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#1314 Prece que Chico Xavier orava com sua mãe

Postado Macili em 31 maro 2013 - 12:06

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Prece

que Chico Xavier

orava com sua mãe



***



Prece - Canção




Eu vivo contente, feliz a cantar,
Em paz e alegria é o meu caminhar,
Não tenho problemas, nem tenho aflição,
Pois, tenho Jesus em meu coração.




Encontramos na Terra
A nossa escola,
Estudo e trabalho são bênçãos sem fim.
Nas horas difíceis de exames e provas
Eu tenho certeza, Jesus é por mim.




Sigamos em frente, embora os espinhos.
Ouvimos de perto serena voz,
Ninguém retroceda de nossos caminhos,
É o Cristo Divino chamando por nós! . . .





Fonte: Caminhos de Luz




#147 Psicografia no Cemitério

Postado Macili em 19 novembro 2012 - 06:23

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Psicografia no Cemitério



No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.

Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:

"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."


"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."


O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:

"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...

Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sobre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:



ADEUS



O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.



Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...



"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...



- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...




AUTA DE SOUZA
DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário.




#83 Aprendendo com Chico Xavier

Postado Macili em 13 novembro 2012 - 05:44

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Chico Xavier e seus familiares, nos anos 1920



Aprendendo com Chico Xavier



Adelino Silveira



"O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso:

- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me:

- "Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual estou-me formando assistente social.

Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você".

- Mas a senhora vai me abandonar ?

- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse:

- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações... Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha ? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe:

- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe ?

Ela me disse:

- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.

- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.

A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:

- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.

- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente ?

- São os sacrifícios do amor... Até um dia meu filho...

Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar".


(Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP)


#284 Como Chico Xavier começou a estudar e como ele conseguiu seu primeiro emprego?

Postado Macili em 07 dezembro 2012 - 09:27

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Como Chico Xavier começou a estudar e como ele conseguiu seu primeiro emprego?


Resposta: O padre Scarzelli o ajudou, mandando-o trabalhar numa fábrica de tecidos, que estava empregando meninos no período da noite. Seu pai, que já começava uma segunda família (teve no total quinze filhos) pensava que era melhor ter um filho trabalhando, que lhe rendia alguma coisa, do que num hospital, que podia custar alguma coisa. Chico contou sua experiência em seu primeiro emprego:

"Fui trabalhar como tecelão. Entrava às três da tarde, saia à uma da manhã, dormia até as seis, ia para a escola, saia às onze, almoçava, dormia uma hora e entrava de novo na fábrica. O algodão, a poeira do algodão, começou a sujar-me os pulmões, depois de algum tempo, o médico recomendou que eu trocasse de emprego, então fui trabalhar em um armazém".

Chico só pôde ir à escola aos nove anos, e sua segunda mãe, para cuidar de seus filhos, tratou de fazer uma horta, onde contava com a ajuda de Chico. Com o dinheiro da venda das verduras, Chico podia comprar seus cadernos. A professor Rosária Laranjeiras, que era católica fervorosa, começou a se assustar, quando o menino falava dos espíritos que ficavam ao seu lado na sala de aula. Um dia ela sugeriu à classe um tema patriótico como composição. Chico não sabia o que escrever, de repente viu um homem barbado ao seu lado, que disse: "Menino, escreva o que eu disser". E com essa e mais outras "ajudas" espirituais, Chico Xavier ganhou alguns concursos feitos para escolares pela Secretaria de Educação mineira. Na escola, cursou somente até o quarto ano primário. No armazém ficou quatro anos trabalhando como auxiliar de cozinha, balconista e na horta, em seguida entrou para uma repartição do Ministério da Agricultura, começando na limpeza até chegar a escriturário, onde trabalhou durante trinta e dois anos.




Fonte: Chico Xavier Luz e Sabedoria, Editora Escala




#192 Ola muita paz e harmonia bons Amigos e Amigas

Postado druida18 em 23 novembro 2012 - 09:27

Biografia do Autor


    O autor Victor Manuel Pereira de Passos, nasceu em Viana do Castelo, Portugal, em 26 de Dezembro de 1958.Tendo hoje 53 anos.
   Em jovem sempre gostou de desporto e de proteger os outros.
Revolucionário,na politica,pertenceu à FEC , UDP e PCP, mas amigo da verdade ,humildade e razão.
   Estudou apenas até ao ensino secundário, pois as dificuldades da vida , o levaram a ter que trabalhar .
    Sempre, com enorme gosto pela escrita e leitura.
    Entrou para o exercito,e nesse espaço de tempo, já escrevia muitos poemas , dedicados a sua amada e aos seus familiares.
   Em 1980 casou com Albina Maria, amor de sua vida , Mãe de seus lindos filhos, a Marisa e o Vitor Hugo.
   Entrou para o Espiritismo em 1992, após ter perdido o seu ceticismo, pois a necessidade de apoio espiritual, lhe bateu à porta. Desde então, estudioso, foi crescendo, frequentou e membro ativo do Centro Espirita Associação de Beneficiência ABEL, após dois anos e meio , mudou para a Associação Espirita Paz e Amor , onde ainda hoje presta sua atividade Espirita. Palestrante e exercendo vários cargos até ao momento , sendo neste Biénio 2011 a 2113, Presidente da Direção.
    Após se ter reformado dedica-se ao voluntariado ,e presta apoio a várias Instituições; Associação Iris Inclusiva
(Associação de Cegos e Ambliopes);GAF (Gabinete de Apoio à Familia);
Biblioteca Municipal, mais propriamente setor de Leitura Especial ( preparo de Livros de Leitura para Cegos) e Apoio Espiritual Hospitalar
    Escreveu o Livro Sementes da Vida, o qual doou todo o valor da receita para a Instituição Criança Diferente (Associação de crianças deficientes).
Escreveu ainda várias brochuras , uma delas com apoio de jvens duma escola;
Adolescentes e as drogas, depois seguiram-se; Oásis de Luz, Adolescentes e a Família, Reflexões, por ultimo Elucidações Espiritas, tendo mais dois livros a ser trabalhados.
Tem como força maior o amor pela Família e apoio ao próximo.
Administrador de Redes de Apoio ; Socorro à Vida e Amigos da Paz e Fraternidade

http://socorrovida.ning.com/
http://apoiofraterno.ning.com/
Site Farol de Luz - http://www.espirito1...omunidades.net/
Blog dedicado à deficiência - http://criancadiferente.blogspot.pt/
Blog dedicado ao Ambiente - http://visaosustenta...al.blogspot.pt/
Administrador Forum Entendimento Espirita
https://sites.google...mfamiliaeterna/
http://portugalespiritsmo.blogspot.pt/
https://sites.google...clubeamorevida/
http://pessoasnotempo.blogspot.pt/
http://ecodavida.blogspot.pt/
http://associacaoesp...or.blogspot.pt/


#177 Obsessores

Postado Cristiane Mesa em 22 novembro 2012 - 02:20


Existe uma intensa atividade permeando o universo físico e o espiritual. Forças e energias espirituais influenciam a vida dos encarnados, muitas vezes de forma negativa, provocando comportamentos e atitudes negativas, criando uma atmosfera densa de ódio e desespero. Esses espíritos ligados aos vivos e distantes da grande Luz Divina, vivem só para isso. Estamos falando dos obsessores.

- Alex Alprim -

Obsessão: substantivo feminino. 1 - Diacronismo: antigo. 2 - Suposta apresentação repetida do demônio ao espirito. 3 - Apego exagerado a um sentimento ou a uma idéia desarrazoada. 4 - Ação de molestar com pedidos insistentes; impertinência, perseguição, vexação.

