelo dever cumprido e cresce, no íntimo de cada pessoa, à medida que esta procure fazer a felicidade dos outros, sem pedir felicidade para si própria."



148 - "Quando olho para uma pessoa, não estou olhando para a sua condição sexual; estou olhando para alguém que me cabe respeitar, seja qual for a sua opção em matéria de sexo."



149 - "Estamos certos de que nós, os cristãos de qualquer procedência, não podemos esquecer a promessa do Cristo: - "Estarei convosco, até o fim dos séculos." A violência, o desamor e a inquietude são estágios humanos, suscitados pelas criaturas humanas, mas a vitória da paz e do amor, entre os homens, pertence a Jesus, o Cristo de Deus."



150 - "No Evangelho, nas páginas do Novo Testamento, sempre vemos Jesus na condição de Divino Dispensador das bênçãos do Mais Alto... Com exceção da pobre mulher que compra, com os seus parcos recursos, os perfumes com que lhe banha os pés, enxugando-os, em seguida, com os seus próprios cabelos, não vemos Jesus nada recebendo de quem quer que seja, nem mesmo dos apóstolos. Não existe uma só passagem evangélica que nos diga que Jesus, em sua vida adulta, tenha sido beneficiado com esta ou com aquela dádiva que alguém espontaneamente lhe oferecesse."




(continuação)



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O Evangelho de Chico Xavier




151 - "O livro espírita é sempre um amigo disponível para dialogar conosco, ensinando-nos o melhor caminho para a aquisição da paz e da felicidade a que aspiramos encontrar."



152 - "O estudo meditado das obras de Allan Kardec, a nosso ver, é o passo mais seguro para quem deseja iniciar-se no conhecimento do Espiritismo."



153 - "O esforço máximo e desinteressado no bem aos outros, segundo nos parece, é sempre o maior apoio a nós mesmos."



154 - "Fico sem entender, quando um companheiro de Doutrina Espírita realiza campanhas contra este ou aquele médium que, na maioria das vezes, está fazendo um esforço muito grande de auto-superação para melhor servir ao ideal que nos é comum."



155 - "Os Benfeitores Espirituais que tenho ouvido, acerca dos livros espíritas destinados à preparação espiritual da infância, são unânimes em afirmar que se encontram ao dispor dos amigos reencarnados que se decidam a produzi-los, com base na compreensão e no amor aos pequeninos."



156 - "Não faltam espíritos no Além, faltam médiuns na Terra - médiuns para esses mesmos espíritos que permanecem na expectativa de poderem realizar, junto aos homens, um trabalho honesto..."



157 - "Nosso amigo André Luiz costuma imprimir uma nova expressão à frase, asseverando: "O coração da cultura é a cultura do coração", enfatizando a nossa necessidade de sublimar os próprios sentimentos."



158 - "Creio que a importância do Evangelho de Jesus, em nossa evolução espiritual, é semelhante à importãncia do Sol na sustentação de nossa vida física."



159 - "Nós não somos corpo, somos espírito que usa o corpo. Eu compreendo que aos 77 ano de idade, não posso ter um físico de 20. Eu estou doente pelo desgaste, pelo tempo. Dias atrás, um rapaz em Sorocaba parou o carro na rua e me perguntou: "Seu Chico Xavier, segundo o seu criado, o senhor está doente?... " Eu confirmei que tinha estado doente e ele continuou: "Que doença é a sua?" Eu falei: "São 77 anos".



160 - "O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.




(continuação)



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161 - "Não, eu nunca namorei porque não tive tempo. Aos cinco anos, perdi minha mãe; Antes, como meu pai não vivia em casa, ela nos entregou a amigos, até que a situação financeira da família se arrumasse. Eu fui para a casa da minha madrinha de batismo. Ela morava com um sobrinho de 15 anos; eu tinha 5. Um dia, me levantei e, com a única torneira de água fria que havia em casa, fiz toda a higiene habitual. Quando voltei, debaixo da colcha, sob o lençol, haviam derramado um vaso noturno. Eu olhei para o meu companheiro de quarto, que já era rapazinho, e pensei: "Este rapaz não pode ser mau. Ele não faria isso comigo". Minha mãe sempre foi muito devota e, no fim de cada noite, nos ensinava a dizer assim:  'Ó meu Senhor Jesus Cristo, se eu não tiver de ter uma boa sorte, dai-me uma boa morte'.
Então uma das minhas irmãs um dia perguntou: "Como é que a senhora manda a gente fazer esta oração que fala em morte?" Ela respondeu: "Minha filha, é porque o demônio existe. E, quando o demônio toma conta de uma pessoa, é melhor que ela morra".



