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Processo judicial da família de Humberto de Campos (Irmão X) contra Chico Xavier

- - - - - Chico e processo judicial Chico & Irmão X

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Macili
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Como aconteceu o processo judicial da família de Humberto de Campos contra Chico Xavier?

Resposta:  Um dos espíritos que, ao transmitir mensagens através de Chico Xavier, causaram muita polêmica foi o de Humberto de Campos. Maranhense, membro da Academia Brasileira de Letras, foi muito popular durante a década de 20 e no início dos anos 30, por suas crônicas publicadas na imprensa diária com o pseudônimo de Conselheiro XX.

Humberto de Campos desencarnou em 1934 e Chico recebeu seu primeiro livro, "Crônicas de Além Túmulo", em 1937. Depois vieram: "Brasil, Coração do Mundo", "Pátria do Evangelho", em 1938, "Novas Mensagens", em 1940, "Boa Nova", em 1941 e "Reportagens de Além Túmulo", em 1943. Além de já causar assombro por receber mensagens do mundo do espíritos, Chico Xavier se viu envolvido em problemas judiciais pelo trabalho com o cronista.

Em 1944, a viúva do escritor, defendendo que ele ainda estivesse vivo e escrevendo e na intenção de resguardar os direitos autorais da obra do marido, requisitou em juízo seus direitos. Foi um caso rumoroso na época, tendo inclusive se levantado que caso se concluísse que o autor dos livros era mesmo Humberto de Campos, deveriam ser pagos os direitos à viúva. Por outro lado, se ficasse provado que o autor não era Humberto de Campo, a Academia Brasileira de Letras deveria reservar um lugar de honra para o jovem médium. O escritor Agripino Grieco, amigo de Humberto de Campos, se manifestou: "Como literato há 30 anos, que estuda a mecânica dos estilos, a sensação instantânea que tive foi de percorrer um manuscrito inédito retirado do espólio do memorialista glorioso".

Chico Xavier foi chamado a depor e se dispôs, em sessão pública, a psicografar mensagens do espírito do escritor, para provar sua autenticidade, o que foi negado pelo juiz. A justiça acabou dando o processo por encerrado, alegando principalmente que o médium não poderia ter escrito estes livros em condições normais, dado seu nível primário de instrução e que o escritor oficialmente estava morto. Mas ficou tacitamente subentendido que, se Chico não tinha escrito as mensagens, estas só poderiam ter sido produzidas por outra pessoa, ou por um espírito.

As consequências de todo o caso foram que o filho do escritor, anos depois, se tornou militante espírita, inclusive ajudando Chico nas atividades assistenciais, em Uberaba. A partir do final do julgamento, o espírito de Humberto de Campos passou a assinar como Irmão X, uma clara associação com o Conselheiro XX, que ele utilizava em sua vida corpórea.




Extraído da obra Chico Xavier Luz & Sabedoria, Editora Escala.






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