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A Força Psíquica

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druida18
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Gabriel Delanne


O Espiritismo em casa de Victor Hugo. – Primeiras objeções. – Erguimento da mesa sem contacto. – Sociedade Dialética de Londres. – Medição da força psíquica. – A mediunidade. – A levitação humana.

Vimos, na primeira parte, que os fenômenos espíritas começaram por pancadas em paredes e em soalhos, e que, em pouco tempo, os próprios Espíritos indicaram um meio mais fácil e mais rápido de comunicação. Esse meio foi a mesa. Os investigadores sentavam-se em torno da mesa; colocavam as mãos sobre ela e, dentro em pouco, pancadas no móvel ou movimentos de um dos pés da mesa serviam de meio de correspondência com a entidade que se manifestava.
Eis uma narrativa que fará compreender de que forma se realizam os fatos habitualmente; ela é devida a Auguste Vacquerie e tirada do seu belo livro: Les Miettes de 'Histoire.

Espiritismo em casa de Victor Hugo


A Sra. de Girardin fez uma visita a Victor Hugo, então exilado em Jersey, e falou-lhe do fenômeno ultimamente importado da América; ela acreditava firmemente nos Espíritos e em suas manifestações. No próprio dia de sua chegada, teve-se muito trabalho em faze-la esperar para o fim do jantar; levantou-se depois da sobremesa e levou um dos convivas para uma conversadeira, onde interrogaram os Espíritos por meio de uma mesa, mas sem resultado. A Sr. de Girardin imputou a falta à mesa, cuja forma quadrada contrariava o fluido. No dia seguinte, ela própria foi comprar, em um armazém de brinquedos para crianças, uma mesa redonda, com uma única perna terminando por três pés, que ela colocou sobre a mesa grande e que foi tão animada quanto esta última. Não desanimou; disse que os Espíritos não eram animais de fiacre que esperam pacientemente os burgueses, e, sim, seres livres e de vontade própria, que somente vinham quando queriam. No dia seguinte, quando se fez a mesma experiência, sucedeu igual silêncio. Ela perseverou, mas a mesa obstinou-se em nada dizer. A Sra. de Girardin acalentava tal ardor de propaganda que, um dia, jantando em casa do Sr. Jersiais, fê-lo interrogar uma estante, que provou sua inteligência não lhe respondendo. Esses repetidos insucessos não a abateram; ficou calma, confiante, sorridente, indulgente para com a incredulidade; na antevéspera de sua partida, pediu-nos para lhe concedermos, em despedida, uma tentativa. Eu não tinha assistido às experiências precedentes; não acreditava no fenômeno e não tinha vontade alguma de que ele se produzisse. Não sou daqueles que fazem cara feia às novidades, mas tal experiência vinha em má ocasião, e desviava de Paris pensamentos que eu reputava, pelo menos, mais urgentes. Desta vez não pude recusar ir à última prova, se bem que o fiz com a resolução firme de não acreditar senão no que fosse bem evidente.
A Sra. de Girardin e um dos assistentes puseram as mãos sobre a pequena mesa. Durante um quarto de hora, nada sucedeu, mas tínhamos prometido ser pacientes; cinco minutos depois, ouviram-se ligeiros estalidos; isto podia ser o efeito involuntário das mãos fatigadas; mas, em pouco tempo, os estalidos repetiram-se, e sobreveio uma espécie de estremecimento elétrico, sentindo-se, em seguida, uma agitação febril.
De repente, uma das garras dos pés levantou-se.
A Sra. de Girardin disse: — Está aí alguém? Se está aí alguém, que fale conosco, peço-lhe para bater uma pancada. O pé caiu, produzindo um ruído seco. — Está aí um Espírito! — exclamou a Sra. de Girardin; formulai as vossas perguntas.
