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O fenômeno do século XX - Francisco Cândido Xavier

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Macili
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O fenômeno do século XX - Francisco Cândido Xavier



"A história é feita de homens-tipo (...) ultrapassam as fronteiras do seu tempo e, como são a síntese do passado,

são igualmente os arautos do futuro (...).
(Do livro Hipnotismo e Mediunidade, O Homem e sua missão, de César Lombroso, edição da Federação Espírita Brasileira.)




Escrever a respeito de Francisco Cândido Xavier, alinhavado com ternura e reconhecimento, é nosso propósito. Dizer algo a respeito desse vulto humano e de sua obra, erguida sobre um pedestal de solidariedade humana, de trabalho e de esforço beneditino, sem outra preocupação que não a de testemunhar-lhe, a exemplo de tantos outros, o nosso reconhecimento e a nossa admiração à beleza cristalina do exemplo de vida e das lições de imortalidade, que nos legou.

Perdoa-nos, querido Amigo, onde estiveres, se ferirmos a tua sensibilidade, falando das virtudes liriais, de correção e nobreza, de tua alma, discorrendo sobre as virtudes do teu coração, vaso de amenidades e de ternura, aberto sem distinção a todos os que batiam à porta, à procura de lenitivo para as crises de alma, sob a "didática severa da dor", certo que, no Plano de Luz em que te encontras, não são ausentes do teu coração, principalmente, aqueles deserdados do mundo.

Todavia, "não tivéssemos uma língua tão pobre na gratidão", procuraríamos, como mereces, sem ferir a tua sensibilidade, registrar, aqui, o testemunho que é possível, na linguagem do coração que todos entendem, perante os frutos imperecíveis de tua realização de alma  e de coração, libertando as conciências do cárcere sombrio da ignorância espiritual, certo que tua vida apostolar foi uma bandeira desfraldada de exemplificação cristã e lúcido entendimento das contingências humanas.

No Universo tudo passa, tudo se esvai, tudo finda, na correnteza da vida, que se renova eterna; ficam, porém, e permanecem acima do tempo - mesclados com a eternidade - indestrutíveis exemplos como os da tua vida, de correção e doçura, de idealidade e tolerância, de modéstia e recato.

"Ainda quando a vida mais não fosse que a urna da saudade, o sacrário da memória dos bons [no dizer de brilhante mestre da palavra e do pensamento], bastava só isto para reputarmos um benefício celeste e cobrirmos de reconhecimento à generosidade. Daquele que nô-la doou; - porém, quando ela nos prodigaliza dádivas como as do teu espírito, não é que lhe devemos duvidar da grandeza a que te acercaste primeiro do que nós", nas lides enobrecedoras de sublimadas realizações espirituais.

Não é possível dissociarmos o trabalho-missão de Francisco Cândido Xavier da obra redentora de Allan Kardec, certo que uma é o desdobramento da outra. É a revelação dentro da Revelação, com inquestionável fidelidade e coerência, "sem atraiçoar-lhe uma vírgula sequer", ao longo de uma jornada de mais de setenta e quatro anos de testemunho inquebrantável, em sintonia com o seu emérito Colaborador Espiritual, Emmanuel, que, ao início de sua caminhada em face do mandato a desempenhar, como delegação do Alto, lhe adverte, num ato de lealdade e responsabilidade, que, se algo lhe viesse aconselhar que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, deveria permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquece-lo.

É oportuno repetir, aqui, as palavras de um eminente pensador, o que é uma verdade irrefragável: "Aquele que se adiante cem anos ou mais aos seus contemporâneos deverá esperar cem anos ou mais para ser compreendido." Nesta contingência se colocam os autênticos desbravadores do futuro, e tu te colocas entre eles, pelos tesouros de ensinamentos que nos legaste, intermediando, com sublimada coerência, dos Planos de Luz.

A presença de Francisco Cândido Xavier, pelo influxo de valores espirituais que mobilizou, representa para o homem moderno, no quadro do seu horizonte evolutivo, um impulso decisivo no sentido de sua destinação espiritual.

Pedimos vênia ao eminente articulista, que abre as páginas de Reformador, para fazer nossas com referência a Francisco Cândido Xavier, pela grandeza do trabalho deste na Seara do Cristo, suas inspiradas palavras, usadas em outra oportunidade: "Ele não pertencia à poeira inumerável das gerações que a circulação eterna da vida traz e varre indistintamente no fluxo e refluxo dos tempos, mas a essa ordem de valores que a Providência Divina evoca entre os homens", como impulso à sua evolução espiritual.

O seu vulto crescerá à medida que o tempo o afastar de nós, pelos caminhos da História. Como instrumento, porém, da Providência Divina, o calor do seu amor, os frutos imperecíveis de sua mediunidade com Jesus, o seu exemplo de fidelidade cristã, se irradiarão por sobre as incertezas de nossas vidas, iluminando os caminhos e derramando sobre os nossos corações o bálsamo das consolações supremas.