Se pudéssemos enxergar o mundo espiritual como vemos o universo físico, perceberíamos um grande número de espíritos passando por nós a todo instante: em nossas casas, no trabalho e nas mais diversas atividades, tanto interagindo como atuando junto ao mundo dos encarnados.

Na Terra, existe um sem número de forças espirituais, e nem todas com "boas intenções". Na verdade - segundo a literatura espírita obtida até os dias atuais por meio de psicografias, mensagens e contatos mediúnicos - o plano de evolução espiritual em que se encontra nosso planeta o leva a ser um local de expiação, no qual se concentra um grande número de espíritos vibrando nas baixas freqüências.

Esses espíritos vivem imersos em correntes energéticas e emocionais de ódio, raiva, egoísmo, amor não-correspondido, entre outras emoções, e estão de tal forma presos ao plano físico que muitos acreditam ainda estar em seus corpos carnais. Assim, vivem próximos das pessoas com as quais um dia conviveram, afastando-se dos planos espirituais mais elevados e atrasando sua reencarnação.

Entre esses espíritos, ainda existem aqueles que têm a consciência de que estão mortos e que não habitam mais um corpo físico; mas como ainda estão presos às vibrações mais baixas do mundo espiritual, realizam ações que visam prejudicar os vivos e atrapalhar ao máximo a vida e a evolução espiritual de suas vítimas encarnadas. Esses espíritos são os que chamamos de obsessores.

A Obsessão Nasce

Eles nascem de diversas formas. Sua sensibilidade à Luz Divina foi embrutecida pelo tempo e por sua natureza moral. Eles ficam estagnados num círculo vicioso e numa obstinação tão intensa que não é raro se esquecerem quando e por que tudo começou.

Na maioria das vezes, estão tão cansados e vivem há tanto tempo nessa condição que não sabem mais como caminhar em direção ao esclarecimento e à Luz de Deus, necessitando assim de toda ajuda que lhes possa ser fornecida.

É fácil para nós imaginarmos o surgimento de tais obsessões pelo caminho do ódio. Afinal, sabemos do que os homens são capazes quando tomados pela raiva descontrolada; mas também surgem obsessões, até mais graves, em virtude do amor. O amor gera correntes que, unidas a outros sentimentos (egoísmo, apego, carência afetiva intensa, falta de auto-estima), podem produzir obsessões.

A revolta, a dor, a raiva, podem mudar a energia do amor; basta que exista um grande apego alimentado por um forte egoísmo, gerado num coração que viva uma grande carência, e teremos um espírito que sentirá uma grande dificuldade de se separar dos entes queridos.

Como o amor e o ódio estão separados por uma barreira quase imperceptível, em algumas oportunidades, imaginamos que um espírito está com ódio, quando, na verdade, ele pode estar escondendo a dor de um amor não correspondido; ou até mesmo pode ser uma entidade que ainda quer manter o apego que tinha em vida, agindo de forma a manter a outra pessoa presa ao círculo de sentimentos que demonstrava quando o espírito estava encarnado.

De todas as formas de obsessão, a gerada pelo amor é a pior de todas, pois aquele que ama sequer pode imaginar ou aceitar que, na verdade, está atrapalhando seus entes queridos. Ele acredita estar ajudando-os, supondo que não poderiam viver sem sua presença e auxílio.

A relação entre o obsessor e suas vítimas é variada e segue por caminhos tortuosos, mas que inevitavelmente levam à degradação física e moral do obsedado, o que, por fim, pode levar à "vitória" do espírito obsessor. Entre as formas conhecidas de obsessão, vamos a seguir analisar as maneiras de ataque.

O Ataque das Trevas

Partindo do que observamos até o momento, percebemos que as obsessões são as ações que influenciam os vivos, estimulando reações e semeando a discórdia e o ódio, nascido da força exercida pelos espíritos inferiores. Eles influenciam maleficamente, como os demônios das histórias bíblicas, e assim como ocorre nessas histórias, as formas do obsessor atuar também são sutis e intangíveis, e só após muito tempo é que se tomam evidentes. Mas podemos dividi-Ias da seguinte forma:

Obsessão Simples

O espírito obsesso por meio da sua vontade, motivado pelos mais diversos sentimentos, exerce uma persistência férrea, tenaz, influenciando em todas as áreas da vida de sua vítima, provocando a ira de pessoas próximas, atrapalhando seus relacionamentos, atuando por meio de sugestões de pensamento que vão contra a forma habitual da vítima agir.

Na maior parte das vezes, com o auxílio da auto-análise e do bom-senso, a vítima afasta esses pensamentos "ruins" e retoma o controle da sua vida. E quando esse tipo de ataque é detectado, cabe ao obsedado confiar no caminho espiritual e fazer sua vida um exemplo de luz e de dedicação pessoal, pois dessa forma afasta a chance de novos ataques. Procurando praticar o bem, ele estará pautando sua vida de acordo com os ditames dos grandes mestres e livrando-se da ação do obsessor.

Fascinação

Esse tipo de obsessão é das mais difíceis de quebrar, isso porque a vítima não acredita que está sob efeito de qualquer força negativa. Na verdade, algumas vezes, ela julga que é a única que não está obsedada, enquanto todos à sua volta estariam.

Nesse caso, o espírito obsessor vai se inserindo discretamente e ganhando espaço na vida do obsedado; como uma planta daninha, vai se enraizando, plantando desconfianças e medos, manias e desejos, até o ponto em que se instala definitivamente. A pessoa estará de tal forma envolvida que quase se forma uma simbiose psíquica que, caso se concretize, tomará ainda mais complexa a situação.

Nesse caso, o bom senso e a autocrítica se esvaem e a pessoa precisa de uma intensa ajuda espiritual, do mais alto nível, para superar o assédio dessa força maligna. Às vezes, a obsessão leva a delírios nos quais o obsedado acredita ser uma pessoa com uma "missão divina", e pode até perder a razão, tornando-se um esquizofrênico, afastando-se do convívio social e, com o tempo, precisando de ajuda psiquiátrica.

Subjugação

É uma forma de obsessão na qual a vítima encarnada está sob domínio completo de uma força desencarnada. Quando esse tipo de obsessão ocorre, vemos a pessoa apática como se estivesse sonâmbula, tendo vontades que estão em desacordo com sua personalidade, e até afastando pessoas próximas que a critiquem ou que questionem suas "novas" atitudes.

O espírito obsessor não toma o lugar do espírito encarnado no corpo do obsedado. O que ocorre é uma supressão da vontade da vítima, por meio da supremacia da vontade do obsessor. Embora seja facilmente detectável, a sua cura exige uma mudança vibracional no obsedado, o que envolve uma grande disciplina moral e a aproximação aos ensinamentos e dogmas da Doutrina Espírita, de forma que leve o espírito obsessor a compreender sua falta e buscar o caminho da Luz Divina.

Auto-Obsessão

Mas ainda existem aqueles que, mesmo desencarnados, estão obsedados; e o pior, por eles mesmos. Tais espíritos acreditam serem pessoas sem valor e não se perdoam pelos" erros" que acreditam terem cometido em vida.

Eles acham que jamais poderão receber a Luz Divina e reingressar na via reencarnatória, pois estão presos a uma neurose espiritual tão intensa que os cega a tudo à sua volta. Em grande parte das vezes, infligem a si mesmos os mais diversos castigos e, mesmo quando recebem a ajuda de outros espíritos e das almas iluminadas, eles argumentam que seus crimes são imperdoáveis e anseiam por "castigos" que possam "purificá-los". Vivem acreditando que são indignos de qualquer perdão.

Mas a Luz Cura

Não existe como tratar a obsessão sem o apoio e o interesse de todas as pessoas envolvidas no caso. É necessário o envolvimento espiritual e pessoal para que tanto o obsessor quanto o obsedado se vejam livres das amarras que os prendem, de forma a alcançarem a luz e a liberdade.

