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A questão das visitas

Chico

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Macili
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A questão das visitas



27-12-1947


"(...) O que me dizes relativamente às visitas é uma grande verdade. Se nos colocarmos à disposição de quantos nos procuram, o serviço ficará por fazer. Aqui em Pedro Leopoldo, o enigma é um dos mais sérios. Todos chegam falando em caridade, mas se pedirmos a eles serem caridosos, fogem acusando-nos. É preciso um verdadeiro "Ministério do Exterior" para tratar do assunto. Penso que isso deve fazer parte de nossas provas."


Chico refere-se a um problema que existe e persiste. É a questão das visitas. E é uma questão realmente delicada e de difícil solução.

Entende-se perfeitamente que todos desejem aproximar-se de Chico Xavier. Visitá-lo. Abraçá-lo. Conhecê-lo mais intimamente. Por volta de 1947 já era grande o número de visitantes a procurá-lo. Mas Chico Xavier tem uma disciplina de trabalho. Precisa cumprir um programa e dar conta de suas responsabilidades. Muitas vezes se priva de contato com amigos com os quais gostaria de se entreter. Quando o faz, isto é, quando se deixa ficar em conversações fraternas, é por um período de tempo determinado. Não pode jamais esquecer os seus compromissos.

É bastante conhecido o episódio narrado por Ramiro Gama no seu livro "Lindos Casos de Chico Xavier". Conta ele que o médium estava, havia algumas horas, na sala de sua casa (em Pedro Leopoldo), conversando com amigos, quando Emmanuel aparece e o chama para o interior da casa. " - Você sabe que hoje temos a tarefa do livro em recepção e já estamos atrasados..." - falou o amigo espiritual. " - É verdade - concordou o Chico -, entretanto, tenho visitas e estamos conversando."


" - Sem dúvida - considerou o Guia - compreendemos a oportunidade de uma a duas horas de entendimento fraterno para atender aos irmãos sem objetivo, porque, às vezes, através de banalidades, podemos algo fazer na sementeira de luz... Mas não entendo seis horas a fio de conversação sem proveito... (...)  Bem, eu não disponho de mais tempo. Você decide. Converse ou trabalhe. Chico não mais vacilou."


E entregou-se à tarefa, deixando a conversação, que prosseguiu sem a sua presença.

Comentando o problema com Wantuil, confessa que muitos não entendem a sua posição. Não se trata aqui de visitas esporádicas, mas de grande fila de pessoas que o procuram e que o transcurso do tempo só fez multiplicar.

Por essa razão, foi fundamental para o labor do médium que o tempo de atendimento ficasse estipulado e reigorosamente disciplinado. É o que acontece, atualmente, em Uberaba, quando o nosso tão querido Chico Xavier, já enfermo e alquebrado, não tem mais condições de receber o público, a não ser por brevíssimos instantes. Sabemos que intimamente ele gostaria de estar no vigor dos anos, estuante de energias, atendendo às dores humanas, consolando e esparzindo a esperança, tanto quanto confraternizando-se com amigos.


"Sabendo quem é o companheiro que emprestou à FEB os recursos para aquisição das oficinas, muitas vezes medito os sacrifícios dele pela Causa. Quando julgas que a FEB pagará a esse abnegado trabalhador a volumosa importância do empréstimo paternal, sem juros? Isto não é da minha conta, mas impressionado com os sacrifícios desse companheiro, em muitas ocasiões penso neste caso. Permita Jesus que ele não sofra prejuízos materiais, porquanto já deu tudo que lhe era possível e continua como o servo nº 1, não obstante sentar-se na Presidência. (...)"


De maneira comovente Chico fala a Wantuil sobre os sacrifícios a que ele se impôs para a aquisição das oficinas gráficas. Wantuil de Freitas quis manter-se no anonimato, mas Chico sabe de seu desprendimento e dedicação.




Fonte: Suely Caldas Schubert, em Testemunhas de Chico Xavier, Págs. 198-200. Feb.






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