162 - "Eu creio que há um exagero em torno do assunto. Quando a varíola assolou o mundo, morria muito mais gente do que está morrendo atualmente com a AIDS. Creio que a Ciência tem inteligências capazes de estudar a moléstia e encontrar, em breve, uma vacina contra ela. Não acredito que a AIDS venha de Deus. Isso vem do próprio homem, que não soube ainda preservar seu corpo."



163 - "O Espiritismo é uma doutrina evolutiva. Sendo evolutiva, ela caminhará ao encontro das outras e formaremos então, com a bênção de Deus, o Cristianismo total. Eu não acredito que a Doutrina Espírita tenha privilégios e que, algum dia, nós sejamos "os tais"."



164 - "Certa vez, estando na "Comunhão Espírita-Cristã", ao término de uma de nossas reuniões, fui abordado por um senhor alcoolizado que mastigava um pedaço de pão... Ele me disse: - "Dizem que você é muito humilde... Eu vim até aqui para saber se é verdade ou se é mentira." E, tirando da boca o pão que não engolia, o estendeu para mim, falando a cambalear: - "Se Chico Xavier é humilde, coma comigo este pedaço de pão..." Ante as pessoas que nos observavam, sem interferir, respondi:
- Meu amigo, para mim isto não é nenhuma prova de humildade, mas não terei problemas em auxiliá-lo a comer o pão que você me oferece... Ele saiu convencido de que eu era humilde, no entanto fiquei pensando que, se ser humilde fosse algo que dependesse de a gente engolir um pão todo babado..."



165 - "Se tudo que já disseram a meu respeito fosse verdade, das duas uma: ou eu seria um santo, ou um demônio..."



166 - "Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar... As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. Emmanuel sempre me ensinou assim: - "Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas..."



167 - "As pessoas precisam nos dar o direito de errar..." Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros."



169 - "Ouvi, certa vez, de um senhor que nos visitava em Pedro Leopoldo: - "Chico, a tal de fofoca é o bafo do demônio..." Embora, no Espiritismo, não acreditemos na existência do Demônio, eu não pude deixar de concordar com ele."



170 - "Devemos fazer tudo para evitar uma guerra, que viria, sem dúvida, ser um atraso na marcha progressiva da Humanidade. Quando surge uma guerra de proporções maiores, quase tudo se desmantela e, praticamente, tem que ser reiniciado. Se uma guerra não vier, nos próximos vinte anos, a Terra será agraciada com conquistas notáveis no campo da Ciência e, segundo cremos, também no setor social."






(continuação)



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171 - "Quem pensa exclusivamente em si ainda não avançou o suficiente para um melhor aproveitamento do tempo... O espírito do egoísta, muitas vezes, mostra-se mais cristalizado do que aquele que, por exemplo, comete um crime. O criminoso momentâneo pode ter sido vítima de um desequilíbrio emocional; o egoísta é um espírito insensível, que se vale dos outros para colimar os seus objetivos, sem se importar com as conseqüências danosas para aqueles dos quais se aproveita..."



172 - "Existem pessoas que se aproximam de nós com o espírito da maledicência; querem saber da nossa vida, não para nos auxiliar, mas para tornarem públicas as nossas feridas... Devemos tomar cuidado com esses nossos irmãos que adquiriram uma estranha viciação: querem crescer às custas da indigência alheia..."



173 - "Eu não entenderia qualquer tipo de censura no Espiritismo. Leio nos jornais artigos de companheiros espíritas querendo que o movimento funcione como desejam, criticam médiuns, dirigentes, confrades de boa vontade que estão se esforçando na tarefa... É uma pena!