Como a obsessão é um processo com profundas raízes espirituais, é preciso tomar cuidado e não agir solitariamente para debelar o problema. É sempre necessária a presença de um grupo considerável de médiuns, e o tratamento deve ser feito de preferência em um centro espírita ou outro local especializado nas práticas de curas espirituais.

A reunião para tratar tais casos tem características específicas, pois todos os esforços devem ser coordenados e deve-se agir com um grande senso de solidariedade e compaixão. Antes de começar o trabalho, é necessário definir o foco que será seguido, e todos deverão exercitar sua força de vontade de forma a que formem um só feixe de energia e de Luz Divina. O obsedado deverá ser assistido com práticas espirituais diárias, que sejam instrutivas e que lhe dêem um forte alicerce. Além disso, deverá praticar atos sadios e desenvolver novamente a sua força de vontade, quebrando as amarras e correntes que foram forjadas no universo espiritual.

A prece, mesmo que seja uma oração pessoal e singela, é de grande valor na prática da cura da obsessão. Ela deve ser acompanhada por meditações e pelo aprofundamento da vítima nos assuntos espirituais, pois isso lhe dará os recursos necessários para ir além e renascer para uma vida plena e livre das vontades obsessoras.

Deve ser dada igualmente uma especial atenção ao ambiente e ao lar do obsedado, o qual deve ser limpo das manifestações dos espíritos baixos, pois eles se manifestam com mais facilidade em ambientes sujos, malcuidados e com grande quantidade de energia negativa estagnada. Para melhorar esses ambientes é preciso livrar-se de plantas velhas e doentes, de coisas quebradas, e deixar o ar ventilar em todos os cômodos, além de sempre fazer orações e preces em todos os locais da casa onde se sinta a presença de forças obsessoras.

A família é uma grande chave para a cura da obsessão. É ela que toma possível a recuperação do obsedado, que fortalece a vítima por meio da infinita energia do amor e lhe dá a chance de recuperar o controle sobre sua vida. Recomenda-se a todos seguirem a prática espiritual da prece e a leitura de material espiritual inspira dor. Dessa forma, cria-se uma corrente fluí dica positiva em torno de todos, gerando a elevação da freqüência vibracional dos espíritos em volta das pessoas que estão imersas na situação; assim, elas recebem cada vez mais força e energia desses espíritos iluminados, gerando um círculo virtuoso e próspero de amor e luz.

O processo obsessivo possui sempre raízes profundas, e a melhora do estado obsessivo varia em cada caso. Algumas vezes, não notamos sinais de melhora, pois cremos que tudo deve ser instantâneo, como se fosse um remédio engolido às pressas para uma dor de cabeça. Depois, quando se vê que a cura demandará semanas, e não dias, abandonam-se as práticas e surge a descrença quanto à eficácia da cura, buscando outros recursos para se ver livre do obsessor. Mas, não raro, tais caminhos apenas levam a mais dor e problemas.

A perseverança é a ferramenta principal para a libertação do obsedado, e ela é necessária para seguir o tratamento e atingir os objetivos e metas da plenitude, da paz e da liberdade. A Bondade Divina atende a todos mediante o empenho de cada pessoa, que ela comunica ao universo, por meio de suas ações e dedicação, os caminhos e "atalhos" que lhe surgem à frente.

Além do que vimos anteriormente, existe uma ferramenta que é um dos recursos heróicos no combate à obsessão: é a chamada sessão de desobsessão. Essa sessão deve ser usada em casos extremos, quando tudo já foi tentado sem resultado e, pelos caminhos da humildade e da fé, mostra-se necessário ajudar alguém que sofre de tal mal.

Para tal é necessária a presença de um grupo de médiuns seguros, que exercitem a doutrina em todos os instantes de sua vida. Para o sucesso da sessão é preciso a tutela de um orientador que possua grande autoridade e uma intensa força de vontade, inabalável crença na Força Divina, a fim de se dirigir aos espíritos obsessores. Ele deve ser conhecedor do assunto, com prática e facilidade para expor a doutrina, e suas ações devem sempre ser o reflexo de suas palavras, não agindo com hipocrisia e tampouco se deixando levar pelo orgulho, pois ambas se tornam fissuras que prejudicam o trabalho espiritual da desobsessão.

Durante a sessão, ele deve agir procurando orientar, ensinar e esclarecer o obsessor quanto aos males que está praticando. Enquanto isso, todos os médiuns deverão se unir em um só coro espiritual de luz e oração.

Nessas reuniões - que devem ser feitas com um extremo cuidado e com preparo consciente por parte de todos - o obsedado não deverá estar presente, ficando em sua casa em meio a preces, leituras ou meditação, para auxiliar o trabalho. E a sessão deverá ser repetida ou retomada enquanto for necessário.

Concluída a conversão do obsessor, o ex-obsedado deve ser esclarecido quanto à necessidade de modificar os padrões de vida que o levaram àquela situação. Deve ser dito a ele tudo o que fez e que provocou tamanho caos. Não devemos poupar a pessoa, seja por sua sensibilidade ou por questões pessoais, pois assim estaríamos impedindo-a de crescer e evoluir espiritualmente.

Para evitar uma recaída, ele também deverá manter a disciplina desenvolvida durante a desobsessão, reforçando as suas defesas morais e espirituais, não deixando de tomar cuidado com suas ações e palavras, a fim de enriquecer sua vida espiritual e deixar as baixas vibrações para trás.



#130 Primeiro fato inexplicável

Postado Macili em 18 novembro 2012 - 04:56

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Escola onde, entre 1919 e 1923, Chico completou o primário.




Primeiro fato inexplicável




Os espíritos continuavam a aparecerem e enviar mensagens por Chico, mas ele receava ser rotulado de louco se comentasse com alguém as conversas que mantinha com "almas do outro mundo”, embora percebesse o que se passava à sua volta e à sua revelia, não sabia explicar como os fenômenos se davam, inclusive no período de quatro únicos anos de instrução primária que recebeu.

Conta o próprio Chico, que em 1922, no primeiro centenário da independência do Brasil, todos os alunos tiveram que apresentar uma dissertação sobre a data, e momentos antes de começar a dissertação Chico viu um homem ao seu lado ditando o que deveria escrever, assustado foi falar com a professora que o aconselhou a escrever o que ouvira, tranqüilizando-o: "Ninguém lhe disse nada. O que você ouviu veio de sua própria cabeça". Esse trabalho rendeu ao garoto Chico a sua primeira Menção Honrosa.



*Trecho da "Pequena Biografia de Chico", do Site "Portal do Espiritismo"


#858 O "outro lado" do trabalho mediúnico de Chico Xavier

Postado Macili em 17 fevereiro 2013 - 01:23

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O “OUTRO LADO” DO TRABALHO MEDIÚNICO DE CHICO XAVIER



“Entre os dias 27 a 30 de julho de 1984 fui a Uberaba (MG), em companhia de um casal amigo. Já havia contatado, através de cartas, com o nosso querido irmão Chico Xavier e com ele marcamos uma entrevista, a fim de tratarmos do meu novo livro (Testemunhos de Chico Xavier), então em andamento.

As reuniões do Grupo Espírita da Prece transcorreram com os habituais trabalhos, mas a cada semana revestem-se de especial emoção sob as injunções dos dramas que envolvem muitos dos presentes.

No sábado, a presença do orador e médium Divaldo Franco, também um amigo muito querido, e a da Federação Espírita Brasileira (que juntamente com Divaldo regressavam do Curso Internacional de Preparação de Evangelizadores Espíritas da Infância e da Juventude, realizado em Brasília nos dias 22 a 26 de julho), entre os quais o nosso estimado amigo Nestor João Masotti (Vice-Presidente da USE-SP), trouxeram à reunião um clima de verdadeira festa espiritual.