Fizeram-se perguntas e a mesa a elas respondeu. As respostas eram breves: uma ou duas palavras no máximo, hesitantes, indecisas, algumas vezes ininteligíveis. Seríamos nós que a não compreendíamos? O modo de traduzir as respostas prestava-se ao erro. Eis como se procedia: pronunciava-se uma letra do abecedário a cada pancada do pé da mesa, e, quando a mesa parava, marcava-se a última letra indicada. Mas, muitas vezes, a mesa não parava claramente sobre a letra; dava-se um engano; anotava-se a precedente letra ou a seguinte; os inexperientes atrapalhavam-se; a Sra. de Girardin intervinha o menos possível para que o resultado fosse o menos suspeito, e tudo se tumultuava. Em Paris, a Sra. de Girardin empregava, disse-nos, um processo mais seguro e mais expedito: ela tinha mandado expressamente fazer uma mesa com um alfabeto que designava a letra. Apesar da imperfeição dos meios, algumas das respostas impressionaram-me bastante.
Eu apenas tinha sido testemunha, e convinha que, por meu turno, fosse ator.
Disse, então, à mesa: — Adivinha a palavra que eu penso. Para melhor observar a resposta, tomei lugar à mesa, com a Sra. de Girardin.
A mesa disse uma palavra, e essa era a que havia sido pensada.
Não parou aí a minha curiosidade.
Pensei comigo mesmo que o acaso podia ter inspirado a Sra. de Girardin e que esta houvesse transmitido à mesa a palavra, pois que comigo mesmo havia acontecido, no baile da ópera, dizer a uma senhora de dominó que eu a conhecia, e, como me perguntasse ela o seu nome de batismo, eu proferi ao acaso um nome, que se reconheceu ser o verdadeiro. Sem mesmo invocar o acaso, eu  poderia, na passagem das letras da palavra, ter, a despeito meu, nos dedos ou nos olhos, um estremecimento que as tivesse denunciado. Reconheci, portanto, a experiência; mas, para estar certo de que não iria trair a passagem das letras por uma pressão maquinal ou por um olhar involuntário, deixei a mesa e perguntei-lhe, não a palavra que pensara, mas a sua tradução.
Disse ela: — Tu queres dizer sofrimento. Eu pensara em amor. Não fiquei ainda persuadido. Supondo que, se auxiliasse a mesa, o sofrimento é por forma tal o fundo de todas as coisas que a tradução podia ser aplicada fosse qual fosse a palavra que eu tivesse pensado.
Sofrimento tanto teria traduzido grandeza, maternidade, poesia, patriotismo, etc., como amor. Eu podia, por conseguinte, estar certo de que a Sra. de Girardin, tão séria, tão generosa, tão amiga e adoentada, não teria atravessado o mar para mistificar proscritos.
Inúmeras impossibilidades seriam críveis antes dessa, mas eu estava resolvido a duvidar de tudo.
Outros interrogaram a mesa e fizeram-lhe determinar seu pensamento ou incidentes conhecidos de si unicamente; de repente, a mesa pareceu impacientar-se com essas questões pueris; recusou responder; entretanto, continuou a agitar-se como se tivesse alguma coisa a dizer. Seu movimento tornou-se brusco e voluntário como uma ordem.
— É ainda o mesmo Espírito que está aí? — perguntou a Sra. de Girardin.
A mesa deu duas pancadas, o que, na linguagem convencionada, significava não.
— Quem está aí?
A mesa respondeu o nome de uma morta, conhecida de todos os que ali se achavam.
Só então desapareceu a desconfiança; ninguém teria tido a coragem ou a audácia de se fazer, diante de nós, um representante de além-túmulo.
Uma mistificação era já bastante difícil de admitir-se, muito menos uma infâmia. Semelhante suspeita seria desprezível. O irmão falava com a irmã, que saía da região da morte para consolá-lo no exílio; a mãe chorava; inexprimível emoção comprimia todos os peitos; eu sentia distintamente a presença daquela que a adversidade tinha afastado.
Onde estava ela? Amar-nos-ia sempre? Era feliz? Ela respondia a todas as questões, mas, às vezes, declarava que nem tudo lhe era permitido dizer.
A noite corria, e ficamos ali com a alma presa ao invisível fantasma. Enfim, disse-nos: — Adeus! E a mesa não se moveu mais.
Rompia a madrugada. Subi ao meu quarto e, antes de deitar-me, escrevi o que acabava de passar-se, como se essas coisas pudessem ser esquecidas. No dia seguinte, a Sra. de Girardin não teve mais necessidade de convidar-me; fui eu quem a levou para junto da mesa. A noite passou-se como na véspera.
