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Carma e Imprudência

- - - - - Temas de estudos doutrinários

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Macili
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"Carma e Imprudência"



Sábado passado dia 5 de maio, o nosso Chico recebeu uma mensagem do Jovem Candinho; a mãezinha, presente, emocionou-se bastante. O espírito comunicante descreve detalhadamente o desenlace; foi mergulhar num rio e, não tendo perfeita noção da profundidade, fraturou a medula em consequência do violento choque na areia cristalizada.

Quando terminou a leitura da página mediúnica, entregando-a à respectiva destinatária, enquanto autografava os livros o Chico comentou: "Esta mensagem merece uma palestra. O rapaz se refere a um tema muito interessante - o carma da imprudência; não resgatamos apenas faltas de vidas passadas, existem erros que são resgatados imediatamente, as consequências são instantâneas...".

De fato, costumamos atribuir tudo ao passado longínquo, tentando tudo explicar baseando-nos nas pretéritas existências, nos esquecendo, porém do passado recente, das consequências que sofremos hoje pelas decisões de agora... Pela imprudência estamos no dia-a-dia também elaborando o carma correspondente. Fala-nos Emmanuel em primorosa página que todo dia é oportunidade de se refazer o destino...

A rigor, não podemos afirmar que aquele que se vitimou no trânsito, por estar abusando da velocidade, esteja se submetendo à inevitável resgate de encarnações anteriores - poderá estar resgatando a falta de imprudência, por não respeitar as leis estabelecidas.

Aprendemos com o Espiritismo que a fatalidade é uma coisa muito relativa, de vez que "o mal não carece de ser resgatado pelo mal e se o bem chegar primeiro"...  Aquilo que nos parece inevitável, não raro é fruto da invigilância. Mesmo quando renascemos dentro de um quadro de ásperas provações, elas poderão ser suavizadas; numa falta sempre existem atenuantes e agravantes.

Busquemos um outro exemplo. Aquele que, imprudentemente, atravessa no meio de um tiroteio e é fulminado, foi arrastado pela fatalidade ou, no uso pleno do seu livre-arbítrio, imaginou que não seria alvejado? Ora, a probabilidade de um projétil nos atingir, quando passamos entre o chamado fogo cerrado é muito grande... O que recomenda o bom senso? Que esperemos as coisas se acalmarem.

A imprudência, sem dúvida, tem sido responsável por milhares de óbitos em todo o mundo.

Alguém poderá indagar: onde estarão os Benfeitores Espirituais? Ora, nós não os temos a tiracolo... Acontecimentos existem que não há margem de tempo para uma antecipação da Espiritualidade Amiga. Cada qual tem a companhia espiritual que merece e também que carece. Quer dizer: quanto maior a responsabilidade do reencarnante, maior a supervisão do Mundo Maior.

Poderíamos, então, classificar toda imprudência como suicídio? É claro que no suicídio precisamos levar em conta a consciência do ato, a intenção. André Luiz, conforme sabemos, foi considerado suicida na Vida Maior, única e exclusivamente por ter abusado da saúde. Os alcoólatras inveterados, pela imprudência, em que pese as muitas advertências que recebem de familiares, amigos e médicos, estão cometendo suicídio. E tal é válido igualmente para os que exageram no cigarro, na alimentação, etc.

Ao lado, portanto, do carma de ontem, existe o carma de hoje; se muitas faltas que resgatamos parceladamente, consoante a Misericórdia Divina, existem aquelas que já trazem em si mesmas as funestas consequências imediatas...

O jovem Candinho, preparando-se para saltar num trecho desconhecido do Rio Pardo, deveria ter a preocupação de verificar os perigos existentes, porquanto não bastava saber nadar...

Carecemos de ter mais cuidado com a vida, não deixando tudo para que a Espiritualidade Superior providencie. Se a desencarnação chega, mesmo com toda a prudência de nossa parte, aí então, sim: é fatalidade, ou seja, chegou a hora da partida.

O assunto ainda nos leva a examinar os desequilíbrios emocionais que permitimos dominar-nos. Contudo, nos impacientamos, aderimos facilmente à cólera, fulminamos os órgãos mais sensíveis com vibrações envenenadas... Ora, com o tempo, somados todos esses instantes de emoções incendiárias dentro de nós, vem a complicação orgânica irreversível e, consequentemente, a desencarnação; se podíamos viver 80 anos, vivemos apenas 50 anos... Essas pequenas imprudências diárias geram carmas para muito tempo.

"Ajuda-te e o céu te ajudará" - fala o Evangelho. Cuidemos para que não sejamos surpreendidos pela invigilância retornando ao Mundo Espiritual, profundamente decepcionados, como quem se prepara para atravessar um rio caudaloso e só percebe que o barco está furado depois que largou a margem...



do livro Caravana de Amor, por Chico Xavier e diversos Espíritos.




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