Chico Xavier psicografou por mais de três horas e recebeu oito cartas de espíritos recém-desencarnados para os familiares presentes. Psicografou também cerca de doze trovas de poetas diferentes. Entre essas, uma assinada por antigo militante espírita de Salvador, conhecido por Tio Juca, e dedicada a Divaldo. O médium baiano psicografou duas cartas de jovens e uma mensagem de Amélia Rodrigues.

Após a entrevista com Chico Xavier, realizada no domingo, retornamos a Juiz de Fora, plenamente felizes pelos resultados alcançados, acima de nossas expectativas.

Dois dias depois, comparecemos à nossa habi­tual sessão mediúnica no C. E. Ivon Costa. Já quase ao final da reunião notamos a aproximação de uma entidade cuja presença captamos por diversas vezes antes de nossa ida a Uberaba. É preciso esclarecer que por quase três meses estivemos preparando o material que levaríamos para a apreciação de Chico Xavier. Durante esse tempo, vez por outra, nos sen­timos assediados por alguns espíritos, que tentavam de todas as maneiras afastar-nos dos objetivos programados. Nas últimas semanas o assédio intensificou-se e várias foram as situações difíceis que tivemos de contornar e superar. Alertados pelos Benfeitores espirituais, esforçamo-nos por nos man­ter vigilantes e equilibrados, escorando-nos princi­palmente no trabalho da Doutrina e na oração.

Identificamos o espírito como o líder da equipe que nos vigiava atentamente. Mas o notamos trans­formado. Já não era o mesmo. Ele e seus quatro com­panheiros nos rodeavam, denotando, porém, que algo inusitado acontecera.

- Estou aqui, disse ele, com voz emocionada, para narrar-lhes o que nos sucedeu. Fomos designados para impedir a viagem destes três (com um gesto designou-me e ao casal). A ordem era: “Eles não devem viajar. Pretendem levar com eles alguma coisa que não deve chegar ao seu destino. Pertur­bem. Atrapalhem. Impeçam.” Foi o que tentamos fa­zer, preparando ciladas e ocasionando confusões. Contudo, o nosso aborrecimento era grande, pois, apesar das tentativas, alguma coisa mais forte os ajudava a vencer os obstáculos que criávamos... Contrariados e até revoltados éramos obrigados a acompanhá-los a reuniões durante toda a semana, parecendo-nos que não faziam outra coisa senão cuidar “desse tal” de Espiritismo. Hoje, digo isto envergonhado. Temos vergonha do mal que desejamos a todos os que estão nesta sala. Não fossem aqueles que os protegem - que reconhecemos mais fortes que nós - e muita coisa poderia ter acontecido.

Chegou finalmente o dia da viagem. Fomos com eles. Ficaram num lugar que nos pareceu muito esquisito. Era reunião, preces e as tais leituras todo o dia. Também escreviam muito; entretanto só os víamos de longe, na maioria das vezes, porque cercas elétricas nos impediam a aproximação. As coisas começaram a mudar para nós. Estávamos desanimados e não víamos mais finalidade alguma no nosso trabalho. Forças estranhas nos imantavam às preces que faziam e a eles próprios. No dia marcado, eles foram à cidade e nós os acompanhamos ansiosos por saber, afinal de contas, o que é que eles tanto esperavam.

- Para eles o trânsito por lá estava livre. Para nós houve sérias dificuldades. Ao chegarmos ao local ha­via grande multidão de “vivos”, mas uma outra bem maior de “mortos”. No nosso plano, muitos guardas cercavam a casa que irradiava uma luz muito for­te. Tudo era profusamente iluminado. A claridade era tanta que o alarido entre os nossos cessou por completo. O ambiente transmitia-nos uma sensação de grandiosidade que não sei explicar, embora o local humilde e simples na esfera física, o que nos tornou respeitosos. Em meio à multidão espiritual que se acotovelava, em largo trecho nas cercanias da casa, numa distância equivalente à da claridade projetada, aos poucos sentimos que havia um lugar para nós, para onde fomos conduzidos.

Eu me esquecera de tudo: dos chefes e dos obje­tivos. Outras preocupações me dominavam. Nos últimos dias, inexplicavelmente, passei a me lembrar de casa, principalmente do meu filho, que havia morrido há quase 40 anos, quando contava apenas nove anos de idade. Foi um desastre de caminhão. Eu dirigia, e meu filho quis ir comigo. Fiz-lhe a von­tade, sem saber que seria a última. Em certo trecho da estrada o caminhão desgovernado caiu numa ri­banceira. Eu me salvei, mas meu menino morreu na hora. O desespero tomou conta de mim. Julgava-me culpado. Revoltado, passei a odiar o mundo, no qual me perdi. Nunca soube dele do lado de cá. Tornei-me descrente de Deus e da vida.

O movimento no plano físico cresceu - prosse­guiu ele - e me interessei em acompanhar os fatos. Coisas estranhas estavam acontecendo. Vi um homem sentado, escrevendo. Escrevia, escrevia muito. Repa­rei que em torno dele as luzes eram bem mais fortes e que atrás de sua cadeira havia uma espécie de fila, formada em sua maioria por jovens. Fui compreen­dendo que eles escreviam cartas para os parentes da Terra, pelas mãos daquele homem que vocês chamam de médium, que eram recebidas pelos parentes emocionados.

- Meu Deus, pensei, o que e isto? E o nome de Deus surgiu em meus lábios como um grito brotado do coração. Eu também perdi meu filho e não sei onde ele está, embora eu esteja no mesmo plano que ele. Por quê? Por que ele morreu assim?

Olhei meus companheiros. Como eu, observavam emocionados as cenas. Cada um de nós havia per­dido alguém muito amado. Um deles me falara da filha, doente desde pequena e que morreu na primeira infância. O tempo passava. Sei que amanheceu e anoiteceu de novo. Já era outro dia e aquele homem escrevia ainda. Eu também queria uma carta. Uma notícia. Sem saber como, me vi igualmente numa fila, formada ao lado. Fui atendido por um dos que protegem aquele homem. Contei a minha historia. Pedi notícias do filho querido. Para minha surpresa recebi uma folha de papel. Era uma carta dele! In­descritível foi a minha emoção. Falava de nós, de nossa casa e da nossa vida. E me disse em certo trecho: - “Papai, eu estou ao seu lado. O senhor não me vê porque escolheu o lado errado. Mude de vida, papai, e o senhor me encontrará!”. E havia tal ter­nura em suas palavras que ao lê-las tive a impressão de ouvir a sua voz e de que ele estava perto de mim. Não pensei em mais nada. Segurei a folha junto ao coração e ela era como um pedaço de luz em minhas mãos. Juntei-me aos companheiros que, como eu, foram contemplados com notícias e orientações sobre como proceder dali em diante.

Compreendemos então a imperiosa necessidade de vir até aqui narrar-lhes essas ocorrências. E dizer-lhes que estamos enfraquecidos agora, mas felizes e desejosos de encontrar esse novo caminho que nos leve mais depressa para junto dos entes queridos.

Calou-se a entidade. Sua emoção contagiara a todos. O doutrinador, comovido, dirigiu-lhe palavras de estímulo e conforto. Antes de se retirar, o espíri­to ainda disse:

- Hoje eu agradeço a vocês por nos terem levado até aquele homem - aquele homem-luz - que todos chamam por Chico. Era este o nome repetido por quantos estavam ali, num plano e no outro, e lhe pediam vez para escrever. Graças a ele, ao trabalho dele, nós cinco recebemos essas notícias e compreendemos o erro em que vivemos até agora.

