Web Toolbar by Wibiya Mensagem de João V. N., recebida por Chico Xavier - Cartas - Chico Xavier

Ir para conteúdo

Bem-vindo ao site Chico Xavier
Crie sua conta agora para poder ter acesso a todas as funcionalidades e recursos. Para criar nova conta demora apenas alguns asegundos e vai poder criar tópicos responder a mensagens, interagir com outros usuários, baixar arquivos (downloads, apresentações, documentos,...) e muito mais!
Entrar em sua conta Criar nova conta agora

Mensagem de João V. N., recebida por Chico Xavier

- - - - - Comunicação c/desencarnados

  • Por favor, faça o login para responder
Não há respostas para este tópico
Macili
  • Administrators
  • 2.715 posts
  • Advanced Member
  • Last active: Set 03 2018 05:44
  • Joined: 10 Nov 2012

Imagem Postada



João V. N.


João V. N. nasceu em 23 de junho de 1959 e desencarnou em 14 de maio de 1983. Filho de Américo V. e Julieta B. V.  Irmão de Ivete. Dedicado aos esportes, João praticava natação, pesca submarina e esqui. Também era habilitado em pilotar aviões particulares e era apaixonado pelo motociclismo. Crente no Espiritismo, praticava o bem em socorro aos carentes. Aos vinte anos sentiu os primeiros sentidos de sua mediunidade. Em maio de 1983, quando realizava treinos para uma competição motociclística, em São José dos Campos, sofreu um acidente fatal.

A mensagem a seguir foi recebida por Chico Xavier, em 22 de outubro de 1983.


" Querida mãezinha Julieta,

Estou na doce obrigação de uni-la com o papai Américo, em meu pedido de benção para iniciar esta carta.

Mãezinha, espero que a sua bondade me perdoe aquele apego à minha condução de aço. Minha moto! Ah!...  ela não era simples máquina. Era a meu ver uma benfeitora que me transportava para o mundo ideal de meus pensamentos.

Admirava-lhe o poder de me carregar de modo a sentir a natureza comigo. Não havia pessoa alguma em nossa companhia a escutar-nos nas estradas para onde nos retirávamos.

Ela com o seu ruído semelhante à música de ninar com que me embalava e eu a cismar no tempo conversando com o futuro. Pingos de chuva, telas verdes de vegetação, encontros com outros veiculos e até mesmo a linguagem do vento.

Tudo isso era o campo em que nos movimentávamos. Eu sei que o seu carinho não me contrariava e nem o papai Américo, nem a Ivete e nem a nossa Liliane me brecavam aquela vocação de velocidade a que me habituara, embora temessem por minha segurança, e sou grato a todos os meus pela paciência e compreensão com que me amparavam, mas confesso mãe, que para seu filho outro gênero de vid não serviria.

Quando me dirigi parao treinamento em São José dos Campos, pode parecer ridículo o que exponho, mas ansiava preparar-me para a vitória nas corridas em perspectiva, mais para destacar a minha máquina do que pelo prazer de ganhar essa ou aquela distinção.  Lembro-me de que nos achávamos aproveitando as hors de um sábado tranquilo, quando os companheiros deram por finda a nossa rodada, entretanto pedi para repetir o percurso a sós, pois desejava conversar com a moto e fazê-la ver as minudências da pista que nos conduziria a vitória, qual se a máquina tivesse alma...

Comecei o exercício de novo, sem qualquer sinal de cansaço, no entanto em certo trecho da pista, um pequeno entrave nos obrigou ao grande salto do qual me vi projetado no chão.

Tentei reerguer-me, porém, não consegui... Creio que algum vaso importante se me rompera no cérebro, porque notei que a minha cabeça pendia desgovernada em meus impulsos de retorno à verticalidade natural.

Sem que me conscientizasse da significação daqueles instantes aceitei o torpor que me invadiu... Nada mais vi, nem senti, até que despertei num aposento calo e confortável. Uma senhora velava junto de mim, não pude me retomar de improviso. Tive a impressão de que me apossava do corpo parceladamente. E isso demorou algum tempo.

Quando reconheci que a voz se me refizera na garganta, perguntei como era justo, sobre a posição em que me achava.

O corpo estava combalido num abatimento que eu não consegui explicar para mim próprio. Foi então que a senhora de semblante amigo me esclareceu que era ela a vovó Júlia, que me trouxera para outro tipo de existência.

Chorei revoltado, porque me reconhecia numa situação que não pedira, entretanto, aquela criatura de coração magnânimo, que me abraçava, me clareou a cabeça com tamanha ternura que não tive outra alternativa senão concordar...

Depois de alguns dias pude vê-la em nossa casa, abraçar meu pai, acariciar a irmãzinha, a nossa Ivete e visitar a querida Liliane... Em toda parte e em tudo via o pranto sem razão de ser, porque me achava reconfortado com as lições e explicações recebidas.

Não pude, porém, resistir ao sofrimento que alcançara todos os meus e volei ao estado anterior de desesperação.

Minha avó Júlia me fez sentir a necessidade de maior preparação, a fim de rever os entes amados, e com o tio João Benvenuti me auxiliaram a retomar a serenidade para seguir em frente.

Mãezinha Julieta, saiba que estou bem e convença por mim a todos os nossos de que estou vivo, e espero crescer em conhecimento e segurança íntima para lhes ser útil, a todos.

Da moto nada posso dizer, no entanto estou na crença de que também aqui na vida espiritual existirão asas ligeiras, que nos possam transportar em longas distâncias do mundo novo que apenas começo a divisar.

Peço-lhe cientificar a nossa Ivete de que tudo vai bem comigo e que o meu sonho agora é começar a agir num trabalho que me faça apto a servir aos que deixei no plano físico.

Mãe, à namorada e às outras companheiras de distração conte que estou numa boa, conquanto as saudades compreensíveis, não quero ninguém a se julgar em prisão comigo.

Não posso entravar o caminho de pessoa alguma, porque tenho recebido aqui liberdade suficiente para me reformar para o bem. Não digo liberdade sem disciplina, afirmo que a nossa liberdade está condicionada ao dever de realizar o melhor ao nosso alcance. A vovó Júlia, que me trouxe, me recomenda anotar a posição dos pontreiros do relógio e lamento observar que estamos na matina para novo dia. É o momento de dizer adeus com vontade de ficar.

De qualquer modo, preciso ir e ficarei no seu pensamento de mãe e no pensamento de meu pai, como sempre.

Receba, querida mãezinha com o papai Américo, o coração inteirinho de seu filho."



João V. N.



A família enviou a Chico Xavier o seguinte bilhete:

"A você querido irmão Francisco Cândido Xavier 'Apostolo da verdade de nossos dias' que no momento mais difícil em nossa família na dor da separação de nosso amado Joãozinho, nos acolheu, confortou e amenizou-nos o sofrimento.
Deus lhe pague."

Família V.







Tópicos que também usam as tags Comunicação c/desencarnados:

0 usuário(s) está(ão) lendo este tópico

0 membros, 0 visitantes, 0 membros anônimos