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Como era a rotina de trabalho de Chico Xavier, em Uberaba?

- - - - - As Vidas de Chico Xavier

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Macili
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Como era a rotina de trabalho de Chico Xavier, em Uberaba?

Resposta: Em 1961, Chico Xavier recebe sua aposentadoria pelo Ministério da Agricultura, voltando todo seu tempo à mediunidade e à assistência social. Naquela época, aos sábados eram realizadas peregrinações aos bairros pobres de Uberaba e, uma vez por ano, realizavam-se festivais de benemerência com distribuição de gêneros alimentícios e roupas para os necessitados. O Centro Comunhão Cristã de Chico Xaveir montou uma estrutura assistencial com ambulatórios médicos, departamento editorial e assistência permanente a crianças carentes.

"Em 1962, Chico Xavier já mobilizava milhões de espíritas e católicos no Brasil. Para formar livros e leitores, o escrevente aposentado se submetia um ritmo estressante. Acordava todos os dias às seis horas e, antes mesmo de tomar café, regava a horta. Às sextas e aos sábados, dias de sessões públicas, deixava o sono de lado para cumprir uma programação quase insuportável. Chico costumava chegar ao centro meia hora antes da abertura dos portões, marcada para as vinte horas. Quando a fila começava a andar, ele já estava sentado à cabeceira da mesa, folheando o 'Evangelho Segundo o Espiritismo' ou 'O Livro dos Espíritos' à procura de um bom trecho para ser lido e comentado naquela noite. Após escolher os oradores entre os companheiros espíritas, ele se refugiava num pequeno quarto destinado ao 'receituário'. Os comentaristas se dedicavam a discursos quase intermináveis sobre a importância da paciência, do perdão e da caridade, e Chico passava para o papel as dicas do Dr. Bezerra. Muitas vezes, atrendia a trezentas pessoas por noite. Por volta das 21 horas, as receitas começavam a sair por uma abertura na porta do cômodo onde ele trabalhava. Em noites de casa cheia, Chico ficava até meia-noite confinado. Quando voltava para a mesa, os espectadores só faltavam aplaudir, não só por sua presença, mas pelo fim dos comentários evangélicos. A presidente do centro pedia silêncio, meditação, prece. Chico fechava os olhos, segurava o lápis e as frases brotavam no papel. Às vezes, quando um parava, o outro começava, e os dois produziam textos complementares assinados pelo mesmo 'autor'. O espetáculo atingia o clímax quando Chico preenchia as páginas em branco com as esperadas 'mensagens particulares'. Nestas noitadas mais férteis, o ritual costumava se prolongar até as três horas. Era a hora de a multidão se aglomerar em volta de Chico. Risonho, de pé, com uma paciência indestrutível, ele atendia a centenas de pessoas, autografava livros, contava casos, ouvia histórias, ria, orientava. Era rara a noite em que não precisava reecorrer à velha frase: - O telefone só toca de lá para cá. Mães levavam os filhos para ele tocar, outras se limitavam a chorar em silêncio, alguns desmaiavam. As cenas de idolatria se seguiam madrugada adentro."





(do livro - "As Vidas de Chico Xavier)







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