Ainda não sei da minha vida daqui pra frente, mas meu filho disse que eu rogasse a Jesus, para recebermos ajuda. Peço-lhes que façam isso por nós, que nos ensinem a orar.

O doutrinador fez sentida prece e a entidade retirou-se.

A comunicação deixou-nos pensativos. Ela nos desvendou uma pequena parte do imenso labor espiritual que se desenvolve tendo como figura central o nosso querido Chico Xavier. Ficamos imaginando a grandeza e complexidade dessas atividades, que na nossa acanhada percepção mal conseguimos entre ver ou adivinhar.

Pensamos em Chico Xavier e nos seus mais de 50 anos de trabalho constante no campo da mediunidade com Jesus, a serviço da Doutrina Espírita. Quantas almas, quantos corações foram tocados pela sua bondade e abnegação? Quantas criaturas foram orientadas e se renovaram interiormente graças ao seu exemplo, aos livros e páginas por ele psicografadas? Quantos espíritos desorientados, sofredores, cristalizados no erro, receberam amparo, ajuda, consolo e esclarecimento em função de sua atividade constante?

A grandeza desse trabalho é imensurável. No silêncio da reunião que se findava, agradeci a Jesus por termos entre nós alguém como Chico Xavier e roguei ao Mestre que o envolva em bênçãos e o sus­tente na sua edificante caminhada.”


(Reformador, Novembro 1984.)



(Texto extraído do livro “Dimensões Espirituais do Centro Espírita”

da autora Suely Caldas Schubert, Editora FEB.)




#739 Apresentação

Postado Marden em 01 fevereiro 2013 - 10:48

Olá Companheiro(a)s de jornada e de ideal!
Estou muito feliz por estar aqui entre vocês pois conheço um pouco das suas maneiras de pensar através dos posts em outros locais.
Que a paz do Mestre Jesus esteja dentro de todos nós!
Marden.


#337 Passando pela Terra

Postado Dothy em 17 dezembro 2012 - 09:26

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Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espírito ainda vinculados
à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
Não te lamentes.
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.
Auxilia aos outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo
as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra,
a caminho da Vida Maior.
Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo
que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

Francisco Cândido Xavier




#308 Prece

Postado Macili em 12 dezembro 2012 - 08:17

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Prece



Louvado sejas, Senhor,

Na glória do Lar Celeste,

Pelos bens que nos trouxeste,

No Evangelho redentor.

Na tarefa renovada

Que o teu olhas nos consente,

De espírito reverente,

Clamamos por teu amor.




Pobres cegos que fugimos

Da luz a que nos elevas,

Nossa oração rompe as trevas,

Escuta-nos, Mestre, e vem...

Retifica-nos o passo

Para a estrada corrigida,

Sustentando-nos a vida,

Na força do Eterno Bem.




Dá-nos, Jesus, tua bênção,

Que nos consola e levanta...

Que a tua doutrina santa

Vibre pura e viva em nós!

Faze, Senhor, que nós todos,

Na caminhada incessante,

Cada dia, cada instante,

Possamos ouvir-te a voz.




Ampara-nos a esperança,

Socorre-nos a pobreza,

Liberta nossa alma presa

Do erro e da imperfeição!...

Mestre excelso da verdade,

Hoje e sempre, em toda parte,

Ensina-nos a guardar-te,

No templo do coração.



(José Silvério Horta)

Obra: Antalogia dos Imortais, por Chico Xavier e Waldo Vieira




#3049 Recordações da Vida de Chico Xavier

Postado Macili em 26 dezembro 2013 - 05:12

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Recordações da Vida de Chico Xavier




Mensagem em italiano, ditada por Emmanuel, em fevereiro de 1933, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, que não havia ainda completado 23 anos de idade, caixeirinho humilde do seu “Zé Felizardo”.


Buona Salute. Mi allegro de potervi parlare, ma prima di tutto deggio ringrazziare a Dio, lasciandovi anche i miei sentimenti amichevoli tropo sinceri.Pernonnatemi si vi tengo come miel fideli amici. Mi chiamo Emmanuel, ma io non era figlio d`Italia. Sono vostro amico vecchio. (-)

Tradução deste trecho e do restante, que deixamos de transcrever,  pela Sra. Marina Leite Denardi, professora e tradutora em Araras, SP:


Boa saúde. Estou contente por poder falar com vocês, mas antes de tudo devo agradecer a Deus, deixando também os meus sentimentos amigáveis, muito sinceros. Desculpem se lhes considero como meus amigos fiéis. Chamo-me Emmanuel, mas não sou filho da Itália. Sou um velho amigo de vocês
Precisaria disto para saberem que estamos com vocês? Porque, como já não somos mais prisioneiros da Terra, não precisamos da linguagem humana. Nossa língua é o pensamento. Alguém disse a vocês que tais manifestações espíritas são úteis para conduzir à crença os seus irmãos que ainda não crêem. Mas me desiludi. Mesmo com uma prova não acreditariam. Os homens se sentem sábios com a pequena ciência ou com religiões dogmáticas.


É preciso entender os seus deveres. O trabalho de Francisco (Cândido Xavier) foi determinado; quero somente demonstrar que a Imortalidade é a verdade; não precisamos de cores ou adjetivos para ilustrá-la. Esperem com paciência. Conservem nas suas almas as flores da esperança; para muito dos seus sonhos o orgulho é tudo. Para eles chega a luz pelos caminhos das grandes dores. Atrás do pranto está a luz que clareia os seus conhecimentos. Lembrem-se de que os alunos e as crianças obedecem aos seus professores. Ontem vocês eram ruins, hoje são melhores e amanhã serão bons.
Adeus, não esqueçam jamais os seus deveres. Que Deus seja louvado. Hoje e sempre, seu amigo e irmão pequeno e pobre, Emmanuel.Os exemplos, geralmente, são melhores do que palavras.”




Reportagens reproduzidos do jornal O Globo, inseridas no livro Notáveis Reportagens com Chico Xavier,organização de Hércio Marcos Cintra Arantes,

edição do Instituto de Difusão Espírita, de Araras, SP – http://www.ide.org.br

Copiado do jornal espírita “A Luz do Evangelho”




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#292 Quais eram os problemas físicos que acometiam Chico Xavier e por que ele se m...

Postado Macili em 09 dezembro 2012 - 05:31

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Quais eram os problemas físicos que acometiam Chico Xavier e por que ele se mudou para a cidade de Uberaba?


Resposta: Chico Xavier era uma figura magra, usava óculos escuros cobrindo os olhos e uma peruca de cabelos lisos, repartidos de lado. Nos últimos anos de vida ele passou a usar um boné. Um corpo frágil e acometido durante toda a sua vida por várias doenças.

Quando era criança, sofreu uma moléstia depele, foi operado do calcanhar, onde cresceu um tumor, sofreu dos dez aos quinze anos de coreia ou "mal de São Guido". Seus olhos tinham graves problemas: estrabismo na vista direita e deslocamento do cristalino na esquerda, sujeito a constantes sangramentos, obrigando-o desde os 21 anos a usar óculos escuros.

Em 1969 o grande médium Zé Arigó se propôs a operar os olhos de Chico, mas ele recusou, dizendo que: "A doença é uma provação dos espíritos que devo suportar". E sobre a doença, Chico dizia ainda que eram uma benção, pois: "... a moléstia controla os meus impulsos, auxiliando, como o freio auxilia o animal na domesticação necessária. Para não olhar o que não deve olhar, não ter ambição de possuir isso e aquilo".

Em 1951 sofre uma crise de hérnia estrangulada, sendo internado no hospital São João Batista de Pedro Leopoldo, onde foi operado. Por conselho médico, transfere-se para Uberaba, em janeiro de 1959, melhorando da hérnia e também da labirintite que o acometia.

