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Após 15 anos do desencarne de Chico Xavier...

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Macili
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O último dia 30 de junho marcou os 15 anos do desencarne de Chico Xavier, em Uberaba, Minas Gerais. Mesmo depois de tanto tempo da sua partida para a Pátria Espiritual, os devotos da doutrina espírita ainda se recordam das ações de caridade e das cartas psicografadas que traziam conforto a muitas pessoas.  

Claudete Louzada foi uma das beneficiadas com a mediunidade de Chico. Ela declarou ao portal G1 que teve três encontros com o médium. Claudete recebeu mensagens do irmão que desencarnou jovem, aos 10 anos. A partir destas revelações que acalentaram seu coração, divulgar a doutrina espírita virou sua missão terrena. Atualmente, organiza excursões para Uberaba.

“Essa vontade que a gente tem de progredir, de melhorar e não ser a mesma pessoa de ontem é a força que encontramos nessa doutrina que o Chico ampliou. Então, essa força que a gente tem, essa coragem de seguir em frente, vem de escutar o Chico falar uma frase naquelas gravações dele. Isso dá muita força para os espíritas que realmente querem melhorar. A gente nota que tem mais pessoas estudando Chico Xavier. E esta é a tarefa mesmo – que a obra dele seja para sempre, porque ela veio para transformar corações”, ressaltou ao G1.

Uberaba se tornou um ponto turístico para os espíritas. Diversas caravanas comparecem a cidade para visitar o Memorial Chico Xavier. Segundo os organizadores, o local recebe 650 visitantes por mês. Um dos freqüentadores contou que já visitou o lugar sete vezes consecutivas. Ao portal, ele disse que o memorial “tem uma energia diferente”. E acrescentou: “a gente vem recarregar as baterias para voltarmos as nossas cidades cheio de consolo e esperança para dividir com as pessoas o que aprendemos aqui”.

O historiador do Museu, Jean Borges, relatou que o local recebe visitantes de diversos países. “Tivemos mais de cinco mil visitantes nestes oito meses de atividades. Já recebemos pessoas da Europa, dos Estados Unidos, da África. Chico é conhecido no mundo inteiro”, disse.

Recordações – É na Casa de Memórias e Lembranças de Chico Xavier, no Parque das Américas, onde viveu por 27 anos, que os admiradores do médium vêem a vida simples que ele levava. Seu quarto era composto por poucos móveis e retratos. O líder espírita ganhou notoriedade em 1932, quando publicou a obra “Parnaso de Além-Túmulo”, uma compilação de 259 poemas em nome dos espíritos Castro Alves, Augusto dos Anjos e Casimiro de Abreu.

Com as atenções voltadas ao autor mediúnico, em 1971, a extinta TV Tupi o convidou para o programa “Pinga-Fogo”, que teve 75% da audiência em São Paulo. A partir deste dia, Chico não parou mais de produzir livros psicografados. Escreveu quase 500 obras ao longo de 92 anos em sua vida terrena. Foram vendidos mais de 60 milhões de exemplares. No entanto, Chico nunca dizia ser o autor das obras; ele reiterava que os espíritos lhe ditavam os conteúdos. Mesmo sendo considerado o detentor dos direitos autorais dos livros, o médium não aceitava o dinheiro delas, simplesmente doou tudo a Federação Espírita Brasileira (FEB).

Seus textos já foram traduzidos em mais de 15 idiomas, entre eles japonês, grego, tcheco e até esperanto. Também existem versões em braile. Chico retornou à Pátria Espiritual em 30 de junho de 2002, dia em que a Seleção Brasileira foi pentacampeã da Copa do Mundo.


Fonte: G1 e Blasting News  
Extraído da Rádio Boa Nova, em 5 de julho de 2017, por Elen Alarça.




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