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A DECADÊNCIA INTELECTUAL DOS TEMPOS MODERNOS

- - - - - Tempos modernos modernidade

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druida18
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Pesam sobre os corações atribulados da Terra as amargas
apreensões com respeito ao fatalismo da guerra.
E, infelizmente, ninguém poderá calcular a extensão dos
movimentos que se preparam objetivando a luta do porvir.
*
A Europa atual parece guardar a "liderança" da cultura dos
povos.
Todavia, é fácil estabelecer-se um estudo analítico de sua
situação hodierna, de pura decadência intelectual depois das catástrofes de 1914-1918.
As ditaduras européias revivem na atualidade a época
napoleônica na pátria francesa quando, segundo Chateaubriand, tudo respirava o senhor,
homenageava o senhor e vivia para o senhor.
No Velho Mundo, em todos os paises que o constituem, vive-se
o governo e mais nada.
*
O livro, a escola, a oficina, o clube são núcleos de recepção do
pensamento dos maiores ditadores que o mundo há conhecido.
*
A imprensa manietada pelas medidas diaconianas não pode
criar o cooperativismo intelectual das classes e das administrações, obrigada a viver a de
fase união absoluta aos programas que sobrevieram à grande guerra; não podem
produzir à grande guerra; não podem produzir expressões que abranjam a solução dos
enigmas destes tempos novos, coibidos ou trabalhados por leis vexatórias e humilhantes
e vemos pelo mundo inteiro a invasão das forças perversoras da consciência humana.
*
Jornais integrados das doutrinas mais absurdas, falsa educação
pelo rádio que vem complicar sobremaneira a situação e os livros da guerra, a literatura
bélica, inflada de demagogias e de estandartes, de símbolos e de bandeiras incentivando
a separatividade.
*
Qualquer estudioso desses assuntos poderá verificar a verdade
de nossas afirmações.
Os homens, nesta fase de preparações armamentistas vivem
uma época de profunda pobreza intelectual.
*
O porvir há de falar aos pósteros dessas cousas, sem necessitar
que encareçamos essas realidades aos vossos olhos.
O mundo tocou a uma fase evolutiva em que é preciso encarar
de frente a questão da fraternidade humana para resolvê-la com justiça.
*
Os governos fortes, fatores da decadência espiritual dos povos
que guardavam consigo a vanguarda evolutiva do mundo, não podem trazer uma solução
satisfatória aos problemas profundos que vos interessam.
*
Afigura-se-nos que a função das ditaduras é preparar as
reações incendiárias das coletividades.
O que o planeta necessita é de se criar uma nova forma de
justiça econômica entre os povos.
Que se aventem medidas conciliadoras para essa situação de
pauperismo e de alto imperialismo das nações.
*
Os que estudam a política internacional podem resolver grande
parte dos fenômenos que convulsionam quase todos os países, analisando a chamada
questão das matérias primas.
14
Matérias primas querem dizer colônias.
Colônias querem dizer – possibilidades de vida e de expansão.
*
É verdade que na Espanha atual, antes de tudo, reside o
imperativo da dor, redimindo grandes culpados de outrora, constituindo essa dolorosa
situação um dos quadros mais terríveis das provações coletivas, mas não só as ideologias
extremistas ali se combatem, pressagiando um novo organismo político para o mundo.
*
Um dos diretores de um manicômio espanhol asseverava há
pouco tempo que mais de 400 pessoas em um ano tinham procurado refugio, como
loucos, nesse pouso de alienados em virtude das necessidades imperiosas da fome.
A Espanha é pobre de terras.
De cem hectares de terreno, talvez somente uns trinta poderão
oferecer campo propício à agricultura.
Não só a velha península se debate nessas necessidades tão
duras.
A China não está suportando o aumento contínuo de sua
população.
O Japão vem se fortificando para poder nutrir o seu povo.
A Alemanha reclama suas antigas possessões.
A Polônia estuda um projeto de colocar na África ou na América
mais de 10.000.000 de criaturas que a sua possibilidade econômica não está
comportando.
*
Nessas aluviões de protestos ouvem-se os tinidos das armas e
melhor fora que o homem voltasse suas vistas para o campo fraterno, antes da
destruição que se fará consumar.
Seria melhor estudar-se a questão carinhosamente, analisandose
os códigos das medidas imigratórias e que as nações não se deixassem dominar tanto
pelos pruridos de nacionalismo, tentando estabelecer um plano de concessões racionais e
resolvendo-se a questão da troca de produtos ente os países, solucionando-se o enigma
da repartição que a economia política não pode conseguir até hoje, não obstante sua
perfeição técnica no círculo da direção das possibilidades produtoras.
*
O que verificamos é que sem a pratica da fraternidade
verdadeira todos esses movimentos pró-paz são encenações diplomáticas sem um fundo
pratico apesar de suas intenções respeitáveis. Mas... o mundo não se acha à revelia das
leis misericordiosas do Alto e estas, no momento oportuno, saberão opor um dique à
chacina e ao arrasamento.
*
Confiemos nelas, porque os códigos humanos serão sempre
documentos transitórios como o papel em que são arquivados, enquanto não se
associarem parágrafo por parágrafo ao Evangelho de Jesus.

Emmanuel

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Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.


   xxxxxxxxxxxxx
O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos: eis o verdadeiro saber.   Confúcio




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