A mudança para Uberaba tinha outras versões. Uma delas era, segundo Chico: "... transferindo-me para Uberaba em 1959, para que houvesse tranquilidade para meus familiares, que não tinham culpa de eu haver nascido médium". Existe outra versão, segundo a qual uma senhora quis deixar uma herança de uma fazenda, que valia dois milhões de cruzeiros na época. Chico não queria aceitar de jeito nenhum, mas as pessoas do Centro pressionaram de tal forma, que um dia ele acabou dizendo: "Está bem, então eu aceito a herança, passo-a para vocês e saio daqui". E foi trabalhar no bairro Aeroporto de Uberaba.



Fonte: Chico Xavier Luz & Sabedoria - Editora Escala




#2620 Prece por uma nova semana

Postado Macili em 22 julho 2013 - 02:52

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Prece por uma nova semana




Senhor!... Inicio uma nova semana e para ela peço a sua bênção e o seu cuidado!

No correr dos dias, múltiplas situações estarão se desenrolando perante minha vida, aguardando-me a reação... Sei que posso, se movido por bons sentimentos, engrandecer, construir e realizar infinitamente para o bem, meu e de meus semelhantes... Mas sei também que, se permitir que sentimentos inferiores nortearem meus atos, posso contrair dívidas dolorosas para com a Tua Justiça, e as quais me serão cobradas indubitavelmente mais dia, menos dia!...

Se eu prestar atenção aos Teus sinais, Senhor, sinais que deixas amorosamente no caminho dos filhos, posso fazer o melhor nesta semana. Na vida de tantos irmãos que estarão em contato comigo, posso ser o exemplo que engrandece, o gesto que salva, a palavra que cura, o carinho que eleva... Posso ser o mensageiro do amor, o portador da notícia alegre, o dono da presença feliz, posso ser o sorriso, a esperança, o amanhã, posso ser Tu, estendendo a mão àqueles que Te necessitam, em teu nome!...

Posso realizar incontavelmente no campo do Bem, Senhor, basta eu querer.

Por isso, peço a tua bênção para que eu realize presentemente ao menos um pouco do muito que eu sei que posso realizar, no terreno da melhoria e da dignidade, para que a minha própria vida seja cada vez mais digna e melhor!



Assim seja!

André Luiz



#218 Ação e reação

Postado Dothy em 27 novembro 2012 - 10:14

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#179 Reencarnação ,lembranças ,Vidas Passadas!

Postado Cristiane Mesa em 22 novembro 2012 - 02:36

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maio
2005


Reencarnação: Memórias de outras vidas

O conceito de reencarnação está impregnado de fé e misticismo. Mas a multiplicação de relatos impressionantes de lembranças e marcas de supostas vidas passadas atrai cada vez mais o interesse da ciência



Em uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos, a Universidade de Virgínia, pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se há décadas a desafiar os céticos. Ali são estudados, entre outros casos que ultrapassam os contornos da ciência convencional, relatos sobre reencarnação, muitos deles submetidos à checagem. Resultados conclusivos não há, mas eles são, no mínimo, intrigantes. À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.
Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.
Mas o que leva esse renomado médico, com mais de 60 anos de carreira, e tantos outros pesquisadores a encararem a reencarnação como uma hipótese válida?
Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.

Recordações de mãe
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.
Assim como esse, há milhares de outros episódios intrigantes, alguns mais e outros menos verificáveis. Somente na Universidade da Virgínia há registros de mais de 2500 casos desse gênero. Acontece que, para a ciência, a ocorrência de casos isolados, ainda que numerosos, não prova nada. Os céticos atribuem essas histórias a fraudes, coincidências ou auto-induções às vezes bem intencionadas.
Mas, embora a ciência duvide da reencarnação, a humanidade convive com a crença nela faz tempo. De acordo com algumas versões, o conceito de reencarnação chegou ao Ocidente pelas mãos do matemático grego Pitágoras. Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais. O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia da PUC de São Paulo. Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente, com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”, diz Altmeier. A idéia, porém, não deixou traços – pelo menos não com a mesma força – nas três religiões surgidas de Abraão: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se manifestavam com o mundo dos vivos. Kardec escreveu uma série de livros sobre as experiências mediúnicas que observou e, tendo como base a idéia da reencarnação, fundou a doutrina espírita. Para os espíritas, reencarnação é um ponto pacífico. Mas muitos deles preferem dar crédito a relatos embasados no cientificismo. “Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.

Terapias e evidências
Nas aulas que dá na federação sobre espiritismo e ciência, Lisso – que é autor de três livros – se baseia, sobretudo, nas pesquisas feitas por universidades estrangeiras, que considera mais confiáveis. Lisso diz que já perdeu as contas das vezes que ouviu pessoas lhe dizendo que tinham lembranças de outras vidas, algumas, talvez, por meio das chamadas terapias de vidas passadas. “Terapias, por si só, não provam nada”, diz Lisso, referindo-se a uma prática que supostamente leva a pessoa a escarafunchar memórias tão remotas quanto as de duas, três encarnações anteriores. Os espíritas não recomendam a experiência. “Até os anos 50, flashes ou outras manifestações eram considerados distúrbios mentais”, diz Lisso. Com o tempo, ganhou eco a explicação de que muitos desses sintomas poderiam ser evidências de existências passadas.
No Brasil, um dos poucos que seguiram a linha da investigação mais científica foi Hernani Guimarães Andrade, que morreu há quase dois anos. Autor de diversos livros, entre eles Reencarnações no Brasil (O Clarim, sem data), Andrade conta o caso de uma menina paulistana, identificada apenas como Simone. Nos anos 60, quando tinha então pouco mais de 1 ano, ela começou a pronunciar palavras em italiano, sem que ninguém a tivesse ensinado. Passou também a relatar lembranças que remontavam à Segunda Guerra Mundial. Seu relato era tão vívido que familiares se renderam à idéia de que fragmentos de uma encarnação passada ainda pairavam em sua mente. A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte. As recordações pararam de jorrar quando a menina tinha por volta de 3 anos.
Mas as supostas memórias de crianças como Simone e Swarnlata não são os únicos sinais que chamam a atenção dos estudiosos. Em várias universidades ao redor do mundo, os pesquisadores passaram a examinar também marcas de nascença – associadas a lembranças – como possíveis evidências de reencarnação. O mesmo Stevenson reuniu um punhado desses casos num estudo divulgado em 1992. Segundo o levantamento feito com 210 crianças que alegavam ter lembranças de outras vidas, cerca de 35% apresentavam marcas de nascimento na pele. Em 49 casos, foi possível obter um documento médico, geralmente um laudo de necropsia, das pessoas que as crianças haviam supostamente sido em outra encarnação. A correspondência entre o ferimento que causara a morte e a marca de nascença foi considerada, no mínimo, satisfatória em 43 casos (88%), segundo Stevenson.
Um exemplo citado por ele é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito. Essa menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada no alto do abdome. A marca correspondia à incisão cirúrgica da tia. Stevenson recorre a uma frase do escritor francês Stendhal para se referir a casos de memórias e de marcas que, às vezes, podem passar despercebidos: “Originalidade e verdade são encontradas somente nos detalhes”.


Tinta fresca

Para pesquisador, há fortes indícios de que muitas crianças conseguem se lembrar de suas vidas anteriores

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Tem especial interesse por casos de crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas. Nestaentrevista, concedida por e-mail à SUPER, Tucker fala das características mais freqüentes desses relatos e de fatos que mais o impressionaram.

Quantos casos de crianças que alegam lembrar de vidas passadas o senhor já observou?
Temos mais de 2 500 casos registrados em nossos arquivos. Eu, pessoalmente, vi vários.