174 - "Acredito que as dificuldades que passei quando criança, a vida simples em Pedro Leopoldo, as minhas lutas pela sobrevivência, os companheiros humildes que Deus colocou em meu caminho, os meus parcos recursos financeiros, tudo isto colaborou com a minha formação de médium. Dou graças a Deus, por ser um médium besta, sem tantas complicações na cabeça. O que dificulta para muitos médiuns é o excesso de formalismo. Em mim, a semente da mediunidade encontrou meios de germinar como cresce a relva no campo..."



175 - "Dos companheiros espíritas desencarnados que tenho visto, nenhum está satisfeito consigo mesmo - todos eles têm se queixado da sua falta de empenho no melhor aproveitamento do tempo."



176 - "Certa vez, visitando o cemitério de Uberaba, notei a presença de um espírito que, rente ao seu próprio túmulo, chorava, arrependido. Fora um rico comerciante na cidade e cometera suicídio. Eu o conhecera de nome. Percebendo que podia conversar comigo, após lamentar o gesto infeliz, que praticara por causa dos negócios que não iam bem, ele me disse:
- "Chico, vocês, os espíritas, são os verdadeiros milionários da Terra!..." Fiquei com muita pena dele, porque, de fato, o dinheiro, para quem apenas aprendeu a valorizá-lo, é um transtorno muito grande.  Fazia muito tempo que ele estava ali, preso aos despojos, se lamentando... conversamos por alguns minutos e, apesar da consciência que revelava da sua situação, ele não se mostrava com a menor disposição íntima de abandonar o local; aquilo era uma autopunição..."



177 - "É muito complexa a situação de quem vive, na Terra, fugindo de si mesmo. Após a desencarnação, o espírito não consegue evitar o encontro consigo mesmo; aliás, o espírito que, na condição de desencarnado, já consegue fitar-se no espelho da própria consciência, mesmo que a imagem de si não lhe agrade, o que na maioria das vezes acontece, é inegável o seu progresso... Pior é aquele que faz questão de alimentar ilusões a seu próprio respeito."



178 - "Já ouvi muita coisa... Nunca me espantei com nada; ao contrário, em cada confissão que escuto, da parte das pessoas que me procuram pedindo orientação, descubro um pedaço de mim mesmo... E, com toda a sinceridade, eu não vejo ninguém diferente."



179 - "Para mim, centro espírita tinha que abrir todo o dia, o dia inteiro... Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?!... O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição... Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupado com cargos do que com encargos..."



180 - "Partirei desta vida sem um níquel sequer... Tudo que veio a mim, em matéria de dinheiro, simplesmente passou por minhas mãos. Graças a Deus, a minha aposentadoria dá para os meus remédios... Roupas?!  Os amigos, quando acham que eu estou mal vestido, me doam...  Sapatos, eu custo a ganhar um par... Em casa, a nossa comida é simples... Não tenho conta bancária, talão de cheques, nenhuma propriedade em meu nome, a não ser esta casa que eu já passei em cartório para outros; tenho apenas o seu usufruto... Nunca tive carros, nem mesmo uma carroça... De modo que, neste sentido nada vai me pesar na consciência. Fiz o que pude pelos meus familiares; se não fiz mais, é porque mais eu não podia fazer... Nunca contei o dinheiro que trazia no bolso, mesmo aquele que alguns amigos generosos colocavam no meu paletó..."





(continuação)



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181 - "No meu ponto de vista, a virtude mais difícil de ser posta em prática é a do perdão; perdoar exige um esforço de auto-superação muito grande... Emmanuel me diz que quem aprende a perdoar tem caminho livre pela frente. Creio que, por este motivo, a derradeira lição de Jesus para a Humanidade foi a do perdão!... Ele a deixou por último, esperando o momento em que pudesse exemplificá-la... É claro que Ele se referira ao perdão em diversas oportunidades, mas, na hora da cruz, padecendo toda espécie de humilhação, o ensinamento do perdão foi gravado a fogo na consciência da Humanidade... Ninguém sofreu e perdoou como Ele!... O espírito que adquirir a virtude do perdão não achará dificuldade em mais nad; haja o que houver, aconteça o que acotecer, ele saberá administrar a sua vida..."