A Sra. de Girardin partiu no dia imediato; acompanhei-a a bordo, e, quando se largaram às amarras, ela exclamou para ruim: — Até à volta.
Não a vi mais, porém penso que tornarei a vê-la. Ela voltou à França para cumprir o resto de sua vida terrestre.
Há alguns anos, seu salão era muito diferente do que tinha sido. Não mais estavam aí os seus amigos. Uns foram para fora da França, como Victor Hugo, outros foram para mais longe, como Balzac; outros, para mais longe ainda, como Lamartine; ela, porém, tinha todos os duques e embaixadores de que gostasse, mas a revolução de fevereiro havia enfraquecido toda a sua fé na importância dos títulos e das funções, e os príncipes não a consolavam da falta dos escritores. Substituía os ausentes conversando com um ou dois amigos e com a sua mesa. Os mortos afluíam à sua evocação. Tinha, assim, sessões que valiam mais que os seus melhores amigos de outrora, e onde os gênios eram supridos pelos Espíritos. Seus convidados de então eram os Espíritos de Sedaine, Sévigné, Sapho, Molière, Shakespeare, e foi no meio destes que ela morreu.
Partiu para o outro mundo sem resistência e sem tristeza: essa vida da morte tinha-lhe apagado a inquietação. Coisa tocante: para adoçar a vida dessa nobre mulher, esses grandes mortos vieram procurá-la.
A morte da Sra. de Girardin não me arrefeceu o atrativo pelas mesas. Precipitei-me apaixonadamente para essa grande curiosidade da vida ultraterrena.
Não esperava mais a noite: começava desde o meio-dia, e não acabava senão no dia seguinte, de manhã; só me interrompia para jantar. Pessoalmente, nenhuma ação eu tinha sobre a mesa; eu não a tocava; porém, interrogava-a.
O modo de comunicação era sempre o mesmo; eu já estava a isso acostumado.
A Sra. de Girardin, tempos antes da sua morte, enviara-me de Paris duas mesas: uma, pequena, em cujo pé estava fixo um lápis que devia escrever e desenhar. Esse móvel foi experimentado uma ou duas vezes; desenhou mediocremente e escreveu mal; a outra era maior; era uma mesa com um quadrante e com um alfabeto, no qual uma agulha marcava as letras. Ela foi igualmente rejeitada depois de um ensaio que não deu resultado, e mantive-me exclusivamente com o primitivo processo, o qual, simplificado pelo hábito e por algumas abreviações convencionadas, deu-me, dentro em pouco, todo o êxito desejável. Eu conversava correntemente com a mesa; o marulhar do mar misturava-se com o ruído dos diálogos, cujo mistério aumentava com a noite, com a tempestade, com o isolamento. Não mais eram palavras simples as que respondia a mesa, mas, sim, frases e páginas inteiras.
Ela era, na maior parte das vezes, grave e magistral; mas, por momentos, era espiritual e mesmo cômica. Tinha acessos de cólera. Insultou-me mais de uma vez, por lhe haver falado com irreverência, e confesso que eu não ficaria tranqüilo, se deixasse de obter antes o meu perdão. Fazia exigências: escolhia seu interlocutor, queria ser interrogada em verso; obedecia-se-lhe, e, então, ela também respondia em verso. Todas essas conversações foram recebidas não ao sair da sessão, mas no próprio local, sob o ditado da mesa; elas serão publicadas um dia, e proporão um problema imperioso a todas as inteligências ávidas de verdades novas.
Esta narração é interessante sob muitos pontos de vista; mostra que os Espíritos não estão às ordens dos evocadores que eles vêm quando e como bem lhes parece. As hesitações, os desfalecimentos que o fenômeno apresenta não devem pôr embaraços aos investigadores; estes precisam armar-se de paciência e saber perseverar, se quiserem obter resultados.
Notemos, aqui, que Vacquerie estava em casa de Victor Hugo e que assistiu a essas manifestações; ora, esses escritores, bons juízes em matéria de estilo, às vezes qualificam de magistrais os ditados da mesa; e bem se vê que os Espíritos não se deleitam sempre em banalidades, como tantas vezes se lhes tem censurado.