Quais são as principais características desses casos?
Os casos geralmente envolvem crianças pequenas que dizem se lembrar de uma vida passada. Elas podem descrever a vida de um membro falecido da família ou um amigo da família ou podem descrever a vida de um estranho num outro local. Outros fatos incluem marcas de nascença que combinam com os ferimentos no corpo da pessoa falecida e comportamentos que parecem ligados à vida anterior.

Há uma explicação para o fato de as lembranças ocorrerem principalmente durante a infância?
As crianças começam a fazer seus relatos numa idade precoce, logo que começam a falar. Isso faz sentido, porque parecem ser memórias que elas carregam consigo desde a vida anterior.

Quais tipos de evidências mais impressionaram o senhor?
Ainda acho que a mais forte evidência envolve declarações documentadas que alguma criança tenha feito e que se provaram verdadeiras em relação a uma pessoa que viveu a uma distância significativa. O dr. Jünger Keil (pesquisador da Universidade de Tasmânia, na Austrália) investigou um caso na Turquia no qual um garoto deu muitos detalhes sobre um homem que tinha vivido a 850 quilômetros e morrido 50 anos antes de o menino ter nascido.

Como médico, o senhor considera possível explicar esses relatos de uma perspectiva científica?Nenhum desses casos é “prova” da reencarnação, e um cético pode sempre encontrar um ponto fraco em um caso ou, como objetivo de desacreditá-lo, em qualquer estudo médico. Entretanto, como um todo, os casos mais significativos constituem um forte argumento de que algumas crianças parecem, sim, possuir memórias de vidas anteriores.



#1765 Apoio Espiritual

Postado Macili em 03 maio 2013 - 05:08

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Apoio Espiritual





Compartilhamos, em nome da beneficência, de recursos vários, como sejam - a moeda e o agasalho, o teto e a mesa.

Uma dádiva, porém, existe de que todos necessitamos no câmbio da fraternidade: a dádiva do encorajamento.

Admitamos, de modo geral, que os únicos irmãos baldos de força são aqueles que tropeçam nas veredas da extrema penúria física; no entanto, em matéria de abatimento moral, surpreendemos, em cada lance da estrada, legiões de companheiros em cujos corações a esperança bruxuleia qual chama prestes a extinguir-se, ao sopro da adversidade.

Um possui créditos valiosos nos círculos da finança, mas carrega o peso de escabrosas desilusões; exorna-se aquele com títulos de cultura e competência, todavia traz o espírito curvado sob constrangimentos e desgostos de toda espécie, como se arrastasse fardos ocultos; outro dispõe de autoridade e influência, na orientação de vasta comunidade, e tem o peito semi-sufocado de aflição à face das dores desconhecidas que lhe gravam as horas; outro, ainda, exibe-se por modelo de higidez nas vitrinas da saúde corpórea e transporta consigo um poço de lágrimas represadas, em vista das provações que lhe oneram a vida.

Detém-te em semelhantes realidades e não recuses o donativo da coragem para toda criatura irmã do caminho.

Se alguém errou, fala-lhe das lições novas que o tempo nos traz a todos; se caiu, estende-lhe os braços com a fé renovadora que nos repõe nas trilhas de elevação; se entrou em desespero, dá-lhe a bênção da paz; se tombou em tristeza, oferece-lhe a mensagem do bom ânimo...

Ninguém há que prescinda de apoio espiritual.

Agora, muitos de nós precisamos da coragem de aprender, de servir, de compreender, de esperar...

E, provavelmente, mais tarde, em trechos mais difíceis da viagem humana, todos necessitaremos da coragem de sofrer e abençoar, suportar e viver.







(Do livro "Alma e Coração", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)




#162 Faça do seu rosto o espelho da sua alma...

Postado Macili em 20 novembro 2012 - 05:53

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#137 TENHA PACIÊNCIA, MEU FILHO!

Postado Dothy em 19 novembro 2012 - 12:02

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Quando Dona Maria João de Deus desencarnou, em 29 de setembro de
1915, Chico Xavier, um de seus nove filhos, foi entregue aos cuidados de Dona
Rita de Cássia, velha amiga e madrinha da criança.
Dona Rita, porém, era obsidiada e, por qualquer bagatela, se
destemperava, irritadiça.
Assim é que o Chico passou a suportar, por dia, várias surras de varas de
marmeleiro, recebendo, ainda, a penetração de pontas de garfos no ventre,
porque a neurastênica e perversa senhora inventara esse estranho processo
de torturar.
O garoto chorava muito, permanecendo horas e horas, com os garfos
dependurados na carne sanguinolenta e corria para o quintal, a fim de
desabafar e, porque a madrinha repetia, nervosa:
— Este menino tem o diabo no corpo.
Um dia, lembrou-se a criança de que a Mãezinha orava sempre, todos os
dias, ensinando-o a elevar o pensamento a Jesus e sentiu falta da prece que
não encontrava em seu novo lar.
Ajoelhou-se sob velhas bananeiras e pronunciou as palavras do Pai Nosso
que aprendera dos lábios maternais.
Quando terminou, oh! maravilha!
Sua progenitora, Dona Maria João de Deus, estava perfeitamente viva ao
seu lado.
Chico, que ainda não lidara com as negações e dúvidas dos homens, nem
por um instante pensou que a Mãezinha tivesse partido para as sombras da
morte.
Abraçou-a, feliz, e gritou:
— Mamãe, não me deixe aqui... Carregue-me com a senhora...
— Não posso, — disse a entidade, triste.
— Estou apanhando muito, mamãe!
Dona Maria acariciou-o e explicou:
— Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o
trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar.
— Mas, — tornou a criança — minha madrinha diz que  eu estou com o
diabo no corpo.
— Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa e se você não mais
reclamar, se você tiver paciência, Jesus ajudará para que estejamos sempre
juntos.
Em seguida, desapareceu.
O pequeno, aflito, chamou-a em vão.
Desde esse dia, no entanto, passou a receber o contato de varas e garfos
sem revolta e sem lágrimas.
— Chico é tão cínico — dizia Dona Rita, exasperada, — que não chora,
nem mesmo a pescoção.
Porque a criança explicava ter a alegria de ver sua mãe, sempre que
recebia as surras, sem chorar, o pessoal doméstico passou a dizer que ele era
um “menino aluado”.
E, diariamente, à tarde, com os vergões na pele e com o sangue a correrlhe em pequeninos filetes do ventre o pequeno seguia, de olhos enxutos e 24
brilhantes, para o quintal, a fim de reencontrar a  mãezinha querida, sob as
velhas árvores, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Assim começou a luta espiritual do médium extraordinário que conhecemos


#1348 Sócrates no plano espiritual

Postado Macili em 03 abril 2013 - 03:47

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SÓCRATES no Plano Espiritual




SÓCRATES

Mensagem recebida em 7 de janeiro de 1937



Foi no Instituto Celeste de Pitágoras (1) que vim encontrar, nestes últimos tempos, a figura veneranda de Sócrates, o ilustre filho de Sofronisco e Fenareta.

A reunião, nesse castelo luminoso dos planos erráticos, era, nesse dia, dedicada a todos os estudiosos vindos da Terra longínqua. A paisagem exterior, formada na base de substâncias imponderáveis para as ciências terrestres da atualidade recordava a antiga Hélade, cheia de aromas, sonoridades e melodias. Um solo de neblinas evanescentes evocava as terras suaves e encantadoras, onde as tribos jônias e eólias localizaram a sua habitação, organizando a pátria de Orfeu, cheia de deuses e de harmonias. Árvores bizarras e floridas enfeitavam o ambiente de surpresas cariciosas, lembrando os antigos bosques da Tessália, onde Pan se fazia ouvir com as cantilenas de sua flauta, protegendo os rebanhos junto das frondes vetustas, que eram as liras dos ventos brandos, cantando as melodias da Natureza.

