Web Toolbar by Wibiya Carta de Chico Xavier há exatos 30 anos - Cartas - Chico Xavier

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Carta de Chico Xavier há exatos 30 anos

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Macili
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FORÇAS ADVERSAS




  Nas cartas que nos escrevia, os assuntos abordados por Chico [Xavier] eram os mais variados. Ele sempre aproveitava para nos transmitir preciosos ensinamentos, falando de suas lutas na mediunidade – lutas que, a bem da verdade, sustentou até o seu último dia de vida na Terra!

  No dia 23 de maio de 1985, ele nos contou:

  Prezado Baccelli:

  Jesus nos abençoe.

  Voltei de meu tratamento ocular e tive o reconforto de receber as suas notícias, com a carta do nosso amigo residente em Brasília e a página de Augusto dos Anjos, que eu supunha desgarrada de nossas tarefas. Agradeço a carta do nosso companheiro, hoje em Brasília, e levarei a mensagem de Augusto dos Anjos à nossa reunião de depois de amanhã, sábado, porque, no horário dos livros, teremos ensejo de encontrar uma palavra que substitua aquela “periferia” que está distante dos versos de nosso amigo espiritual.

  Muito me reconfortei com as suas expressões, com respeito às suas lutas mediúnicas. Pareceu-me que as suas referências eram minhas ao tempo em que me debatia para entender o que de mim desejavam os benfeitores e amigos da Vida Maior. Compreendo tudo o que você me diz com a sua bondade e faço minhas as suas palavras. É isso mesmo. Muitas vezes me senti num labirinto, ignorando como sair dele. Eram visões e vozes que se confundiam, comigo no centro de semelhantes distonias. Para você rir um pouco, digo ao seu coração amigo que, atualmente, muitas vezes, me admiro de ter papel, tinta e lápis ao meu dispor. Em muitas ocasiões, antes do progresso que desfrutamos agora, depois de longa mensagem que eu escrevia à mão, para enviar à FEB [Federação Espírita Brasileira], no Rio, surgiam ventos súbitos que penetravam por alguma janela e se concentravam, em redemoinho, espalhando a tinta sobre o trabalho que me custara enorme esforço, anulando-me o serviço, por vezes, efetuado com os minutos possíveis de noites seguidas. Em momentos outros, eram crianças de minha própria família que se valiam da minha ausência de instantes para rasgarem os papéis escritos. Sempre me vi defrontado por forças adversas que me testam em tudo o que recebo em mensagens de nossos amigos da Vida Superior. Na escola, no curso primário, o único que me foi possível adquirir, não podia sair da sala de aula para o chamado recreio. Nas raras tentativas que fiz voltava para dentro do recinto de lições espancado por crianças mais fortes do que eu e ameaçado por novas investidas, que não desejo lembrar para não criar imagens negativas em sua generosidade.

  Minhas provações foram tantas que hoje muito me admiro de ter água encanada dentro de casa; a luz elétrica me deslumbra quando me lembro da psicografia com a luz de velas acesas que, frequentemente, tombavam sobre as mensagens escritas, inutilizando-as. Espanto-me com a facilidade das canetas-tinteiro e, habitualmente, paro o serviço para agradecer a Jesus o material de escrita à minha disposição. Em tempo algum, porém, senti abandono. Meus amigos foram sempre poucos, mas uma força vigorosa os mantinha junto de mim para que eu não desanimasse. Do primeiro escalão de companheiros, de cujo auxílio não posso esquecer, todos já partiram. Eram todos carecedores de amparo, qual eu mesmo, no entanto, os vi partir, um a um, prometendo-me que onde estivessem pediriam a Jesus para me abençoar e me auxiliar. Pouco a pouco, fui compreendendo que eu estava numa guerra – a guerra do bem contra o mal –, da qual não me cabia desertar.

  Ainda agora (ontem) recebi um bilhete do nosso amigo Agnelo, dizendo-me que o Nunes adoeceu e nos pede orações de auxílio*. Envio o bilhete para seu conhecimento, rogando a você e à Márcia inclui-lo nas preces habituais. Noto que o Nunes vem atravessando séria crise.

  Mas não devo tomar o seu tempo com cartas longas e estou escrevendo a você para agradecer a sua carta, que me trouxe muito reconforto. Deus o recompense.

  Com grande abraço a você e Márcia, Thiago e Marcela, sou o servidor reconhecido de sempre.



Chico





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