A exemplo, porém, dos legítimos colaboradores do progresso humano, não foi, nem poderia ser exceção: provou fundo, ao longo das aflições da romagem, o cálice da amargura, da incompreensão e, como toda a alma verdadeiramente grande, a dor, o sacrifício sem conta "lhe não alterou a brandura da têmpera e a serenidade da atitude", dando na prática, e não apenas em afirmações verbalísticas, lições irrevogáveis e edificantes de "trabalho, solidariedade e tolerância", que lhe resumem toda a plataforma de vida, assimilada do egrégio Codificador do Espiritismo.

Na ordem das coisas, atentemos, este ainda é um determinismo histórico, que só é superado pela tenacidade daquelas almas que trazem no íntimo o calor de um amor feito de renúncias e confiança na Providência Divina e na destinação humana, num superlativo esforço de doação incondicional.

A pletora do Movimento Espírita do Brasil, "com sua exuberância, com o seu viço, com sua seiva", é um sinal irrefragável da predestinação de nossa Pátria para compartilhar da tarefa augusta de redenção planetária, destacando-se como significativo instrumento, para essa missão, o seu movimento editorial de livros espíritas. Essas publicações constituem uma vasta e fecunda literatura, que abrange largamente o domínio da religião, da filosofia, da ciência e da arte, cabendo aos livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, nesse contexto, a primazia, tanto pela substância doutrinária, quanto pela forma, escrita num vernáculo correto, abrangendo a mais de 400 volumes, com milhões de exemplares editados, fato impressionante na história do livro.

Como discípulo singular de Allan Kardec, abriu-nos, Francisco Cândido Xavier, através do Livro Espírita, as portas de ouro de um mundo melhor, descortinando amplos horizontes e nos franqueando as veredas do coração e da inteligência para comungarmos, em sua plenitude com a vida inteira. Daí porque o seu nome é flama, é garantia, é plataforma nos labores do Ideal Espírita.

Francisco Cândido Xavier, ao oferecer-nos as lições sublimadas, colhidas por suas mãos abençoadas nas fontes inexauríveis do Infinito, criou-nos condições para sentirmos invocação como essa que nos faz o aureolado Léon Denis, num livro de doçuras e de belezas inquestionáveis: - "Vamos, pois, pelo futuro além mais longe, para a vida que se renova eterna, pela vida imensa que nos abre um espiritualismo regenerado! Fé do passado, ciências, filosofias, religiões do presente e do porvir, iluminai-vos com uma chama nova; sacudi vossos velhos sudários e as cinzas que os cobrem; escutai as vozes evocativas e reveladoras do túmulo; elas nos trazem uma renovação do pensamento com os segredos do Além, que o homem tem necessidade de conhecer para melhor viver, melhor agir, melhor morrer."

Os agitados na dúvida saberão sentir, na hora de sua maturação, a substância de consolação contida nessa Doutrina que nos irmana, e que, exemplarmente, Francisco Cândido Xavier não procrastinou a hora de servir, e que descortina ao nosso entendimento o amanhecer de um mundo melhor, equacionando o amor infinito, a misericórdia e a justiça divina, em termos de lógica inquestionável e de razão inconfundível.

Depois que, numa obra imperecível de clareza, lógica e rigor, com assentos profeticamente sublimes, Allan Kardec, sob a égide do Cristo, reuniu, para os que têm "olhos de ver e coração de sentir", num corpo granítico de doutrina, os ensinamentos de vida eterna dos Mentores Espirituais da Humanidade - o caminho da libertação das contingências inferiores da vida acha-se aberto a todas as criaturas de boa vontade, nas luzes dessa obra imortal, suplementada, hoje, pelo trabalho apostolar da alma diamantina de Francisco Cândido Xavier, numa doação de labor infatigável, de renúncia, de humildade e de sabedoria.

Toda a vez que, sobre a face da Terra, sucede um acontecimento verdadeiramente excepcional, cujo evento signifique, por isso mesmo, uma mutação construtiva nos destinos da Humanidade, vejamos, com os olhos de ver, com os olhos da alma, nesse fato, a influência sagrada do Cristo-Jesus na organização de todos os surtos positivos da civilização planetária.

Cabe ao Espiritismo, verdadeiro "curso propedêutico para as grandes lições do porvir", no dizer de Humberto de Campos, Espírito, paradigma inquestionável para todos os homens de boa vontade, a missão de lançar as coordenadas fundamentais aos rumos do pensamento diretivo da civilização, no que pese a obstinação da "ignorância da ciência do século" e pela incapacidade de conceber o que é divino, no dizer de Eugênio Nus, contemporâneo de Kardec.



Fonte: O Reformador nº 2.096, novembro/2003, por Ney da Silva Pinheiro.





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