182 - "Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém, os que viveram na minha companhia sempre tiveram liberdade para fazer o que quiseram..."



183 - "Não tenho o direito de me intrometer na vida de ninguém, mas também não permito que ninguém se intrometa na minha vida. Os amigos de meus amigos são meus amigos. Não aceito que ninguém me dirija... Tenho que ter esse mínimo de privacidade. Nem os espíritos se intrometem no meu relacionamento com as pessoas. Emmanuel nunca me disse para evitar a companhia deste ou daquele... Devo ser responsável por minhas escolhas e preferências. Se ser médium significasse ser dirigido, em tudo, pelos espíritos, Deus me livre de ser médium!..."



184 - "Choro... Quando tenho vontade de chorar, choro, mas eu não me lembro de algum dia ter chorado de revolta... Tenho chorado com o sofrimento de meus amigos. Não estranhem não! Jesus também chorou por Lázaro; está lá, no menor versículo do "Novo Testamento"... Eu não sou uma pedra! Os espíritos, muitos deles, quando escrevem por meu intermédio, choram também... Agora, choro só de quando em quando. Esse negócio de chorar todo dia não dá!..."



185 - "As regiões espirituais são mais vastas do que as regiões físicas do Universo que conhecemos - um universo mais amplo dentro de outro!  "Nosso Lar", de André Luiz, é apenas um pedacinho..."



186 - "A caridade é amor; amor é compreensão... A prática do bem aos semelhantes é uma excelente escola para a alma. No exercício da caridade, estamos no exercício de todas as nossas faculdades espirituais..."



187 - "No Mundo Espiritual muita gente vai se surpreender... Lá, nao seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Os espíritos nem ligam para a gente; estão ocupados, cuidando da sua própria evolução... Se pudermos acompanhá-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar...  Ledo engano!
Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo, o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo... Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou... Os espíritos são indiferentes a essas coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizamos e ao convencionalismo - coisas que nos fazem supor o que não somos..."



188 - "Apenas os espíritos infelizes, pouco esclarecidos, nos acusam... Estes, sim, colocam o dedo em nossas feridas, jogando-nos no rosto as verdades a respeito de nós mesmos que não queremos escutar... Riem, debocham da gente, escarnecem, nos humilham... Ficam, o tempo todo, nos lembrando o que queremos esquecer... É duro! São impiedosos, mas cumprem a função de nos desmascarar. Eles possuem um dossiê de nossas vidas; sabem de coisas que já esquecemos... São eles que nos obrigam a procurar o lugar que nos compete."



189 - "Várias vezes, visitei, com Emmanuel e André Luiz, as regiões do Umbral... Não vi por lá uma criança sequer, mas pude observar muitos pais que se responsabilizaram pela queda dos filhos... É um caso difícil! A reencarnação para muitos espíritos é um processo doloroso. Quando vemos pessoas trabalhando com a criança, sinceramente empenhadas na sua educação, são espíritos que reencarnam com a missão do resgate... A gente costuma dizer que se trata de espíritos missionários - estão na missão de quitar o débito!... O Umbral é a Erraticidade, mencionada por Allan Kardec, os espíritos sofredores, errantes, que não conseguem ascender às regiões superiores, permanecem na expectativa de um novo corpo... Há espírito que reencarna de qualquer jeito; não dá para escolher família, raça, sexo..."



190 - "Os espíritos obsessores, muitos deles, são altamente treinados na técnica de hipnoticar; quase sempre, eles hipnotizam as suas vítimas quando elas se retiram do corpo, no momento do sono... Por este motivo, muita gente acorda mal-humorada e violenta. Se soubéssemos o que nos espera no Além não dormiríamos sem recorrer aos benefícios da prece. Os espíritos nossos desafetos nos espreitam; se não tivermos defesa, eles farão conosco, o que bem entenderem... Há obsessões terríveis que são programadas durante o sono; toda noite é uma sessão de hipnose... De repente, é uma agressão violenta dentro de casa, um crime inexplicável..."





- continuação -







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