Primeiras objeções


Os movimentos das mesas foram acolhidos com universais suspeitas; a explicação mais geral era que as pessoas reputadas médiuns apoiavam-se simplesmente sobre a mesa, e que as respostas eram devidas ao acaso; quanto às pancadas, atribuíam-nas a um jogo dos pés.
Porém, quando foi verificado que pessoas de uma honorabilidade acima de toda suspeita obtinham movimentos da mesa, tornou-se indispensável achar alguma coisa que explicasse os fatos, banindo a hipótese de fraude voluntária.
Foi então que apareceram as teorias, segundo as quais os movimentos produzidos eram o resultado de uma ação muscular inconsciente. Faraday pretendeu que, uma vez estabelecida a aderência dos dedos na mesa, a trepidação muscular era assaz forte para imprimir num móvel certa rotação. Chevreul, impressionado por essa idéia, publicou, no seu livro intitulado La Baguette Divinatoire et les Tables Tournantes, a sua experiência com o pêndulo, donde resultava que as impulsões múltiplas e repetidas, em um sentido, podem abalar um corpo cuja massa está em desproporção com a causa motriz: é o que o Sr. Babinet chama movimentos nascentes e inconscientes.
Parecia, pois, que a Ciência tinha descoberto a verdadeira causa desses fatos que maravilhavam os imbecis; mas o fenômeno revestiu-se de um caráter novo: a mesa elevava-se agora e movia-se sem qualquer contacto da parte dos operadores!
Por esse modo, a pretensa explicação científica caiu por terra. Nova força parecia divertir-se com as mais engenhosas teorias.

