Web Toolbar by Wibiya Como reconhecer se uma carta espiritual é verdadeira - Psicografias - Chico Xavier

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Como reconhecer se uma carta espiritual é verdadeira

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Macili
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Quando um espírito recebe autorização para enviar notícias aos familiares, seu relato, geralmente, expressa a situação na qual se encontra inserido no mundo espiritual.
O que vivenciou durante o desencarne, a acolhida que recebeu de familiares e amigos espirituais e a situação em que percebe a família, são questões abordadas nos relatos enviados pela via médiúnica.

Dessa forma, a autenticidade de uma carta espiritual será atestada pelos familiares que, conhecendo o linguajar do comunicante e os dados fornecidos, muitos de conhecimento apenas da família, fará com que a carta seja reconhecida como verdadeira ou descartada como falsa.

Os relatos registrados na literatura espírita, via mediúnica do saudoso médium Chico Xavier, são referenciais para estudo e reconhecimento de uma carta espiritual.

O relato seguinte encontra-se no livro - Correio do Além e é um exemplo claro do que abordamos no texto acima.

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Querida mamãe Adelaide e querido papai Antero; peço-lhes me abençoem. Que a morte é uma sombra ilusória, está claro com a minha presença aqui.

Estávamos tão acomodados com nossa conversação que o Maurício, 1, e eu nos sentimos atropelados pelo tronco rigoroso, que nos estragou o corpo e a máquina inevitavelmente.

Trocamos de caminho pela inexperiência da região, mas, no fundo, penso eu que a nossa promissória com a desencarnação estava no sítio em que fomos parar e não no lugar que nos seria próprio.

Dedicados amigos nos recolheram, com certeza informados de que seria ali o nosso ponto de encontro.

Acho que o acontecimento foi grande demais para ser descrito. Se uma bomba nos fulminasse, a meu ver, o nosso espanto não seria tão grande.

Quis socorrer o Bassi, mas onde a energia para isso?

Não dispunha de forças senão para uns restos de pensamentos que dediquei à oração, pedindo a proteção de Deus.

Tive a ideia que minha vida era uma vela acesa que se apagava devagarinho, sem que me fosse possível reavivar a chama.

Refleti nos pais queridos, em nosso Arnaldo, 2, e Antero Júnior, 3, mas, tudo se me abateu na memória qual se me visse num sono, sem acreditar na realidade. Dormi pesadamente e creio que muito tempo depois; acordei na casa de apoio espiritual que me pareceu um pouso de emergência para acidentados. Chamei pela família com a exigência de um cliente que se reconhecia com retaguarda forte para saldar qualquer débito, quando foi com surpresa a aparição da criatura afetuosa que me atendeu com paciência.

Declarou-me ser a vovó Maria, 4, e, pela inflexão doce daquela voz, notei que ela parecia ignorar a agressividade de minhas reclamações.

Vim, a saber, que a realidade não era o sonho que mentalizava de começo.

Consciente de minha situação nova; passei a viver com o choro da mãezinha Adelaide e com as exclamações dos nossos familiares queridos.

Tenho procurado tomar pé em minha travessia de uma existência para outra e assim busco me adaptar aos deveres que me cabem aceitar.

A estação de águas ficara longe e tudo que fora meu, ou supostamente meu, já não mais me pertence e rogo aos pais queridos me auxiliarem com atitudes e ideias que me fortaleçam.

Ainda não tenho disposição para falar como seria de desejar, porque os meus grilos por enquanto não são poucos, mas, de qualquer modo, estou me sentindo aliviado com a possibilidade de comunicar-lhes estas minhas impressões.

Peço para que me sintam forte e calmo para vermos se esse exercício pode me conferir a energia e a serenidade de que ainda estou carente e abracem aos irmãos por mim.

Mãezinha e querido papai; desculpem se lhes falo com a insegurança que ainda me caracteriza; sei que vou melhorar e esbanjarei as boas notícias. Creio que a informação de que permaneço vivo é uma dessas pintas felizes do noticiário.

Lutando, mas, vivendo, restaurando-me, mas, seguro de mim mesmo; recebam os dois um beijão do filho muito agradecido.

Carlos Alberto dos Santos Dias (Beto)

02 de outubro de 1981



NOTAS:
1 – Maurício José Bassi –Amigo desencarnado no mesmo acidente
2 – Arnaldo / 3 – Antero Jr. – Irmãos
4 – Maria Pereira – Bisavó materna.

Fonte: http://www.proparnai...verdadeira.html




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