O palácio consagrado a Pitágoras tinha aspecto de severa beleza, com suas colunas gregas à maneira das maravilhosas edificações da gloriosa Atenas do passado.

Lá dentro, agasalhava-se toda uma multidão de Espíritos ávidos da palavra esclarecida do grande mestre, que os cidadãos atenienses haviam condenado à morte, 399 anos antes de Jesus-Cristo.

Ali se reuniam vultos venerados pela filosofia e pela ciência de todas as épocas humanas, Terpandro, Tucídides, Lísis, Ésquines, Filolau, Timeu, Símias, Anaxágoras e muitas outras figuras respeitáveis da sabedoria dos homens.

Admirei-me, porém, de não encontrar ali nem os discípulos do sublime filósofo ateniense, nem os juízes que o condenaram à morte. A ausência de Platão, a esse conclave do Infinito, impressionava-me o pensamento, quando, na tribuna de claridades divinas, se materializou aos nossos olhos o vulto venerando da filosofia de todos os séculos. Da sua figura irradiavase uma onda de luz levemente azulada, enchendo o recinto de vibração desconhecida, de paz suave e branda. Grandes madeixas de cabelos alvos de neve molduravam-lhe o semblante jovial e tranqüilo, onde os olhos brilhavam infinitamente cheios de serenidade, alegria e doçura.
As palavras de Sócrates contornaram as teses mais sublimes, porém, inacessíveis ao entendimento das criaturas atuais, tal a transcendência dos seus profundos raciocínios. À maneira das suas lições nas praças públicas de Atenas, falou-nos da mais avançada sabedoria espiritual, através de inquirições que nos conduziam ao âmago dos assuntos; discorreu sobre a liberdade dos seres nos planos divinos que constituem a sua atual morada e sobre os grandes conhecimentos que esperam a Humanidade terrestre no seu futuro espiritual.

É verdade que não posso transmitir aos meus companheiros terrenos a expressão exata dos seus ensinamentos, estribados na mais elevada das justiças, levando-se em conta a grandeza dos seus conceitos, incompreensíveis para as ideologias das pátrias no mundo atual, mas, ansioso de oferecer uma palavra do grande mestre do passado aos meus irmãos, não mais pelas vísceras do corpo e sim pelos laços afetivos da alma, atrevi-me a abordá-lo:

- Mestre - disse eu - venho recentemente da Terra distante, para onde encontro possibilidade de mandar o vosso pensamento. Desejaríeis enviar para o mundo as vossas mensagens benevolentes e sábias?

- Seria inútil - respondeu-me bondosamente -, os homens da Terra ainda não se reconheceram a si mesmos. Ainda são cidadãos da pátria, sem serem irmãos entre si.

Marcham uns contra os outros, ao som de músicas guerreiras e sob a proteção de estandartes que os desunem, aniquilando-lhes os mais nobres sentimentos de humanidade.

- Mas. . . - retorqui - lá no mundo há uma elite de filósofos que se sentiriam orgulhosos de vos ouvir! ...

- Mesmo entre eles as nossas verdades não seriam reconhecidas. Quase todos estão com o pensamento cristalizado no ataúde das escolas. Para todos os espíritos, o progresso reside na experiência. A História não vos fala do suicídio orgulhoso de Empédocles de Agrigento, nas lavas do Etna, para proporcionar aos seus contemporâneos a falsa impressão de sua ascensão para os céus? Quase todos os estudiosos da Terra são assim; o mal de todos é o enfatuado convencimento de sabedoria. Nossas lições valem somente como roteiro de coragem para cada um, nos grandes momentos da experiência individual, quase sempre difícil e dolorosa.
Não crucificaram, por lá, o Filho de Deus, que lhes oferecia a própria vida para que conhecessem e praticassem a Verdade? O pórtico da pitonisa de Delfos está cheio de atualidade para o mundo. Nosso projeto de difundir a felicidade na Terra só terá realização quando os Espíritos aí encarnados deixarem de ser cidadãos para serem homens conscientes de si mesmos. Os Estados e as Leis são invenções puramente humanas, justificáveis, em virtude da heterogeneidade com respeito à posição evolutiva das criaturas; mas, enquanto existirem, sobrará a certeza de que o homem não se descobriu a si mesmo, para viver a existência espontânea e feliz, em comunhão com as disposições divinas da natureza espiritual. A Humanidade está muito longe de compreender essa fraternidade no campo sociológico.

Impressionado com essas respostas, continuei a interrogá-lo:

- Apesar dos milênios decorridos, tendes a exprimir alguma reflexão aos homens, quanto à reparação do erro que cometeram, condenando-vos à morte?

- De modo algum. Méletos e outros acusadores estavam no papel que lhes competia, e a ação que provocaram contra mim nos tribunais atenienses só podia valorizar os princípios da filosofia do bem e da liberdade que as vozes do Alto me inspiravam, para que eu fosse um dos colaboradores na obra de quantos precederam, no Planeta, o pensamento e o exemplo vivo de Jesus-Cristo. Se me condenaram à morte, os meus juízes estavam igualmente condenados pela Natureza; e, até hoje, enquanto a criatura humana não se descobrir a si mesma, os seus destinos e obras serão patrimônios da dor e da morte.

- Poderíeis dizer algo sobre a obra dos vossos discípulos?

- Perfeitamente - respondeu-me o sábio ilustre -, é de lamentar as observações malavisadas de Xenofonte, lamentando eu, igualmente, que Platão, não obstante a sua coragem e o seu heroísmo, não haja representado fielmente a minha palavra junto dos nossos contemporâneos e dos nossos pósteros. A História admirou na sua Apologia os discursos sábios e bem feitos, mas a minha palavra não entoaria ladainhas laudatórias aos políticos da época e nem se desviaria- para as afirmações dogmáticas no terreno metafísico. Vivi com a minha verdade para morrer com ela. Louvo, todavia, a Antístenes, que falou com mais imparcialidade a meu respeito, de minha personalidade que sempre se reconheceu insuficiente. Julgáveis então que me abalançasse, nos últimos instantes da vida, a recomendações no sentido de que se pagasse um galo a Esculápio? Semelhante expressão, a mim atribuída, constitui a mais incompreensível das ironias. - Mestre, e o mundo? - indaguei.

- O mundo atual é a semente do mundo paradisíaco do futuro. Não tenhais pressa. Mergulhando-me no labirinto da História, parece-me que as lutas de Atenas e Esparta, as glórias do Pártenon, os esplendores do século de Péricles, são acontecimentos de há poucos dias; entretanto, soldados espartanos e atenienses, censores, juízes, tribunais, monumentos políticos da cidade que foi minha pátria, estão hoje reduzidos a um punhado de cinzas!. . . A nossa única realidade é a vida do Espírito.

- Não vos tentaria alguma missão de amor na face do orbe terrestre, dentro dos grandes objetivos da regeneração humana?

- Nossa tarefa, para que os homens se persuadam com respeito à verdade, deve ser toda indireta. O homem terá de realizar-se interiormente pelo trabalho perseverante, sem o que todo o esforço dos mestres não Passará do terreno do puro verbalismo.

E, como se estivesse concentrado em si mesmo, o,grande filósofo sentenciou:

- As criaturas humanas ainda não estão preparadas para o amor e para a liberdade...

Durante muitos anos, ainda, todos os discípulos da Verdade terão de morrer muitas vezes!

E enquanto o ilustre sábio ateniense se retirava do recinto, junto de Anaxágoras, dei por terminada a preciosa e rara entrevista.



(1) Nome convencional para figurar os centros de grandes reuniões espirituais no plano Invisível. - O Autor Espiritual.


Fonte: Extraído do livro Crônicas do além túmulo – Francisco C. Xavier / Humberto de Campos.