Erguimento da mesa, sem contacto


Parece-nos que certos sábios são afetados de cegueira para todos os fatos que deslocam seus sistemas. A levitação da mesa, sem contacto, foi observada desde a sua origem, mas, é preciso crer, não chegou ao conhecimento dos Srs. Faraday, Chevreul e Babinet.
Eis o que, com efeito, relata Robert Dale Owen (14), homem muito instruído, lógico e extremamente circunspecto, no dizer de Wallace:
No salão de um titular francês, o Conde d'Ourches, que residia num arrabalde de Paris, em 10 de outubro de 1858, à bela claridade do dia, no fim do almoço, viu uma mesa, em torno da qual haviam tomado lugar sete pessoas, elevar-se carregada de frutas e vinhos, e manter-se suspensa no ar, enquanto os convivas estiveram sentados em roda sem a tocarem. Todos os assistentes viram a mesma coisa.
O Sr. de Morgan, professor de matemáticas na Universidade de Londres, homem refletido e metódico, relata a seguinte experiência (15)
O fato mais admirável de mesas movendo-se com determinado objetivo que tem vindo ao meu conhecimento apresentou-se em casa de um amigo, cuja família, assim como a nossa, residia no litoral.
A família do meu amigo era composta de seis pessoas e de um cavalheiro que lhe esposara uma das filhas. Pelo meu lado, tinha-me feito acompanhar por um membro da minha própria família. Nenhuma pessoa assalariada estava presente. Um cavalheiro, que se tinha exprimido de uma forma muito céptica não só quanto às manifestações espíritas, mas, igualmente, sobre a questão do Espírito em geral, ficara sentado em um sofá, a dois ou três pés de uma mesa de jantar, em redor da qual estávamos colocados. Depois de nos termos conservado imóveis algum tempo, fomos convidados, por meio de pancadas, a unir as nossas mãos e a mantermo-nos sentados em torno da mesa, sem tocá-la.
Isso durou um quarto de hora; a nós mesmos perguntávamos se produziria alguma coisa ou se éramos mistificados pelo poder invisível. E, como um ou dois da companhia pedissem paciência, a velha mesa, que era suficientemente grande para comportar oito ou dez pessoas, deslocou-se inteiramente por si mesma e, sem que cessássemos de cercá-la e de segui-la, com as mãos unidas, saiu fora do círculo e, tocando esse cavalheiro, empurrou-o contra o espaldar do sofá, até que ele gritou: — Detei-vos, basta!
O movimento dos objetos inertes, sem contacto humano, exerce-se diariamente nas experiências espíritas.
Os cépticos mais endurecidos estão em condições de constatá-lo tantas vezes quantas quiserem. Por isso, Lombroso publicou, em 7 de fevereiro de 1892, na Vie Moderne, a narrativa dos fatos numerosos de que foi testemunha em Nápoles; extraímos os seguintes trechos:
Tendo-se feito a obscuridade, começamos a ouvir pancadas mais fortes no meio da mesa; em seguida, uma campainha, colocada numa estante, afastada mais de um metro de Eusápia (a médium), pôs-se a tocar, volteando por cima de nossas cabeças; pousou em nossa mesa e, alguns instantes depois, caiu sobre uma cama, distante dois metros da médium.
Enquanto se ouvia a campainha no ar, o Dr. Ascenti, induzido por um de nós, tendo-se colocado por trás de Eusápia, acendeu um fósforo e pôde ver a campainha vibrar sozinha no ar e ir cair sobre o leito, à retaguarda de Eusápia.
O célebre fisiologista acrescenta: Logo que a luz foi acesa e a cadeia rompida, viu-se um grande móvel, que se achava no fundo da alcova, a dois metros de distância, mover-se lentamente para nós, como se fosse impelido por alguém; assemelhava-se bem a um enorme paquiderme, movendo-se lentamente ao nosso lado.
Tratando das suas experiências em companhia de Slade, o astrônomo Zollner (16), depois da relação de diferentes fenômenos, acrescenta:
Inopinadamente, uma cama, colocada no quarto (o de Zollner), por trás de um biombo, transportou-se a dois pés da parede, empurrando o biombo para fora.
Slade conservara-se afastado do leito, ao qual voltava às costas; suas pernas estavam cruzadas e ele era visível a todos.
Estas narrativas mostram-nos como os fenômenos de movimentos de objetos, sem contacto, é há muito tempo observados em todos os países pelos mais eminentes homens. As vezes, as manifestações dessa força, que mantém no ar ou desloca objetos pesados sem intervenção humana, revestem-se de um caráter de grande poder. Citemos ainda o sábio alemão:
Uma segunda sessão organizou-se imediatamente, em minha casa, com os professores Weber, Schreibner e eu. Uma crepitação violenta, tal como a descarga de uma forte bateria de pilhas de Leyde, ouviu-se; voltando-nos bastante alarmados, o biombo acima mencionado separou-se em duas peças; os batentes de madeira, de meia polegada de espessura, estavam partidos de alto a baixo, sem que houvesse contacto visível de Slade com o biombo.
Os pedaços quebrados jaziam a dois pés do médium, e este estava com as costas voltadas para o biombo.
Ficamos todos espantados com esta manifestação inesperada de tão grande força mecânica, e perguntei a Slade o que significava tudo aquilo. Ele respondeu-me que tal fenômeno acontecia às vezes em sua presença.
Eis ainda, sob outra forma, uma verificação dessa mesma força, pelo mesmo investigador:
Uma esfera de metal foi suspensa, por um fio de seda, no interior de um globo de vidro; estando este colocado sobre a mesa, a luz foi projetada de cima, por meio de velas dispostas para esse efeito, e, enquanto os professores Weber, Schreibner e Zollner observavam atentamente, a esfera começou a oscilar e a bater, com intervalos regulares, contra a superfície interior do globo de vidro.
Notemos bem que todas as são feitas por homens de ciência, precauções mais extremas foram toda fraude.
Pode-se ler, no no 2 dos Annales Psychiques, de 1892, a narrativa do Dr. Dariex sobre movimentos de objetos, sem contacto, que se operaram em seu próprio aposento e em condições do mais rigoroso exame.
Ver-se-á como, em um quarto fechado, cujas portas estavam seladas e onde ninguém podia introduzir-se, móveis foram deslocados sem que se pudesse dar alguma razão física a este fenômeno.
Porém, se os testemunhos tão importantes que acabamos de enumerar não bastarem para lançar a convicção na alma do leitor, estamos certos de que o trabalho que mais adiante reproduzimos não encontrará incrédulos, dada a notoriedade e o número dos investigadores.
Eis, com efeito, uma confirmação quase oficial dessa força ainda pouco conhecida; é-nos fornecida pela Sociedade Dialética de Londres (17), cujo relatório passamos a transcrever.

Imagem Postada




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Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.


   xxxxxxxxxxxxx
O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos: eis o verdadeiro saber.   Confúcio




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